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20-08-2004
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Biografias.

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Registo: 11 Dec 2003

Local/Origem: Margem Sul (nascido em Coimbra) Registo: 11 Dec 2003Local/Origem: Margem Sul (nascido em Coimbra)

Colocada: Seg Mai 31, 2004 7:14 pm Assunto:

Gamito com o equipamento da Porta da Ravessa, na qual venceu a Volta a Portugal em 2000

Gamito vencia aqui a etapa da Torre da Serra da Estrela em 2000 e encaminhava-se para a sua Vitória na Volta em Portugal em 2000.

Nome: Vítor Manuel Gomes Gamito

Data de Nascimento : 21/04/1970 (34 anos)

Naturalidade : São João da Pedreira, Lisboa

Currículo: 1993 Sicasal/Acral

1994 Sicasal/Acral

1995 Sicasal/Acral

1996 MX Onda/Deportpublic

1997 Estepona/Toscaf

1998 Troiamarisco/Milaneza

1999 Troiamarisco/Porta da Ravessa

2000 Porta da Ravessa/Zurich

2001 Porta da Ravessa/Zurich

2002 Barbot/Torrié/Gondomar

2003 Cantanhede/Marquês de Marialva/Cadimarte

Vitórias:

1993

G.P. Jornal de Noticias + 2 etapas

Etapa Volta a Portugal

1994

Etapa G.P. A Capital

Volta ao Algarve + 2 etapas

G.P. Sport Noticias + 2 etapas

2 Etapas G.P. Jornal de Noticias + vencedor da montanha

Etapa Volta a Portugal

1995

Etapa Volta a Tras-os-Montes e Alto Douro

Etapa G.P. Joaquim Agostinho

Etapa G.P. do Minho

2 etapas Volta a Portugal

2 etapas Volta a Portugal do Futuro

1998

Etapa G.P. Jornal de Noticias

Etapa G.P. Joaquim Agostinho + montanha

Etapa G.P. do Minho

Campeonato Nacional Contra-Relógio/equipas

1999

G.P. Sport Noticias + etapa

Campeonato Nacional Contra-Relógio

G.P. do Minho + etapa

etapa Volta a Portugal

2000

Campeonato Nacional Contra-Relógio

G.P. Do Minho + etapa

Volta a Portugal + 2 etapas

2003

Etapa na Volta ao Alentejo

Etapa na Volta a Portugal

Outros resultados de destaque:

1993

5º G.P. Correio da Manha

2º Volta ao Portugal

1994

6º G.P. Jornal de Noticias

2º Volta a Portugal

3º Volta a Portugal do Futuro

3º Circuito Nacional de CÙte

1995

2º Rapport Tour

2º G.P. Correio da Manha

5º G.P. Almoçageme

3º Volta a Tras-os-Montes e Alto Douro

3º G.P. do Minho

1996

11º Prueba Villafranca de Ordizia

2º Volta a Portugal

2º Volta a Portugal

1997

13º Vuelta a Andalucia/Ruta del Sol

4º Vuelta a la Comunidad Valenciana

4º Setmana Catalana

4º Volta ao Alentejo

1998

7º G.P. Internacional Mitsubishi

2º Volta al Alentejo

2º G.P. Jornal de Noticias

2º G.P. Joaquim Agostinho

2º Campeonato Nacional Contra-Relógio

6º Duo Normand (com Carlos-Alberto Amaral)

1999

6º Volta ao Algarve

7º Volta ao Alentejo

5º G.P. Jornal de Noticias

2º Volta a Portugal

2000

5º Volta ao Algarve

5º G.P. Portugal Telecom

4º Volta ao Alentejo

2001

4º Volta a Portugal

2º G.P. Rota do Marquês

2003

4º Volta ao Alentejo

6º Volta a Portugal

2º Grande Prémio de Cantanhede

Nota: Dados retirados do site do ciclista

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O amor é como um fósforo, só dura enquanto há pau

Sporting! Deixo aqui a biografia do ciclista Vitor Gamito, após sugestão do jmgv no tópico sobre o mesmo ciclista.Gamito com o equipamento da Porta da Ravessa, na qual venceu a Volta a Portugal em 2000Gamito vencia aqui a etapa da Torre da Serra da Estrela em 2000 e encaminhava-se para a sua Vitória na Volta em Portugal em 2000.Vítor Manuel Gomes Gamito: 21/04/1970 (34 anos): São João da Pedreira, Lisboa1993 Sicasal/Acral1994 Sicasal/Acral1995 Sicasal/Acral1996 MX Onda/Deportpublic1997 Estepona/Toscaf1998 Troiamarisco/Milaneza1999 Troiamarisco/Porta da Ravessa2000 Porta da Ravessa/Zurich2001 Porta da Ravessa/Zurich2002 Barbot/Torrié/Gondomar2003 Cantanhede/Marquês de Marialva/Cadimarte1993G.P. Jornal de Noticias + 2 etapasEtapa Volta a Portugal1994Etapa G.P. A CapitalVolta ao Algarve + 2 etapasG.P. Sport Noticias + 2 etapas2 Etapas G.P. Jornal de Noticias + vencedor da montanhaEtapa Volta a Portugal1995Etapa Volta a Tras-os-Montes e Alto DouroEtapa G.P. Joaquim AgostinhoEtapa G.P. do Minho2 etapas Volta a Portugal2 etapas Volta a Portugal do Futuro1998Etapa G.P. Jornal de NoticiasEtapa G.P. Joaquim Agostinho + montanhaEtapa G.P. do MinhoCampeonato Nacional Contra-Relógio/equipas1999G.P. Sport Noticias + etapaCampeonato Nacional Contra-RelógioG.P. do Minho + etapaetapa Volta a Portugal2000Campeonato Nacional Contra-RelógioG.P. Do Minho + etapaVolta a Portugal + 2 etapas2003Etapa na Volta ao AlentejoEtapa na Volta a Portugal19935º G.P. Correio da Manha2º Volta ao Portugal19946º G.P. Jornal de Noticias2º Volta a Portugal3º Volta a Portugal do Futuro3º Circuito Nacional de CÙte19952º Rapport Tour2º G.P. Correio da Manha5º G.P. Almoçageme3º Volta a Tras-os-Montes e Alto Douro3º G.P. do Minho199611º Prueba Villafranca de Ordizia2º Volta a Portugal2º Volta a Portugal199713º Vuelta a Andalucia/Ruta del Sol4º Vuelta a la Comunidad Valenciana4º Setmana Catalana4º Volta ao Alentejo19987º G.P. Internacional Mitsubishi2º Volta al Alentejo2º G.P. Jornal de Noticias2º G.P. Joaquim Agostinho2º Campeonato Nacional Contra-Relógio6º Duo Normand (com Carlos-Alberto Amaral)19996º Volta ao Algarve7º Volta ao Alentejo5º G.P. Jornal de Noticias2º Volta a Portugal20005º Volta ao Algarve5º G.P. Portugal Telecom4º Volta ao Alentejo20014º Volta a Portugal2º G.P. Rota do Marquês20034º Volta ao Alentejo6º Volta a Portugal2º Grande Prémio de CantanhedeNota: Dados retirados do site do ciclista Vítor Gamito , tal como as fotos._________________O amor é como um fósforo, só dura enquanto háSporting! Voltar acima jmgv

Registo: 22 Jun 2003

Local/Origem: Silves Equipa CM PortugalRegisto: 22 Jun 2003Local/Origem: Silves

Colocada: Ter Jul 13, 2004 12:11 am Assunto: As três vidas do homem do pescoço partido Topico do Red Army

O melhor guarda-redes de que provavelmente nunca ouviu falar chamava-se Bernd Carl Trautmann, que em alemão quer dizer «homem de confiança». Nasceu em Bremen, em 1923. E se o lugar-comum manda dizer que certas vidas davam um filme, esta ultrapassa largamente a norma.

Os primeiros tempos tornam-no num herói improvável: Trautmann foi um dos muitos milhões seduzidos pela retórica nacionalista de Hitler e fez-se militante da juventude hitleriana. Alistado nas forças nazis, como pára-quedista, apresentou uma folha de serviços em que coragem, inconsciência e rebeldia se misturavam em doses iguais.

Com a farda nazi, algumas semanas depois de ter escapado a um julgamento por sabotagem, o jovem soldado Trautmann ganhou uma Cruz de Ferro na terrível batalha de Arnhem (Holanda), no final da qual esteve três dias soterrado nos escombros de um celeiro. O seu percurso na II Guerra faz lembrar os filmes de Steve McQueen: capturado pelos russos, evadiu-se de um campo de prisioneiros. Seguiu-se a Resistência francesa e depois os americanos sempre com o mesmo desfecho. À quarta foi de vez. Como nos filmes, os soldados ingleses receberam-no de espingardas apontadas e, segundo Trautmann, com um caloroso «Olá Fritz, vai uma chávena de chá?».

O futebol só aparece mais tarde. Com a Guerra a terminar, no campo de prisioneiros de Ashton-in-Makerfield, Trautmann encontrou a paz. Jogava à bola com outros presos e, aos poucos, começou a integrar-se na comunidade. Libertado em 1948, tornou-se agricultor, e começou a jogar na baliza do clube amador de St. Helens, onde um dia foi detectado por um caçador de talentos de Manchester.

