Apelo de Maria Elisa Criticado no Parlamento
Sexta-feira, 29 de Novembro de 2002
Maria Elisa Domingues, deputada do PSD, jornalista e apresentadora de televisão, criticou ontem as estações televisivas pela forma como estão a tratar a polémica sobre a Casa Pia. A deputada pediu "às televisões para transmitir as informações mais chocantes em horários mais apropriados". Maria Elisa comentou a divulgação de "nomes de cidadãos" como sendo dispensável, podendo até "alimentar um voyerismo mórbido". A sua intenção era - afirmou - "respeitar as crianças que assistiam" às transmissões. No entanto, a iniciativa acabou por resultar no efeito exactamente contrário ao pretendido pela deputada. O deputado do PCP Lino de Carvalho foi o que mais veementemente condenou a forma como Maria Elisa tinha violado o regimento da Assembleia da República. A deputada tinha pedido a palavra para uma interpelação à mesa (pedido de esclarecimento sobre a condução dos trabalhos) e usou o tempo para tecer considerações sobre a cobertura televisiva das denúncias de pedofilia na Casa Pia. "Nenhum deputado, por mais relevância social ou mediática que tenha, tem esse direito", disparou. O socialista José de Magalhães reconheceu que a questão merecia ser discutida mas salientou que, embora o assunto fosse "melindroso", não devia ser "tabu". Francisco Louçã, do BE, foi ainda mais longe, anunciando que não se associaria a "qualquer ponto de vista proto-sensório" contra os jornalistas.
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Apelo de Maria Elisa Criticado no Parlamento
Sexta-feira, 29 de Novembro de 2002
Maria Elisa Domingues, deputada do PSD, jornalista e apresentadora de televisão, criticou ontem as estações televisivas pela forma como estão a tratar a polémica sobre a Casa Pia. A deputada pediu "às televisões para transmitir as informações mais chocantes em horários mais apropriados". Maria Elisa comentou a divulgação de "nomes de cidadãos" como sendo dispensável, podendo até "alimentar um voyerismo mórbido". A sua intenção era - afirmou - "respeitar as crianças que assistiam" às transmissões. No entanto, a iniciativa acabou por resultar no efeito exactamente contrário ao pretendido pela deputada. O deputado do PCP Lino de Carvalho foi o que mais veementemente condenou a forma como Maria Elisa tinha violado o regimento da Assembleia da República. A deputada tinha pedido a palavra para uma interpelação à mesa (pedido de esclarecimento sobre a condução dos trabalhos) e usou o tempo para tecer considerações sobre a cobertura televisiva das denúncias de pedofilia na Casa Pia. "Nenhum deputado, por mais relevância social ou mediática que tenha, tem esse direito", disparou. O socialista José de Magalhães reconheceu que a questão merecia ser discutida mas salientou que, embora o assunto fosse "melindroso", não devia ser "tabu". Francisco Louçã, do BE, foi ainda mais longe, anunciando que não se associaria a "qualquer ponto de vista proto-sensório" contra os jornalistas.