O que comer entre as refeições?

28-02-2004
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O Que Comer Entre as Refeições?

Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2003

%Andréia Azevedo Soares

Entre as pessoas que se preocupam com uma alimentação equilibrada, há aqueles que fazem parte do grupo dos bem-intencionados. São os que se esforçam por comer carnes magras, vegetais e cereais não refinados. Evitam sobremesas, nunca dizem não a uma peça de fruta e apostam em pães integrais. Mas acabam por ser traídos por uma fome fatal, uma estirpe que costuma atacar entre as refeições. O apetite irrefreável aparece sobretudo a meio da tarde ou da manhã, quando já falta pouco tempo para a refeição seguinte. Nestas alturas, vale tudo: os alimentos gordurosos ou açucarados da máquina de "snacks", aquelas bolachas fantásticas do colega de trabalho ou os bolos do pão quente mais próximo.

Isso acontece porque a lógica da comida é guiada pela disponibilidade e comodidade. Por outras palavras, comemos aquilo que está ao alcance da mão, que é portátil e não dá trabalho. Então qual é a solução? Virar a magia contra o feiticeiro e, assim, fazer com que estes três factores estejam ao serviço de opções saudáveis. Aqui ficam algumas sugestões avançadas por dois nutricionistas: Pedro Moreira, professor da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação do Porto, e Paula Veloso, autora do livro "Dietas Sem Dieta" (Porto Editora, 2003). É certo que este desafio exige algum planeamento antes de sair de casa, mas vale a pena o esforço de ter sempre bons alimentos dentro da carteira. O seu corpo agradece.

. Uma peça de fruta. A maçã e a pêra são líderes de audiência, o que é positivo se isso não significar que as outras qualidades caiam no ostracismo. A banana, por exemplo, é injustamente preterida, uma vez que já vem "embrulhada" da própria natureza e prescinde de garfo e faca para ser consumida. As variedades cítricas também não devem ser esquecidas: laranja, kiwi, tangerina. São pobres em calorias e ricas em vitamina C. Podem ser cortadas e transportadas em pequenos recipientes, ou então transformadas em sumo. Há ainda a opção das frutas desidratadas (oito damascos secos, por exemplo, podem ser suficientes para combater a fome). Existem também adultos que recorrem ao puré de frutas para bebés: os boiões são portáteis e facilmente encontrados no supermercado.

. Uma sanduíche recheada com ricota misturada com atum, peito de peru ou legumes. Ou então queijo fresco misturado com um pouco de azeitonas, cenoura ralada ou passas. Quem confecciona o próprio alimento, tem a certeza dos ingredientes que consome. Num café, acabamos por ter uma atitude passiva diante da quantidade de manteiga ou maionese, por exemplo, que nos dão para comer. Quem preferir coisas doces, pode optar por uma fatia de pão integral com compota de frutas sem adição de açúcar.

. Ter sempre na gaveta embalagens individuais de leite meio-gordo ou magro. Quem não gostar de bebê-lo puro, pode optar pelos iogurtes. Quem costuma trabalhar na rua todo o dia, pode trazer consigo iogurtes em versão líquida, queijos tipo triângulo ou barras de cereais (uma delas com 20 centilitros de leite pode valer como um lanche, por exemplo).

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O Que Comer Entre as Refeições?

Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2003

%Andréia Azevedo Soares

Entre as pessoas que se preocupam com uma alimentação equilibrada, há aqueles que fazem parte do grupo dos bem-intencionados. São os que se esforçam por comer carnes magras, vegetais e cereais não refinados. Evitam sobremesas, nunca dizem não a uma peça de fruta e apostam em pães integrais. Mas acabam por ser traídos por uma fome fatal, uma estirpe que costuma atacar entre as refeições. O apetite irrefreável aparece sobretudo a meio da tarde ou da manhã, quando já falta pouco tempo para a refeição seguinte. Nestas alturas, vale tudo: os alimentos gordurosos ou açucarados da máquina de "snacks", aquelas bolachas fantásticas do colega de trabalho ou os bolos do pão quente mais próximo.

Isso acontece porque a lógica da comida é guiada pela disponibilidade e comodidade. Por outras palavras, comemos aquilo que está ao alcance da mão, que é portátil e não dá trabalho. Então qual é a solução? Virar a magia contra o feiticeiro e, assim, fazer com que estes três factores estejam ao serviço de opções saudáveis. Aqui ficam algumas sugestões avançadas por dois nutricionistas: Pedro Moreira, professor da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação do Porto, e Paula Veloso, autora do livro "Dietas Sem Dieta" (Porto Editora, 2003). É certo que este desafio exige algum planeamento antes de sair de casa, mas vale a pena o esforço de ter sempre bons alimentos dentro da carteira. O seu corpo agradece.

. Uma peça de fruta. A maçã e a pêra são líderes de audiência, o que é positivo se isso não significar que as outras qualidades caiam no ostracismo. A banana, por exemplo, é injustamente preterida, uma vez que já vem "embrulhada" da própria natureza e prescinde de garfo e faca para ser consumida. As variedades cítricas também não devem ser esquecidas: laranja, kiwi, tangerina. São pobres em calorias e ricas em vitamina C. Podem ser cortadas e transportadas em pequenos recipientes, ou então transformadas em sumo. Há ainda a opção das frutas desidratadas (oito damascos secos, por exemplo, podem ser suficientes para combater a fome). Existem também adultos que recorrem ao puré de frutas para bebés: os boiões são portáteis e facilmente encontrados no supermercado.

. Uma sanduíche recheada com ricota misturada com atum, peito de peru ou legumes. Ou então queijo fresco misturado com um pouco de azeitonas, cenoura ralada ou passas. Quem confecciona o próprio alimento, tem a certeza dos ingredientes que consome. Num café, acabamos por ter uma atitude passiva diante da quantidade de manteiga ou maionese, por exemplo, que nos dão para comer. Quem preferir coisas doces, pode optar por uma fatia de pão integral com compota de frutas sem adição de açúcar.

. Ter sempre na gaveta embalagens individuais de leite meio-gordo ou magro. Quem não gostar de bebê-lo puro, pode optar pelos iogurtes. Quem costuma trabalhar na rua todo o dia, pode trazer consigo iogurtes em versão líquida, queijos tipo triângulo ou barras de cereais (uma delas com 20 centilitros de leite pode valer como um lanche, por exemplo).

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