Sem experiência profissional, Trautmann só precisou de meia dúzia de treinos para convencer os técnicos do City. Ágil, louco, destemido até à inconsciência, o alemão era um predestinado. Faltava o mais difícil: convencer os adeptos, naqueles anos em que ser alemão era sinónimo de marginalização. Uma manifestação de milhares vincou o desagrado pela contratação, mas foi Alexander Altmann, o Rabi de Manchester a sair em sua defesa: «Nenhum homem pode ser julgado em nome de um povo inteiro». Os adeptos ouviram e aceitaram julgá-lo em campo.

Segue-se um «fast forward» de sete anos de exibições miraculosas que lhe deram a reputação de melhor guarda-redes da Liga. Até ao dia 5 de Maio de 1956, em Wembley, em que o City, pela segunda vez consecutiva, tentava conquistar a Taça.

Nessa tarde, diante do Birmingham, Trautmann, que britanizara o nome para Bert, fez o jogo da sua vida numa vitória por 3-1. Mas mais do que as incontáveis defesas, o que ficou para a história foi o diálogo com o príncipe Filipe, que entregou taça e medalhas: «Por que jogou os últimos minutos com a cabeça de lado?». «Não sei, Alteza, não consigo mexer o pescoço», respondeu impassível. Radiografado no final do jogo, Bert descobriu ter jogado a última meia hora com o pescoço partido em dois sítios. Seguiram-se meses de recuperação, o estatuto de herói atribuído pelos jornais e a adoração do povo, mas também a tragédia: a morte de um filho, atropelado quando brincava na rua, a que se seguiu um penoso divórcio e uma depressão profunda.

Com 34 anos parecia acabado para o futebol. Mas foi nas balizas que voltou a equilibrar a vida: contra todas as expectativas, o regresso a Maine Road, em 1957, acentuou a lenda de indestrutível, e permitiu-lhe atingir o impressionante número de 545 jogos pelo City, até à despedida, em 1964, com 40 anos. 60 mil assistiram ao seu jogo de homenagem. Bobby Charlton chamou-lhe então o melhor guarda-redes de todos os tempos. Poucos o contestaram.

Nem a reforma foi igual às outras. Depois de curta passagem pelo Portsmouth, como treinador, tornou-se observador da Federação Alemã, que o fez correr mundo, em especial África, à procura de novos talentos. Só perto dos 80 anos o homem do pescoço partido assentou de vez, regressando à Alemanha, com memórias suficientes para encher três vidas.

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Save FCP O melhor guarda-redes de que provavelmente nunca ouviu falar chamava-se Bernd Carl Trautmann, que em alemão quer dizer «homem de confiança». Nasceu em Bremen, em 1923. E se o lugar-comum manda dizer que certas vidas davam um filme, esta ultrapassa largamente a norma.Os primeiros tempos tornam-no num herói improvável: Trautmann foi um dos muitos milhões seduzidos pela retórica nacionalista de Hitler e fez-se militante da juventude hitleriana. Alistado nas forças nazis, como pára-quedista, apresentou uma folha de serviços em que coragem, inconsciência e rebeldia se misturavam em doses iguais.Com a farda nazi, algumas semanas depois de ter escapado a um julgamento por sabotagem, o jovem soldado Trautmann ganhou uma Cruz de Ferro na terrível batalha de Arnhem (Holanda), no final da qual esteve três dias soterrado nos escombros de um celeiro. O seu percurso na II Guerra faz lembrar os filmes de Steve McQueen: capturado pelos russos, evadiu-se de um campo de prisioneiros. Seguiu-se a Resistência francesa e depois os americanos sempre com o mesmo desfecho. À quarta foi de vez. Como nos filmes, os soldados ingleses receberam-no de espingardas apontadas e, segundo Trautmann, com um caloroso «Olá Fritz, vai uma chávena de chá?».O futebol só aparece mais tarde. Com a Guerra a terminar, no campo de prisioneiros de Ashton-in-Makerfield, Trautmann encontrou a paz. Jogava à bola com outros presos e, aos poucos, começou a integrar-se na comunidade. Libertado em 1948, tornou-se agricultor, e começou a jogar na baliza do clube amador de St. Helens, onde um dia foi detectado por um caçador de talentos de Manchester.Sem experiência profissional, Trautmann só precisou de meia dúzia de treinos para convencer os técnicos do City. Ágil, louco, destemido até à inconsciência, o alemão era um predestinado. Faltava o mais difícil: convencer os adeptos, naqueles anos em que ser alemão era sinónimo de marginalização. Uma manifestação de milhares vincou o desagrado pela contratação, mas foi Alexander Altmann, o Rabi de Manchester a sair em sua defesa: «Nenhum homem pode ser julgado em nome de um povo inteiro». Os adeptos ouviram e aceitaram julgá-lo em campo.Segue-se um «fast forward» de sete anos de exibições miraculosas que lhe deram a reputação de melhor guarda-redes da Liga. Até ao dia 5 de Maio de 1956, em Wembley, em que o City, pela segunda vez consecutiva, tentava conquistar a Taça.Nessa tarde, diante do Birmingham, Trautmann, que britanizara o nome para Bert, fez o jogo da sua vida numa vitória por 3-1. Mas mais do que as incontáveis defesas, o que ficou para a história foi o diálogo com o príncipe Filipe, que entregou taça e medalhas: «Por que jogou os últimos minutos com a cabeça de lado?». «Não sei, Alteza, não consigo mexer o pescoço», respondeu impassível. Radiografado no final do jogo, Bert descobriu ter jogado a última meia hora com o pescoço partido em dois sítios. Seguiram-se meses de recuperação, o estatuto de herói atribuído pelos jornais e a adoração do povo, mas também a tragédia: a morte de um filho, atropelado quando brincava na rua, a que se seguiu um penoso divórcio e uma depressão profunda.Com 34 anos parecia acabado para o futebol. Mas foi nas balizas que voltou a equilibrar a vida: contra todas as expectativas, o regresso a Maine Road, em 1957, acentuou a lenda de indestrutível, e permitiu-lhe atingir o impressionante número de 545 jogos pelo City, até à despedida, em 1964, com 40 anos. 60 mil assistiram ao seu jogo de homenagem. Bobby Charlton chamou-lhe então o melhor guarda-redes de todos os tempos. Poucos o contestaram.Nem a reforma foi igual às outras. Depois de curta passagem pelo Portsmouth, como treinador, tornou-se observador da Federação Alemã, que o fez correr mundo, em especial África, à procura de novos talentos. Só perto dos 80 anos o homem do pescoço partido assentou de vez, regressando à Alemanha, com memórias suficientes para encher três vidas.in www.maisfutebol.iol.pt _________________ Voltar acima jmgv

Registo: 22 Jun 2003

Local/Origem: Silves Equipa CM PortugalRegisto: 22 Jun 2003Local/Origem: Silves

Colocada: Ter Jul 13, 2004 12:49 am Assunto: Marlon Brando Topico do KáKá sobre o Marlon Brando

Morre aos 80 anos Marlon Brando, um dos últimos monstros sagrados do cinema.

Ídolo de toda uma geração, símbolo da rebeldia e eterno galã do cinema, um dos últimos monstros sagrados da sétima arte, Marlon Brando morreu nesta quinta (01), aos 80 anos, em Los Angeles.

Um dos seus papéis mais memoráveis foi a interpretação do patriarca mafioso em O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola.

David J. Seeley, o advogado do ator, divulgou um comunicado, dizendo que Brando estava internado no Centro Médico da Universidade de Los Angeles e morreu por volta da meia-noite. De acordo com a Reuters, uma insufiência pulmonar aguda foi a causa da morte . Em sua declaração, Seeley afirmou que não seria divulgada a causa. "Ele sempre foi um homem muito privado", argumentou.

Marlon Brando foi um dos maiores nomes do cinema mundial e chegou a ser conhecido como "o maior ator de todos os tempos" . Ele protagonizou clássicos como O Selvagem, Uma Rua Chamada Pecado e Apocalipse Now.

Em duas ocasiões levou o Oscar de Melhor Ator, por Sindicato dos Ladrões e O Poderoso Chefão, no qual imortalizou-se como o chefe da máfia Vito Corleone.

Seu último trabalho no cinema foi ao lado de Robert De Niro e Edward Norton na aventura The Score de 2001, no qual interpreta um vigarista que financia ladrões de peças e artefatos de museu. Em 2005 deveria ser lançada uma vídeo-biografia do ator, chamada Brando and Brando.

Dívida de US$ 20 milhões

Sua ruína financeira começou em 1991 quando seu filho Christian foi condenado pelo assassinato de Dag Drollet, namorado de sua meia-irmã Cheyenne. Brando gastou uma fortuna com advogados, mas Christian foi condenado a cinco anos de prisão. Em janeiro de 1996, Cheyenne cometeu suicídio e Brando entrou em um violento processo de depressão.

Recentemente uma biografia do ator, chamada Brando in the Twilight, afirma que ele somava dívidas que chegavam a US$ 20 milhões. Declaradamente avesso à fama, Brando morou durante quase 50 anos na famosa Mulholland Drive, numa casa que ele chamava de "Frangipani, a mansão do céu".

O jornal Sunday Times teve acesso a diversos processos judiciais envolvendo o nome de Brando, no qual ele declarou que atualmente morava em um bangalô de 180 metros quadrados, com uma cama e uma garagem transformada em sala de estar.

Para piorar sua situação financeira, sua ex-mulher Cristina Ruíz ameaçava reabrir um processo litigioso de US$ 100 milhões. Ela afirmava que Brando não cumpriu um acordo de pagar US$ 10 mil mensalmente como pensão para os três filhos do casal, incluindo Timothy que tem 10 anos e sofre com o autismo.

