EXPRESSO: Opinião

20-06-2002
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EDITORIAL

A guerra sem fim «A partir do momento em que Israel mostre fraqueza e recue (por iniciativa própria ou forçado pelos Estados Unidos), o mundo árabe redobrará os esforços bélicos e subirá de tom nas reivindicações. Porque o problema dos muçulmanos não são os palestinianos: eles constituem 'carne para canhão'. O problema é a própria existência do Estado de Israel. É isso que os árabes não suportam e contra isso continuarão a lutar.»

FELIZES PARA SEMPRE

PÁGINA DOIS

VALE DE JUDEUS Mortes na prisão «Só por uma questão de pudor, ou por simpatia com o Governo que o nomeou, é que João Figueiredo imputa a responsabilidade da situação que se passa nas prisões portuguesas à opinião pública. Toda a gente está farta de saber que quem tem horror às palavras 'ordem' e 'disciplina', nas cadeias e fora delas, é o chamado guterrismo, que fez disso a sua doutrina. O resultado está à vista.»

CRISE Uma guerra contra o medo «Em cada dia de bombardeamentos ao Afeganistão aumenta o capital de queixa do mundo muçulmano (...). E quanto mais «duradoura» for esta parte visível da guerra, que é também a menos eficaz, mais fortes serão os riscos de a grande coligação se quebrar. Depois de ter trazido o medo à nossa sociedade - e se uma sociedade tem medo é porque perdeu a liberdade -, esta seria a segunda maior vitória do terrorismo: uma guerra assumida por muitos, com maior ou menor empenho, transformar-se na guerra de uns poucos.»

INFORMAÇÃO Pensar duas vezes «Pensar duas vezes antes de tomar uma decisão delicada deve ser a preocupação permanente de qualquer órgão de Informação responsável. E os convidados da Administração Bush entenderam a mensagem. Considerar que este apelo da Casa Branca ultrapassou os limites do aceitável é, em si mesmo, um abuso. É presumir que mesmo numa situação de guerra como esta, os jornalistas e editores são um poder soberano e irresponsável, acima de qualquer outro, imune a todas as críticas ou meras chamadas de atenção. Não são.» NOBEL DA PAZ O Senhor ONU «A reputada confiança dos EUA, que não raras vezes impuseram a sua força política e militar, substituindo-se à ONU e aos créditos do seu secretário-geral, serviu-lhe também para brilhar noutras situações. O seu empenho bem sucedido no caso de Timor Leste é uma delas. E merece ser recordado nesta altura em que, depois de dois timorenses, também o senhor ONU recebe o Nobel da Paz.»

POLÍTICA À PORTUGUESA

O demagogo «Em vez de aproveitar o estudo da AEP para lançar o debate sobre a renovação do funcionalismo público, Jorge Coelho fez o contrário. Ridicularizou o trabalho. Utilizou-o para provar que a direita é má. Que o PS é bom e por isso não seguirá os seus conselhos. Tudo isto é triste. Quando é que o PS e o Governo deixam de fazer demagogia e se dispõem a resolver os problemas? Quando é que se deixam de palavras e passam à acção?»

ALTOS... ANTÓNIO VITORINO ANTÓNIO OLIVEIRA ...& BAIXOS JOSÉ LAMEGO CARLOS CARVALHAS EUGÉNIO OLIVEIRA ARONS DE CARVALHO

EDITORIAL

A guerra sem fim «A partir do momento em que Israel mostre fraqueza e recue (por iniciativa própria ou forçado pelos Estados Unidos), o mundo árabe redobrará os esforços bélicos e subirá de tom nas reivindicações. Porque o problema dos muçulmanos não são os palestinianos: eles constituem 'carne para canhão'. O problema é a própria existência do Estado de Israel. É isso que os árabes não suportam e contra isso continuarão a lutar.»

FELIZES PARA SEMPRE

PÁGINA DOIS

VALE DE JUDEUS Mortes na prisão «Só por uma questão de pudor, ou por simpatia com o Governo que o nomeou, é que João Figueiredo imputa a responsabilidade da situação que se passa nas prisões portuguesas à opinião pública. Toda a gente está farta de saber que quem tem horror às palavras 'ordem' e 'disciplina', nas cadeias e fora delas, é o chamado guterrismo, que fez disso a sua doutrina. O resultado está à vista.»

CRISE Uma guerra contra o medo «Em cada dia de bombardeamentos ao Afeganistão aumenta o capital de queixa do mundo muçulmano (...). E quanto mais «duradoura» for esta parte visível da guerra, que é também a menos eficaz, mais fortes serão os riscos de a grande coligação se quebrar. Depois de ter trazido o medo à nossa sociedade - e se uma sociedade tem medo é porque perdeu a liberdade -, esta seria a segunda maior vitória do terrorismo: uma guerra assumida por muitos, com maior ou menor empenho, transformar-se na guerra de uns poucos.»

INFORMAÇÃO Pensar duas vezes «Pensar duas vezes antes de tomar uma decisão delicada deve ser a preocupação permanente de qualquer órgão de Informação responsável. E os convidados da Administração Bush entenderam a mensagem. Considerar que este apelo da Casa Branca ultrapassou os limites do aceitável é, em si mesmo, um abuso. É presumir que mesmo numa situação de guerra como esta, os jornalistas e editores são um poder soberano e irresponsável, acima de qualquer outro, imune a todas as críticas ou meras chamadas de atenção. Não são.» NOBEL DA PAZ O Senhor ONU «A reputada confiança dos EUA, que não raras vezes impuseram a sua força política e militar, substituindo-se à ONU e aos créditos do seu secretário-geral, serviu-lhe também para brilhar noutras situações. O seu empenho bem sucedido no caso de Timor Leste é uma delas. E merece ser recordado nesta altura em que, depois de dois timorenses, também o senhor ONU recebe o Nobel da Paz.»

POLÍTICA À PORTUGUESA

O demagogo «Em vez de aproveitar o estudo da AEP para lançar o debate sobre a renovação do funcionalismo público, Jorge Coelho fez o contrário. Ridicularizou o trabalho. Utilizou-o para provar que a direita é má. Que o PS é bom e por isso não seguirá os seus conselhos. Tudo isto é triste. Quando é que o PS e o Governo deixam de fazer demagogia e se dispõem a resolver os problemas? Quando é que se deixam de palavras e passam à acção?»

ALTOS... ANTÓNIO VITORINO ANTÓNIO OLIVEIRA ...& BAIXOS JOSÉ LAMEGO CARLOS CARVALHAS EUGÉNIO OLIVEIRA ARONS DE CARVALHO

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