Metódico, Brando reescreveu as regras da interpretação e, dono de uma sensualidade impactante, redefiniu o conceito de astro do cinema.

Nos últimos anos, ele continuava ocupando as manchetes dos jornais, não por sua brilhante atuação, mas pelas tragédias pessoais que atravessou.

"Ele tinha o que se poderia chamar de combinação perfeita", definiu certa vez Rod Steiger, co-protagonista de Sindicato de Ladrões (On the Waterfront, 1954). "Era dono de um talento incrível, era um símbolo sexual e se negava a assumir compromissos. Tornou-se a expressão de uma interpretação verdadeira e realista, que nunca teria existido sem ele" , acrescentou.

Trabalhando com os melhores diretores de seu tempo, Brando se tornou o principal destaque da nova geração de atores do pós-guerra, com filmes como Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire, 1951), Viva Zapata! (1952) e O Selvagem (The Wild One, 1954).

Bud, como o chamava sua avó, nasceu em 3 de abril de 1924 no seio de uma família simples de Omaha (Nebraska). Sua mãe era uma atriz depressiva e alcoólica e seu pai, um vendedor mulherengo, "com o sangue composto de testosterona, adrenalina, álcool e ira", segundo as palavras do próprio ator.

Depois de ser expulso de uma escola, o jovem Brando mudou-se para Nova York para estudar arte dramática no conservatório de Stella Adler e no Actors Studio, onde aperfeiçoou o "método" Stanislavsky, que consiste em recorrer às próprias emoções para encarnar um personagem.

Em 1947, Brando causou furor na Broadway no papel do brutal Stanley Kowalsky na adaptação da peça Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams, que lhe abriria as portas de Hollywood quatro anos depois com uma versão cinematográfica de Elia Kazan. No Brasil, o filme ganhou o título de Uma Rua Chamada Pecado.

Inicialmente, ele rejeitou todas ofertas da meca do cinema americano. Em 1948, chegou a dizer que os produtores de Hollywood "nunca fizeram um filme honesto em sua vida e provavelmente nunca farão".

Dois anos depois, porém, estreou com grande sucesso no filme Espíritos Indômitos (The Men), de Fred Zinnemann, no qual interpretou um soldado paraplégico, para depois vir a atuar em Uma Rua Chamada Pecado.

Sua interpretação neste último filme lhe valeu, em 1952, a primeira das quatro indicações consecutivas ao Oscar de melhor ator, e serviu para eternizar a imagem de Brando vestindo uma camiseta branca suada.

Em seguida, ele interpretou o famoso revolucionário mexicano em Viva Zapata!, também sob a batuta de Kazan, e Marco Antonio em Júlio César (1953), de Joseph Mankievicz, para depois se tornar o símbolo da juventude rebelde, ao viver o líder de um grupo de motoqueiros no filme O Selvagem, de Laslo Benedek.

"Nenhuma das pessoas que estavam envolvidas no filme imaginavam que ele incitaria uma rebelião juvenil", escreveu Marlon Brando em sua autobiografia Canções que Minha Mãe me Ensinou (Songs My Mother Taught Me), publicada em 1994.

Brandon chegou a fazer ainda alguns filmes que destoavam de seu currículo, como Casa de Chá do Luar de Agosto (Teahouse of the August Moon, 1956), onde curiosamente vivia um asiático, e o musical Eles e Elas (Guys and Dolls, 1955), onde cantou ao lado de Frank Sinatra.

Brando ganhou dois Oscars de melhor ator: em 1955 pelo retrato de um ex-boxeador fracassado, em Sindicato dos Ladrões, de Elia Kazan, e em 1972, com o papel de Dom Corleone em O Poderoso Chefão, que marcou a recuperação de sua carreira.

Seu poder de atrair público diminuiu nos anos 60 devido à sua participação em filmes considerados medíocres.

Embora tenha merecido o Oscar por O Poderoso Chefão, Brando não compareceu à cerimônia de entrega e enviou no seu lugar a (suposta) índia Sacheem Littlefeather, na verdade uma atriz hispânica, para manifestar ao público o descontentamento com a forma como Hollywood tratava os nativos americanos.

A polêmica cercou sua vida após a estréia do polêmico drama erótico O Último Tango em Paris (1973), de Bernardo Bertolucci, no qual interpretou um homem de meia-idade, desorientado após o suicídio da esposa.

Reconciliado com a fama, Brando - que dizia atuar para "sobreviver" - fez o filme mais comercial de sua carreira, Superman - O Filme (1978), de Richard Donner, no qual interpretou Jor-El, o pai do super-herói, antes de encarnar o desesperado coronel Kurtz em Apocalypse Now (1979), de Francis Ford Coppola.

Depois disso, anunciou repentinamente sua aposentadoria para se dedicar a fundo às causas sociais, embora tenha continuado fazendo aparições esporádicas no cinema. Seu último filme, A Cartada Final (The Score), estreou em 2001.

No fim da vida, Marlon Brando tornou-se o herói trágico de uma sórdida história familiar.

Ele teve pelo menos nove filhos, frutos das várias relações que mantinha com mulheres geralmente morenas e exóticas, entre elas as atrizes porto-riquenha Rita Moreno e a mexicana Movita Castenada.

Em 1990, seu primogênito Christian, fruto do casamento com a primeira esposa, a atriz Anna Kashfi, assassinou o namorado de outra filha do ator, Cheyenne, nascida de sua relação com a taitiana Tarita Teriipaia. Christian passou cinco anos na prisão e Cheyenne se suicidou em 1995, depois de uma longa depressão.

Obeso, Brando chegou a pesar 160 quilos e voltou a ficar recluso na Polinésia francesa, paraíso que o encantou durante as filmagens de O Grande Motim (Mutiny of the Bounty, 1962) - onde ele conheceu Tarita - e onde costumava passar longas temporadas desde que comprou a ilha de Teti'aroa, em 1966 .

Filmografia:

Marlon Brando estreou em Espíritos Indômitos (The Men), em 1950. Fez dezenas de filmes, entre eles O Poderoso Chefão (1973) e O Último Tango em Paris.

Ganhou duas vezes o Oscar de melhor ator: em 1954, por Sindicato dos Ladrões, e em 1972, por O Poderoso Chefão. Mas recebeu sete indicações: por Uma Rua Chamada Pecado (1951); por Viva Zapata! (1952); por Júlio César (1953); por Sindicato de Ladrões (1954); por Sayonara (1957); por O Poderoso Chefão (1972) e por O Último Tango em Paris (1973). Também foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante em 1989, por Assassinato sob Custódia.

Confira abaixo a filmografia completa do ator:

2001 - A Cartada Final (Score, The)

1998 - Loucos pelo Dinheiro (Free money)

1997 - O Bravo (Brave, The)

1996 - A Ilha do Dr. Moreau (Island of Dr. Moreau, The)

1995 - Don Juan deMarco (Don Juan deMarco)

1992 - Cristóvão Colombo - A Aventura do Descobrimento (Christopher Columbus: The Discovery)

1990 - Um Novato na Máfia (Freshman, The)

1989 - Assassinato sob Custódia (A Dry White Season)

1980 - A Fórmula (Formula, The)

1979 - Apocalypse Now (Apocalypse Now)

1979 - Raoni (Raoni: The Fight for the Amazon)

1978 - Superman - O Filme (Superman)

1976 - Duelo de Gigantes (Missouri Breaks, The)

1972 - Os que Chegam com a Noite (Nightcomers, The)

1972 - Último Tango em Paris (Last tango in Paris)

1972 - O Poderoso Chefão (Godfather, The)

1969 - Queimada (Quemada!)

1968 - A Noite do Dia Seguinte (Night of the following day, The)

1968 - Candy

1967 - O Pecado de Todos Nós (Reflections in a Golden Eye)

1967 - A Countess from Hong Kong

1966 - Sangue em Sonora (Appaloosa, The)

1966 - Caçada Humana (Chase, The)

1966 - Meet Marlon Brando

1965 - Morituri (Morituri)

1964 - Bedtime Story

1962 - O Grande Motim (Munity on the bounty)

1962 - Ugly American, The

1961 - A Face Oculta (One-Eyed Jacks)

1959 - Fugitive Kind, The

1958 - Os Deuses Vencidos (Young Lions, The)

1957 - Sayonara (Sayonara)

1956 - Casa de Chá do Luar de Agosto (Teahouse of the August Moon, The)

1955 - Eles e Elas (Guys and Dolls)

1954 - Sindicato de Ladrões (On the Waterfront)

1954 - O Selvagem (Wild One, The)

1954 - Desirée, o Amor de Napoleão (Desirée)

1953 - Júlio César (Julius Caesar)

1952 - Viva Zapata! (Viva Zapata!)

1951 - Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire)

1950 - Espíritos Indômitos (Men, The)

"Marlon nunca teve realmente que aprender a atuar. Ele já sabia. Desde o começo ele foi um ator universal. Nada que fosse humano lhe era estranho" - Stella Adler, sua professora de atuação no Actors Studio de Nova York.

"Ele foi um dos maiores americanos, uma pessoa que compreendia seu país como poucos, com seus méritos e defeitos" - Andrei Konchalovsky, cineasta e amigo.

"Ele transformou a atuação e influenciou as futuras gerações e ainda influência atores jovens. Não há dúvidas de que foi o ator de cinema mais admirado da história" - Michael Winner, que trabalhou com Brando em Os Que Chegam Com a Noite.

"Para mim, foi maior que Laurence Olivier. Mais original que o célebre ator britânico" - Robert Duvall, ator que trabalhou com Brando em O Poderoso Chefão e Apocalipse Now.

"Ele tinha tudo e ainda assim não levava a vida ou si mesmo a sério. Ele também era o cara mais engraçado para se conviver. 'Boa noite doce príncipe'" - Terence Stamp, ator que atuou com Brando em Superman.

"Marlon odiaria a idéia de pessoas fazendo tributos e concordando em dar declarações sobre sua morte. Tudo que eu vou dizer é que estou triste" - Francis Ford Coppola, diretor que trabalhou com ele em O Poderoso Chefão e Apocalipse Now.

"Era muito generoso e sensível, confiava em todos, mas em sua vida houve autênticas tragédias, e talvez se tenha deixado levar por elas" - Sophia Loren, atriz e amiga.

"Apesar de nossas rixas furibundas, eu tinha uma enorme estima por ele. É o melhor ator com quem jamais trabalhei. Por cultura e inteligência, estava um palmo acima de todas as outras estrelas americanas" - Gillo Pontecorvo, cineasta italiano que dirigiu Brando em Queimada.

"Marlon Brando mundou totalmente a atuação no mundo inteiro. Ninguém nunca fez, e ninguém nunca tentou fazer, o que ele conseguiu." - Jason Solomon, crítico de cinema do jornal Observer.

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Save FCP Ídolo de toda uma geração, símbolo da rebeldia e eterno galã do cinema, um dos últimos monstros sagrados da sétima arte, Marlon Brando morreu nesta quinta (01), aos 80 anos, em Los Angeles.Um dos seus papéis mais memoráveis foi a interpretação do patriarca mafioso em O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola.David J. Seeley, o advogado do ator, divulgou um comunicado, dizendo que Brando estava internado no Centro Médico da Universidade de Los Angeles e morreu por volta da meia-noite.. Em sua declaração, Seeley afirmou que não seria divulgada a causa. "Ele sempre foi um homem muito privado", argumentou.foi um dos maiores nomes do cinema mundial e chegou a ser conhecido como. Ele protagonizou clássicos como O Selvagem, Uma Rua Chamada Pecado e Apocalipse Now.Seu último trabalho no cinema foi ao lado de Robert De Niro e Edward Norton na aventura The Score de 2001, no qual interpreta um vigarista que financia ladrões de peças e artefatos de museu. Em 2005 deveria ser lançada uma vídeo-biografia do ator, chamada Brando and Brando.Sua ruína financeira começou em 1991 quando seu filho Christian foi condenado pelo assassinato de Dag Drollet, namorado de sua meia-irmã Cheyenne. Brando gastou uma fortuna com advogados, mas Christian foi condenado a cinco anos de prisão. Em janeiro de 1996, Cheyenne cometeu suicídio e Brando entrou em um violento processo de depressão.Recentemente uma biografia do ator, chamada Brando in the Twilight, afirma que ele somava dívidas que chegavam a US$ 20 milhões. Declaradamente avesso à fama, Brando morou durante quase 50 anos na famosa Mulholland Drive, numa casa que ele chamava de "Frangipani, a mansão do céu".O jornal Sunday Times teve acesso a diversos processos judiciais envolvendo o nome de Brando, no qual ele declarou que atualmente morava em um bangalô de 180 metros quadrados, com uma cama e uma garagem transformada em sala de estar.Para piorar sua situação financeira, sua ex-mulher Cristina Ruíz ameaçava reabrir um processo litigioso de US$ 100 milhões. Ela afirmava que Brando não cumpriu um acordo de pagar US$ 10 mil mensalmente como pensão para os três filhos do casal, incluindo Timothy que tem 10 anos e sofre com o autismo."Ele tinha o que se poderia chamar de combinação perfeita", definiu certa vez Rod Steiger, co-protagonista de Sindicato de Ladrões (On the Waterfront, 1954)., acrescentou.Trabalhando com os melhores diretores de seu tempo, Brando se tornou o principal destaque da nova geração de atores do pós-guerra, com filmes como Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire, 1951), Viva Zapata! (1952) e O Selvagem (The Wild One, 1954).no seio de uma família simples de Omaha (Nebraska). Sua mãe era uma atriz depressiva e alcoólica e seu pai, um vendedor mulherengo, "com o sangue composto de testosterona, adrenalina, álcool e ira", segundo as palavras do próprio ator.Depois de ser expulso de uma escola, o jovem Brando mudou-se para Nova York para estudar arte dramática no conservatório de Stella Adler e no Actors Studio, onde aperfeiçoou o "método" Stanislavsky, que consiste em recorrer às próprias emoções para encarnar um personagem.Em 1947, Brando causou furor na Broadway no papel do brutal Stanley Kowalsky na adaptação da peça Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams, que lhe abriria as portas de Hollywood quatro anos depois com uma versão cinematográfica de Elia Kazan. No Brasil, o filme ganhou o título de Uma Rua Chamada Pecado.Inicialmente, ele rejeitou todas ofertas da meca do cinema americano. Em 1948, chegou a dizer que os produtores de Hollywood "nunca fizeram um filme honesto em sua vida e provavelmente nunca farão".Dois anos depois, porém, estreou com grande sucesso no filme Espíritos Indômitos (The Men), de Fred Zinnemann, no qual interpretou um soldado paraplégico, para depois vir a atuar em Uma Rua Chamada Pecado.Sua interpretação neste último filme lhe valeu, em 1952, a primeira das quatro indicações consecutivas ao Oscar de melhor ator, e serviu para eternizar a imagem de Brando vestindo uma camiseta branca suada.Em seguida, ele interpretou o famoso revolucionário mexicano em Viva Zapata!, também sob a batuta de Kazan, e Marco Antonio em Júlio César (1953), de Joseph Mankievicz, para depois se tornar o símbolo da juventude rebelde, ao viver o líder de um grupo de motoqueiros no filme O Selvagem, de Laslo Benedek."Nenhuma das pessoas que estavam envolvidas no filme imaginavam que ele incitaria uma rebelião juvenil", escreveu Marlon Brando em sua autobiografia Canções que Minha Mãe me Ensinou (Songs My Mother Taught Me), publicada em 1994.Brandon chegou a fazer ainda alguns filmes que destoavam de seu currículo, como Casa de Chá do Luar de Agosto (Teahouse of the August Moon, 1956), onde curiosamente vivia um asiático, e o musical Eles e Elas (Guys and Dolls, 1955), onde cantou ao lado de Frank Sinatra.Brando ganhou dois Oscars de melhor ator: em 1955 pelo retrato de um ex-boxeador fracassado, em Sindicato dos Ladrões, de Elia Kazan, e em 1972, com o papel de Dom Corleone em O Poderoso Chefão, que marcou a recuperação de sua carreira.A polêmica cercou sua vida após a estréia do polêmico drama erótico O Último Tango em Paris (1973), de Bernardo Bertolucci, no qual interpretou um homem de meia-idade, desorientado após o suicídio da esposa.Reconciliado com a fama, Brando - que dizia atuar para "sobreviver" - fez o filme mais comercial de sua carreira, Superman - O Filme (1978), de Richard Donner, no qual interpretou Jor-El, o pai do super-herói, antes de encarnar o desesperado coronel Kurtz em Apocalypse Now (1979), de Francis Ford Coppola.Depois disso, anunciou repentinamente sua aposentadoria para se dedicar a fundo às causas sociais, embora tenha continuado fazendo aparições esporádicas no cinema. Seu último filme, A Cartada Final (The Score), estreou em 2001.No fim da vida, Marlon Brando tornou-se o herói trágico de uma sórdida história familiar.Ele teve pelo menos nove filhos, frutos das várias relações que mantinha com mulheres geralmente morenas e exóticas, entre elas as atrizes porto-riquenha Rita Moreno e a mexicana Movita Castenada.Em 1990, seu primogênito Christian, fruto do casamento com a primeira esposa, a atriz Anna Kashfi, assassinou o namorado de outra filha do ator, Cheyenne, nascida de sua relação com a taitiana Tarita Teriipaia. Christian passou cinco anos na prisão e Cheyenne se suicidou em 1995, depois de uma longa depressão.Marlon Brando estreou em Espíritos Indômitos (The Men), em 1950. Fez dezenas de filmes, entre eles O Poderoso Chefão (1973) e O Último Tango em Paris.Ganhou duas vezes o Oscar de melhor ator: em 1954, por Sindicato dos Ladrões, e em 1972, por O Poderoso Chefão. Mas recebeu sete indicações: por Uma Rua Chamada Pecado (1951); por Viva Zapata! (1952); por Júlio César (1953); por Sindicato de Ladrões (1954); por Sayonara (1957); por O Poderoso Chefão (1972) e por O Último Tango em Paris (1973). Também foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante em 1989, por Assassinato sob Custódia.Confira abaixo a filmografia completa do ator:2001 - A Cartada Final (Score, The)1998 - Loucos pelo Dinheiro (Free money)1997 - O Bravo (Brave, The)1996 - A Ilha do Dr. Moreau (Island of Dr. Moreau, The)1995 - Don Juan deMarco (Don Juan deMarco)1992 - Cristóvão Colombo - A Aventura do Descobrimento (Christopher Columbus: The Discovery)1990 - Um Novato na Máfia (Freshman, The)1989 - Assassinato sob Custódia (A Dry White Season)1980 - A Fórmula (Formula, The)1979 - Apocalypse Now (Apocalypse Now)1979 - Raoni (Raoni: The Fight for the Amazon)1978 - Superman - O Filme (Superman)1976 - Duelo de Gigantes (Missouri Breaks, The)1972 - Os que Chegam com a Noite (Nightcomers, The)1972 - Último Tango em Paris (Last tango in Paris)1972 - O Poderoso Chefão (Godfather, The)1969 - Queimada (Quemada!)1968 - A Noite do Dia Seguinte (Night of the following day, The)1968 - Candy1967 - O Pecado de Todos Nós (Reflections in a Golden Eye)1967 - A Countess from Hong Kong1966 - Sangue em Sonora (Appaloosa, The)1966 - Caçada Humana (Chase, The)1966 - Meet Marlon Brando1965 - Morituri (Morituri)1964 - Bedtime Story1962 - O Grande Motim (Munity on the bounty)1962 - Ugly American, The1961 - A Face Oculta (One-Eyed Jacks)1959 - Fugitive Kind, The1958 - Os Deuses Vencidos (Young Lions, The)1957 - Sayonara (Sayonara)1956 - Casa de Chá do Luar de Agosto (Teahouse of the August Moon, The)1955 - Eles e Elas (Guys and Dolls)1954 - Sindicato de Ladrões (On the Waterfront)1954 - O Selvagem (Wild One, The)1954 - Desirée, o Amor de Napoleão (Desirée)1953 - Júlio César (Julius Caesar)1952 - Viva Zapata! (Viva Zapata!)1951 - Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire)1950 - Espíritos Indômitos (Men, The)"Marlon nunca teve realmente que aprender a atuar. Ele já sabia. Desde o começo ele foi um ator universal. Nada que fosse humano lhe era estranho""Ele foi um dos maiores americanos, uma pessoa que compreendia seu país como poucos, com seus méritos e defeitos""Ele transformou a atuação e influenciou as futuras gerações e ainda influência atores jovens. Não há dúvidas de que foi o ator de cinema mais admirado da história""Para mim, foi maior que Laurence Olivier. Mais original que o célebre ator britânico""Ele tinha tudo e ainda assim não levava a vida ou si mesmo a sério. Ele também era o cara mais engraçado para se conviver. 'Boa noite doce príncipe'" - Terence Stamp, ator que atuou com Brando em Superman."Marlon odiaria a idéia de pessoas fazendo tributos e concordando em dar declarações sobre sua morte. Tudo que eu vou dizer é que estou triste""Era muito generoso e sensível, confiava em todos, mas em sua vida houve autênticas tragédias, e talvez se tenha deixado levar por elas""Apesar de nossas rixas furibundas, eu tinha uma enorme estima por ele. É o melhor ator com quem jamais trabalhei. Por cultura e inteligência, estava um palmo acima de todas as outras estrelas americanas""Marlon Brando mundou totalmente a atuação no mundo inteiro. Ninguém nunca fez, e ninguém nunca tentou fazer, o que ele conseguiu."_________________ Voltar acima jmgv

Registo: 22 Jun 2003

Local/Origem: Silves Equipa CM PortugalRegisto: 22 Jun 2003Local/Origem: Silves

Colocada: Qui Jul 22, 2004 3:49 am Assunto:

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Registo: 11 Dec 2003

Local/Origem: Margem Sul (nascido em Coimbra) Registo: 11 Dec 2003Local/Origem: Margem Sul (nascido em Coimbra)

Colocada: Ter Ago 03, 2004 12:27 pm Assunto:

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O amor é como um fósforo, só dura enquanto há pau

Sporting! Actualizei a biografia de Portugal e corrigi um erro grave referente a uma data._________________O amor é como um fósforo, só dura enquanto háSporting! Voltar acima Alexandre Costa

Registo: 15 Dec 2003

Local/Origem: Amadora como local e origem Registo: 15 Dec 2003Local/Origem: Amadora como local e origem

Colocada: Ter Ago 03, 2004 1:42 pm Assunto: Biografia de Carlos Paredes

1925 - Nasce, a 16 de Fevereiro, em Coimbra, filho do célebre guitarrista Artur Paredes

1929 - Com apenas 4 anos, aprende a tocar guitarra portuguesa com o pai.

1934 - A família Paredes muda-se para Lisboa. Carlos conclui a instrução primária no Jardim-Escola João de Deus, frequentando posteriormente o Liceu Passos Manuel e o Instituto Superior Técnico.

1957 - Grava o seu primeiro disco, um EP intitulado apenas Carlos Paredes e publicado pela Alvorada (Rádio Triunfo).

1960 - Música de Paredes é utilizada na curta-metragem de Cândido da Costa Pinto Rendas de Metais Preciosos.

1962 - Compõe a banda sonora do filme de Paulo Rocha, Verdes Anos, cujos temas são publicados em EP pela Alvorada. No mesmo ano, música sua é incluída na curta-metragem de Pierre Kast e Jacques Doniol-Valcroze P.X.O.

1964 - Compõe a banda sonora do filme de Jorge Brun do Canto, Fado Corrido.

1965 - Compõe música para a curta-metragem de Manoel de Oliveira, As Pinturas do Meu Irmão Júlio.

1966 - Compõe a banda sonora do filme de Paulo Rocha, Mudar de Vida, e música sua é incluída na curta-metragem de António de Macedo, Crónica do Esforço Perdido.

1967 - É editado pela Valentim de Carvalho o primeiro longa-duração de Carlos Paredes, Guitarra Portuguesa, gravado nos estúdios da Valentim de Carvalho, em Paço d'Arcos, com o técnico de som Hugo Ribeiro e o acompanhamento à viola de Fernando Alvim. O álbum é acompanhado por um texto de Alam Oulman, habitual colaborador de Amália.

1968 - Música de Carlos Paredes é utilizada nas curtas-metragens A Cidade, de José Fonseca e Costa, e Tráfego e Estiva, de Manuel Guimarães.

Jun. (14) – É publicado o EP Romance n.º 2, primeiro de três EP com material do LP Guitarra Portuguesa.

Jul. (5) – É editado o EP Fantasia.

Set. (6) – É publicado o EP Porto Santo.

1969 - Música de Carlos Paredes é utilizada na curta-metragem de José Fonseca e Costa The Columbus Route.

Dez. – Carlos Paredes compõe um improviso à viola para a banda sonora do documentário televisivo de Augusto Cabrita Na Corrente.

1970 - Música de Carlos Paredes é utilizada na curta-metragem de Augusto Cabrita, Hello Jim!

Nov. – A Valentim de Carvalho edita o álbum Meu País, assinado pela cantora Cecília de Melo, mas que conta com a participação de Carlos Paredes como produtor e director musical e acompanhante à guitarra.

1971 - Compõe a música para a encenação do Grupo de Teatro de Campolide da peça de Augustin Cuzzani, O Avançado Centro Morreu ao Amanhecer, e escolhe igualmente a banda sonora para as produções do grupo até 1977.

Ago. – Carlos Paredes entra em estúdio para a gravação do seu segundo longa-duração, de novo nos Estúdios da Valentim de Carvalho, com Hugo Ribeiro.

Nov. – A Valentim de Carvalho publica o segundo LP de Paredes, Movimento Perpétuo.

Dez. (10) – É editado o single «Balada de Coimbra», com dois temas gravados nas sessões de Movimento Perpétuo, mas não incluídos no álbum

1972 - Jun. – O LP Movimento Perpétuo é dividido em 3 EP publicados com uma semana de intervalo: Movimento Perpétuo, Mudar de Vida e António Marinheiro

1973 - Abr. – Carlos Paredes está em estúdio para gravar o seu terceiro LP para a Valentim de Carvalho, mas, apesar de alguns temas ficarem acabados, as gravações são interrompidas devido à lendária relutância de Paredes em estar em estúdio e à sua insatisfação com o material gravado.

1975 - Regressa brevemente a estúdio para retomar as gravações do terceiro LP, interrompidas dois anos antes, mas durante o pouco tempo que está em estúdio apenas grava de novo algum do material já terminado. O disco ficará de novo inacabado.

É publicado pela Valentim de Carvalho o LP É Preciso Um País, onde o poeta Manuel Alegre diz poemas de sua autoria acompanhados à guitarra por Carlos Paredes.

1977 - Uma compilação de Carlos Paredes, intitulada Meister der Portugiesischen Gitarre, é publicada na República Democrática Alemã pela editora Amiga.

1980 - Maio (7) – Estreia-se no Bobino em Paris, acompanhado por Fernando Alvim, em primeira parte de Paco Ibañez, numa actuação de três semanas.

É editado na RDA O Oiro e o Trigo, um álbum que reúne algum do material inédito registado em 1973 e 1975 para o álbum inacabado. A edição é feita com o aval de Carlos Paredes, mas sem o conhecimento da Valentim de Carvalho, o que leva à ruptura do artista com a editora.

1982 - O bailarino Vasco Wellenkamp coreografa música de Carlos Paredes no bailado Danças para Uma Guitarra.

1983 - É publicado Concerto em Frankfurt, álbum registado ao vivo num concerto naquela cidade alemã, que inclui gravações ao vivo de bastante material que Carlos Paredes nunca editara em disco (entre o qual alguns dos temas do álbum inacabado de 1973). Trata-se do primeiro disco de Carlos Paredes para a PolyGram, editora com a qual assinou contrato depois da sua saída da Valentim de Carvalho. A edição de Concerto em Frankfurt acaba por inviabilizar a edição projectada, pela EMI-Valentim de Carvalho, de A Montanha e a Planície, um álbum que deveria disponibilizar alguns dos temas que Carlos Paredes gravara em 1973 para o disco incompleto, mas que surgem entretanto no álbum gravado ao vivo em Frankfurt. Esta edição é substituída pela reedição, em duplo-álbum, dos álbuns Guitarra Portuguesa e Movimento Perpétuo, que ocorre perto do Natal.

1986 - Out. – É editado o LP Invenções Livres, um álbum de improvisações em duo entre Carlos Paredes e o pianista António Vitorino d'Almeida.

1988 - Guitarra Portuguesa é editado em CD pela primeira vez.

Fev. (26) – Carlos Paredes publica o seu terceiro álbum de estúdio em nome próprio e primeiro para a PolyGram, Espelho de Sons. O álbum entra directamente para o 3.º lugar do top oficial de vendas.

Set. – Uma nova compilação de material inédito em disco de Carlos Paredes é cancelada pela EMI-Valentim de Carvalho. O álbum deveria chamar-se Salvados, título concebido pelo próprio Carlos Paredes para reflectir o facto de as gravações serem «restos» de sessões de estúdio, e também jogando com a sua condição de «sobreviventes» do incêndio do Chiado que, em Agosto, destruíra a sede da Valentim de Carvalho na Rua Nova do Almada.

Nov. – Movimento Perpétuo é editado em CD pela primeira vez.

1989 - Abr. (28) – Apresenta-se ao vivo no Festival de Música Portuguesa da Damaia.

O tema «Dança» integra a banda sonora de ambiente dos concertos da digressão mundial de Paul McCartney.

1989 - É publicado Dialogues, um álbum em dueto com o contrabaixista de jazz Charlie Haden.

Out. (19) – É editado em CD Concerto em Frankfurt.

Dez. – Carlos Paredes assina pela EMI-Valentim de Carvalho, regressando à companhia onde gravara os seus momentos mais emblemáticos. Inicia pouco depois as gravações de um novo álbum de material original, que ficarão incompletas devido à doença, do foro neurológico, que acometerá o guitarrista.

1991 - Abr. (30) – Carlos Paredes e a sua acompanhante e companheira, Luísa Amaro, participam como convidados especiais no concerto dos Madredeus no Coliseu de Lisboa, concerto que será gravado e publicado em duplo CD em 1992 com o título Lisboa.

1992 - Mar. (20-21) – Carlos Paredes regressa aos palcos, em dois espectáculos no Teatro São Luís filmados pela RTP em alta definição. Nos espectáculos, nos quais são estreados quatro novos temas compostos para o novo álbum, Paredes é acompanhado à viola por Luísa Amaro e Fernando Alvim, e participam como convidados Manuel Paulo, Natália Casanova e Nuno Guerreiro em «Cantiga do Maio», de José Afonso, Mário Laginha em «Porto Santo», Rui Veloso em «Porto Sentido» e o flautista Paulo Curado em «Mudar de Vida». Os dois concertos são repetidos a 25 no Teatro Rivoli do Porto.

Jun. (12) – É publicado em CD o álbum Asas sobre o Mundo.

1993 - Mar. – A EMI-Valentim de Carvalho publica em CD uma compilação temática reunindo gravações de Carlos Paredes, José Afonso e Luiz Goes.

Dez. (11) – É diagnosticada a Carlos Paredes uma mielopatia (hérnias na medula) que lhe prende os movimentos, impossibilitando-o de manejar a guitarra. Fica internado numa casa de saúde, em Campo de Ourique, Lisboa.

1994 - Maio – Aproveitando o 20.º aniversário do 25 de Abril, a EMI-VC edita em CD o álbum de Manuel Alegre É Preciso Um País.

Nov. – É editado em CD o álbum com António Victorino d'Almeida, Invenções Livres.

1996 - Dez. (10) – EMI-Valentim de Carvalho publica Na Corrente, compilação que reúne todo o material inédito em disco que Carlos Paredes deixara gravado para a Valentim de Carvalho antes da sua saída da editora em 1980, e algumas raridades: os seis temas que haviam ficado completos nas sessões de gravação interrompidas de 1973, os dois temas do single «Balada de Coimbra», publicado em 1971 e nunca incluídos em nenhum LP, e duas gravações inéditas, «O Fantoche» e «Na Corrente». O álbum atinge rapidamente o top-20 oficial de vendas de álbuns compilado pela AFP.

2004 - Carlos Paredes morreu a 23 de Julho.

1925 - Nasce, a 16 de Fevereiro, em Coimbra, filho do célebre guitarrista Artur Paredes1929 - Com apenas 4 anos, aprende a tocar guitarra portuguesa com o pai.1934 - A família Paredes muda-se para Lisboa. Carlos conclui a instrução primária no Jardim-Escola João de Deus, frequentando posteriormente o Liceu Passos Manuel e o Instituto Superior Técnico.1957 - Grava o seu primeiro disco, um EP intitulado apenas Carlos Paredes e publicado pela Alvorada (Rádio Triunfo).1960 - Música de Paredes é utilizada na curta-metragem de Cândido da Costa Pinto Rendas de Metais Preciosos.1962 - Compõe a banda sonora do filme de Paulo Rocha, Verdes Anos, cujos temas são publicados em EP pela Alvorada. No mesmo ano, música sua é incluída na curta-metragem de Pierre Kast e Jacques Doniol-Valcroze P.X.O.1964 - Compõe a banda sonora do filme de Jorge Brun do Canto, Fado Corrido.1965 - Compõe música para a curta-metragem de Manoel de Oliveira, As Pinturas do Meu Irmão Júlio.1966 - Compõe a banda sonora do filme de Paulo Rocha, Mudar de Vida, e música sua é incluída na curta-metragem de António de Macedo, Crónica do Esforço Perdido.1967 - É editado pela Valentim de Carvalho o primeiro longa-duração de Carlos Paredes, Guitarra Portuguesa, gravado nos estúdios da Valentim de Carvalho, em Paço d'Arcos, com o técnico de som Hugo Ribeiro e o acompanhamento à viola de Fernando Alvim. O álbum é acompanhado por um texto de Alam Oulman, habitual colaborador de Amália.1968 - Música de Carlos Paredes é utilizada nas curtas-metragens A Cidade, de José Fonseca e Costa, e Tráfego e Estiva, de Manuel Guimarães.Jun. (14) – É publicado o EP Romance n.º 2, primeiro de três EP com material do LP Guitarra Portuguesa.Jul. (5) – É editado o EP Fantasia.Set. (6) – É publicado o EP Porto Santo.1969 - Música de Carlos Paredes é utilizada na curta-metragem de José Fonseca e Costa The Columbus Route.Dez. – Carlos Paredes compõe um improviso à viola para a banda sonora do documentário televisivo de Augusto Cabrita Na Corrente.1970 - Música de Carlos Paredes é utilizada na curta-metragem de Augusto Cabrita, Hello Jim!Nov. – A Valentim de Carvalho edita o álbum Meu País, assinado pela cantora Cecília de Melo, mas que conta com a participação de Carlos Paredes como produtor e director musical e acompanhante à guitarra.1971 - Compõe a música para a encenação do Grupo de Teatro de Campolide da peça de Augustin Cuzzani, O Avançado Centro Morreu ao Amanhecer, e escolhe igualmente a banda sonora para as produções do grupo até 1977.Ago. – Carlos Paredes entra em estúdio para a gravação do seu segundo longa-duração, de novo nos Estúdios da Valentim de Carvalho, com Hugo Ribeiro.Nov. – A Valentim de Carvalho publica o segundo LP de Paredes, Movimento Perpétuo.Dez. (10) – É editado o single «Balada de Coimbra», com dois temas gravados nas sessões de Movimento Perpétuo, mas não incluídos no álbum1972 - Jun. – O LP Movimento Perpétuo é dividido em 3 EP publicados com uma semana de intervalo: Movimento Perpétuo, Mudar de Vida e António Marinheiro1973 - Abr. – Carlos Paredes está em estúdio para gravar o seu terceiro LP para a Valentim de Carvalho, mas, apesar de alguns temas ficarem acabados, as gravações são interrompidas devido à lendária relutância de Paredes em estar em estúdio e à sua insatisfação com o material gravado.1975 - Regressa brevemente a estúdio para retomar as gravações do terceiro LP, interrompidas dois anos antes, mas durante o pouco tempo que está em estúdio apenas grava de novo algum do material já terminado. O disco ficará de novo inacabado.É publicado pela Valentim de Carvalho o LP É Preciso Um País, onde o poeta Manuel Alegre diz poemas de sua autoria acompanhados à guitarra por Carlos Paredes.1977 - Uma compilação de Carlos Paredes, intitulada Meister der Portugiesischen Gitarre, é publicada na República Democrática Alemã pela editora Amiga.1980 - Maio (7) – Estreia-se no Bobino em Paris, acompanhado por Fernando Alvim, em primeira parte de Paco Ibañez, numa actuação de três semanas.É editado na RDA O Oiro e o Trigo, um álbum que reúne algum do material inédito registado em 1973 e 1975 para o álbum inacabado. A edição é feita com o aval de Carlos Paredes, mas sem o conhecimento da Valentim de Carvalho, o que leva à ruptura do artista com a editora.1982 - O bailarino Vasco Wellenkamp coreografa música de Carlos Paredes no bailado Danças para Uma Guitarra.1983 - É publicado Concerto em Frankfurt, álbum registado ao vivo num concerto naquela cidade alemã, que inclui gravações ao vivo de bastante material que Carlos Paredes nunca editara em disco (entre o qual alguns dos temas do álbum inacabado de 1973). Trata-se do primeiro disco de Carlos Paredes para a PolyGram, editora com a qual assinou contrato depois da sua saída da Valentim de Carvalho. A edição de Concerto em Frankfurt acaba por inviabilizar a edição projectada, pela EMI-Valentim de Carvalho, de A Montanha e a Planície, um álbum que deveria disponibilizar alguns dos temas que Carlos Paredes gravara em 1973 para o disco incompleto, mas que surgem entretanto no álbum gravado ao vivo em Frankfurt. Esta edição é substituída pela reedição, em duplo-álbum, dos álbuns Guitarra Portuguesa e Movimento Perpétuo, que ocorre perto do Natal.1986 - Out. – É editado o LP Invenções Livres, um álbum de improvisações em duo entre Carlos Paredes e o pianista António Vitorino d'Almeida.1988 - Guitarra Portuguesa é editado em CD pela primeira vez.Fev. (26) – Carlos Paredes publica o seu terceiro álbum de estúdio em nome próprio e primeiro para a PolyGram, Espelho de Sons. O álbum entra directamente para o 3.º lugar do top oficial de vendas.Set. – Uma nova compilação de material inédito em disco de Carlos Paredes é cancelada pela EMI-Valentim de Carvalho. O álbum deveria chamar-se Salvados, título concebido pelo próprio Carlos Paredes para reflectir o facto de as gravações serem «restos» de sessões de estúdio, e também jogando com a sua condição de «sobreviventes» do incêndio do Chiado que, em Agosto, destruíra a sede da Valentim de Carvalho na Rua Nova do Almada.Nov. – Movimento Perpétuo é editado em CD pela primeira vez.1989 - Abr. (28) – Apresenta-se ao vivo no Festival de Música Portuguesa da Damaia.O tema «Dança» integra a banda sonora de ambiente dos concertos da digressão mundial de Paul McCartney.1989 - É publicado Dialogues, um álbum em dueto com o contrabaixista de jazz Charlie Haden.Out. (19) – É editado em CD Concerto em Frankfurt.Dez. – Carlos Paredes assina pela EMI-Valentim de Carvalho, regressando à companhia onde gravara os seus momentos mais emblemáticos. Inicia pouco depois as gravações de um novo álbum de material original, que ficarão incompletas devido à doença, do foro neurológico, que acometerá o guitarrista.1991 - Abr. (30) – Carlos Paredes e a sua acompanhante e companheira, Luísa Amaro, participam como convidados especiais no concerto dos Madredeus no Coliseu de Lisboa, concerto que será gravado e publicado em duplo CD em 1992 com o título Lisboa.1992 - Mar. (20-21) – Carlos Paredes regressa aos palcos, em dois espectáculos no Teatro São Luís filmados pela RTP em alta definição. Nos espectáculos, nos quais são estreados quatro novos temas compostos para o novo álbum, Paredes é acompanhado à viola por Luísa Amaro e Fernando Alvim, e participam como convidados Manuel Paulo, Natália Casanova e Nuno Guerreiro em «Cantiga do Maio», de José Afonso, Mário Laginha em «Porto Santo», Rui Veloso em «Porto Sentido» e o flautista Paulo Curado em «Mudar de Vida». Os dois concertos são repetidos a 25 no Teatro Rivoli do Porto.Jun. (12) – É publicado em CD o álbum Asas sobre o Mundo.1993 - Mar. – A EMI-Valentim de Carvalho publica em CD uma compilação temática reunindo gravações de Carlos Paredes, José Afonso e Luiz Goes.Dez. (11) – É diagnosticada a Carlos Paredes uma mielopatia (hérnias na medula) que lhe prende os movimentos, impossibilitando-o de manejar a guitarra. Fica internado numa casa de saúde, em Campo de Ourique, Lisboa.1994 - Maio – Aproveitando o 20.º aniversário do 25 de Abril, a EMI-VC edita em CD o álbum de Manuel Alegre É Preciso Um País.Nov. – É editado em CD o álbum com António Victorino d'Almeida, Invenções Livres.1996 - Dez. (10) – EMI-Valentim de Carvalho publica Na Corrente, compilação que reúne todo o material inédito em disco que Carlos Paredes deixara gravado para a Valentim de Carvalho antes da sua saída da editora em 1980, e algumas raridades: os seis temas que haviam ficado completos nas sessões de gravação interrompidas de 1973, os dois temas do single «Balada de Coimbra», publicado em 1971 e nunca incluídos em nenhum LP, e duas gravações inéditas, «O Fantoche» e «Na Corrente». O álbum atinge rapidamente o top-20 oficial de vendas de álbuns compilado pela AFP.2004 - Carlos Paredes morreu a 23 de Julho. Voltar acima Mostrar os tópicos anteriores: Todas as mensagens 1 Dia 7 Dias 2 Semanas 1 Mês 3 Meses 6 Meses 1 Ano Antigas primeiro Recentes primeiro Índice do Fórum CM Portugal -> Livre Directo Todos os tempos são GMT

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Registo: 11 Dec 2003

Local/Origem: Margem Sul (nascido em Coimbra) Registo: 11 Dec 2003Local/Origem: Margem Sul (nascido em Coimbra)

Colocada: Seg Mai 31, 2004 7:14 pm Assunto:

Gamito com o equipamento da Porta da Ravessa, na qual venceu a Volta a Portugal em 2000

Gamito vencia aqui a etapa da Torre da Serra da Estrela em 2000 e encaminhava-se para a sua Vitória na Volta em Portugal em 2000.

Nome: Vítor Manuel Gomes Gamito

Data de Nascimento : 21/04/1970 (34 anos)

Naturalidade : São João da Pedreira, Lisboa

Currículo: 1993 Sicasal/Acral

1994 Sicasal/Acral

1995 Sicasal/Acral

1996 MX Onda/Deportpublic

1997 Estepona/Toscaf

1998 Troiamarisco/Milaneza

1999 Troiamarisco/Porta da Ravessa

2000 Porta da Ravessa/Zurich

2001 Porta da Ravessa/Zurich

2002 Barbot/Torrié/Gondomar

2003 Cantanhede/Marquês de Marialva/Cadimarte

Vitórias:

1993

G.P. Jornal de Noticias + 2 etapas

Etapa Volta a Portugal

1994

Etapa G.P. A Capital

Volta ao Algarve + 2 etapas

G.P. Sport Noticias + 2 etapas

2 Etapas G.P. Jornal de Noticias + vencedor da montanha

Etapa Volta a Portugal

1995

Etapa Volta a Tras-os-Montes e Alto Douro

Etapa G.P. Joaquim Agostinho

Etapa G.P. do Minho

2 etapas Volta a Portugal

2 etapas Volta a Portugal do Futuro

1998

Etapa G.P. Jornal de Noticias

Etapa G.P. Joaquim Agostinho + montanha

Etapa G.P. do Minho

Campeonato Nacional Contra-Relógio/equipas

1999

G.P. Sport Noticias + etapa

Campeonato Nacional Contra-Relógio

G.P. do Minho + etapa

etapa Volta a Portugal

2000

Campeonato Nacional Contra-Relógio

G.P. Do Minho + etapa

Volta a Portugal + 2 etapas

2003

Etapa na Volta ao Alentejo

Etapa na Volta a Portugal

Outros resultados de destaque:

1993

5º G.P. Correio da Manha

2º Volta ao Portugal

1994

6º G.P. Jornal de Noticias

2º Volta a Portugal

3º Volta a Portugal do Futuro

3º Circuito Nacional de CÙte

1995

2º Rapport Tour

2º G.P. Correio da Manha

5º G.P. Almoçageme

3º Volta a Tras-os-Montes e Alto Douro

3º G.P. do Minho

1996

11º Prueba Villafranca de Ordizia

2º Volta a Portugal

2º Volta a Portugal

1997

13º Vuelta a Andalucia/Ruta del Sol

4º Vuelta a la Comunidad Valenciana

4º Setmana Catalana

4º Volta ao Alentejo

1998

7º G.P. Internacional Mitsubishi

2º Volta al Alentejo

2º G.P. Jornal de Noticias

2º G.P. Joaquim Agostinho

2º Campeonato Nacional Contra-Relógio

6º Duo Normand (com Carlos-Alberto Amaral)

1999

6º Volta ao Algarve

7º Volta ao Alentejo

5º G.P. Jornal de Noticias

2º Volta a Portugal

2000

5º Volta ao Algarve

5º G.P. Portugal Telecom

4º Volta ao Alentejo

2001

4º Volta a Portugal

2º G.P. Rota do Marquês

2003

4º Volta ao Alentejo

6º Volta a Portugal

2º Grande Prémio de Cantanhede

Nota: Dados retirados do site do ciclista

_________________

O amor é como um fósforo, só dura enquanto há pau

Sporting! Deixo aqui a biografia do ciclista Vitor Gamito, após sugestão do jmgv no tópico sobre o mesmo ciclista.Gamito com o equipamento da Porta da Ravessa, na qual venceu a Volta a Portugal em 2000Gamito vencia aqui a etapa da Torre da Serra da Estrela em 2000 e encaminhava-se para a sua Vitória na Volta em Portugal em 2000.Vítor Manuel Gomes Gamito: 21/04/1970 (34 anos): São João da Pedreira, Lisboa1993 Sicasal/Acral1994 Sicasal/Acral1995 Sicasal/Acral1996 MX Onda/Deportpublic1997 Estepona/Toscaf1998 Troiamarisco/Milaneza1999 Troiamarisco/Porta da Ravessa2000 Porta da Ravessa/Zurich2001 Porta da Ravessa/Zurich2002 Barbot/Torrié/Gondomar2003 Cantanhede/Marquês de Marialva/Cadimarte1993G.P. Jornal de Noticias + 2 etapasEtapa Volta a Portugal1994Etapa G.P. A CapitalVolta ao Algarve + 2 etapasG.P. Sport Noticias + 2 etapas2 Etapas G.P. Jornal de Noticias + vencedor da montanhaEtapa Volta a Portugal1995Etapa Volta a Tras-os-Montes e Alto DouroEtapa G.P. Joaquim AgostinhoEtapa G.P. do Minho2 etapas Volta a Portugal2 etapas Volta a Portugal do Futuro1998Etapa G.P. Jornal de NoticiasEtapa G.P. Joaquim Agostinho + montanhaEtapa G.P. do MinhoCampeonato Nacional Contra-Relógio/equipas1999G.P. Sport Noticias + etapaCampeonato Nacional Contra-RelógioG.P. do Minho + etapaetapa Volta a Portugal2000Campeonato Nacional Contra-RelógioG.P. Do Minho + etapaVolta a Portugal + 2 etapas2003Etapa na Volta ao AlentejoEtapa na Volta a Portugal19935º G.P. Correio da Manha2º Volta ao Portugal19946º G.P. Jornal de Noticias2º Volta a Portugal3º Volta a Portugal do Futuro3º Circuito Nacional de CÙte19952º Rapport Tour2º G.P. Correio da Manha5º G.P. Almoçageme3º Volta a Tras-os-Montes e Alto Douro3º G.P. do Minho199611º Prueba Villafranca de Ordizia2º Volta a Portugal2º Volta a Portugal199713º Vuelta a Andalucia/Ruta del Sol4º Vuelta a la Comunidad Valenciana4º Setmana Catalana4º Volta ao Alentejo19987º G.P. Internacional Mitsubishi2º Volta al Alentejo2º G.P. Jornal de Noticias2º G.P. Joaquim Agostinho2º Campeonato Nacional Contra-Relógio6º Duo Normand (com Carlos-Alberto Amaral)19996º Volta ao Algarve7º Volta ao Alentejo5º G.P. Jornal de Noticias2º Volta a Portugal20005º Volta ao Algarve5º G.P. Portugal Telecom4º Volta ao Alentejo20014º Volta a Portugal2º G.P. Rota do Marquês20034º Volta ao Alentejo6º Volta a Portugal2º Grande Prémio de CantanhedeNota: Dados retirados do site do ciclista Vítor Gamito , tal como as fotos._________________O amor é como um fósforo, só dura enquanto háSporting! Voltar acima jmgv

Registo: 22 Jun 2003

Local/Origem: Silves Equipa CM PortugalRegisto: 22 Jun 2003Local/Origem: Silves

Colocada: Ter Jul 13, 2004 12:11 am Assunto: As três vidas do homem do pescoço partido Topico do Red Army

O melhor guarda-redes de que provavelmente nunca ouviu falar chamava-se Bernd Carl Trautmann, que em alemão quer dizer «homem de confiança». Nasceu em Bremen, em 1923. E se o lugar-comum manda dizer que certas vidas davam um filme, esta ultrapassa largamente a norma.

Os primeiros tempos tornam-no num herói improvável: Trautmann foi um dos muitos milhões seduzidos pela retórica nacionalista de Hitler e fez-se militante da juventude hitleriana. Alistado nas forças nazis, como pára-quedista, apresentou uma folha de serviços em que coragem, inconsciência e rebeldia se misturavam em doses iguais.

Com a farda nazi, algumas semanas depois de ter escapado a um julgamento por sabotagem, o jovem soldado Trautmann ganhou uma Cruz de Ferro na terrível batalha de Arnhem (Holanda), no final da qual esteve três dias soterrado nos escombros de um celeiro. O seu percurso na II Guerra faz lembrar os filmes de Steve McQueen: capturado pelos russos, evadiu-se de um campo de prisioneiros. Seguiu-se a Resistência francesa e depois os americanos sempre com o mesmo desfecho. À quarta foi de vez. Como nos filmes, os soldados ingleses receberam-no de espingardas apontadas e, segundo Trautmann, com um caloroso «Olá Fritz, vai uma chávena de chá?».

O futebol só aparece mais tarde. Com a Guerra a terminar, no campo de prisioneiros de Ashton-in-Makerfield, Trautmann encontrou a paz. Jogava à bola com outros presos e, aos poucos, começou a integrar-se na comunidade. Libertado em 1948, tornou-se agricultor, e começou a jogar na baliza do clube amador de St. Helens, onde um dia foi detectado por um caçador de talentos de Manchester.

Sem experiência profissional, Trautmann só precisou de meia dúzia de treinos para convencer os técnicos do City. Ágil, louco, destemido até à inconsciência, o alemão era um predestinado. Faltava o mais difícil: convencer os adeptos, naqueles anos em que ser alemão era sinónimo de marginalização. Uma manifestação de milhares vincou o desagrado pela contratação, mas foi Alexander Altmann, o Rabi de Manchester a sair em sua defesa: «Nenhum homem pode ser julgado em nome de um povo inteiro». Os adeptos ouviram e aceitaram julgá-lo em campo.

Segue-se um «fast forward» de sete anos de exibições miraculosas que lhe deram a reputação de melhor guarda-redes da Liga. Até ao dia 5 de Maio de 1956, em Wembley, em que o City, pela segunda vez consecutiva, tentava conquistar a Taça.

Nessa tarde, diante do Birmingham, Trautmann, que britanizara o nome para Bert, fez o jogo da sua vida numa vitória por 3-1. Mas mais do que as incontáveis defesas, o que ficou para a história foi o diálogo com o príncipe Filipe, que entregou taça e medalhas: «Por que jogou os últimos minutos com a cabeça de lado?». «Não sei, Alteza, não consigo mexer o pescoço», respondeu impassível. Radiografado no final do jogo, Bert descobriu ter jogado a última meia hora com o pescoço partido em dois sítios. Seguiram-se meses de recuperação, o estatuto de herói atribuído pelos jornais e a adoração do povo, mas também a tragédia: a morte de um filho, atropelado quando brincava na rua, a que se seguiu um penoso divórcio e uma depressão profunda.

Com 34 anos parecia acabado para o futebol. Mas foi nas balizas que voltou a equilibrar a vida: contra todas as expectativas, o regresso a Maine Road, em 1957, acentuou a lenda de indestrutível, e permitiu-lhe atingir o impressionante número de 545 jogos pelo City, até à despedida, em 1964, com 40 anos. 60 mil assistiram ao seu jogo de homenagem. Bobby Charlton chamou-lhe então o melhor guarda-redes de todos os tempos. Poucos o contestaram.

Nem a reforma foi igual às outras. Depois de curta passagem pelo Portsmouth, como treinador, tornou-se observador da Federação Alemã, que o fez correr mundo, em especial África, à procura de novos talentos. Só perto dos 80 anos o homem do pescoço partido assentou de vez, regressando à Alemanha, com memórias suficientes para encher três vidas.

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Registo: 22 Jun 2003

Local/Origem: Silves Equipa CM PortugalRegisto: 22 Jun 2003Local/Origem: Silves

Colocada: Ter Jul 13, 2004 12:49 am Assunto: Marlon Brando Topico do KáKá sobre o Marlon Brando

Morre aos 80 anos Marlon Brando, um dos últimos monstros sagrados do cinema.

Ídolo de toda uma geração, símbolo da rebeldia e eterno galã do cinema, um dos últimos monstros sagrados da sétima arte, Marlon Brando morreu nesta quinta (01), aos 80 anos, em Los Angeles.

Um dos seus papéis mais memoráveis foi a interpretação do patriarca mafioso em O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola.

David J. Seeley, o advogado do ator, divulgou um comunicado, dizendo que Brando estava internado no Centro Médico da Universidade de Los Angeles e morreu por volta da meia-noite. De acordo com a Reuters, uma insufiência pulmonar aguda foi a causa da morte . Em sua declaração, Seeley afirmou que não seria divulgada a causa. "Ele sempre foi um homem muito privado", argumentou.

Marlon Brando foi um dos maiores nomes do cinema mundial e chegou a ser conhecido como "o maior ator de todos os tempos" . Ele protagonizou clássicos como O Selvagem, Uma Rua Chamada Pecado e Apocalipse Now.

Em duas ocasiões levou o Oscar de Melhor Ator, por Sindicato dos Ladrões e O Poderoso Chefão, no qual imortalizou-se como o chefe da máfia Vito Corleone.

Seu último trabalho no cinema foi ao lado de Robert De Niro e Edward Norton na aventura The Score de 2001, no qual interpreta um vigarista que financia ladrões de peças e artefatos de museu. Em 2005 deveria ser lançada uma vídeo-biografia do ator, chamada Brando and Brando.

Dívida de US$ 20 milhões

Sua ruína financeira começou em 1991 quando seu filho Christian foi condenado pelo assassinato de Dag Drollet, namorado de sua meia-irmã Cheyenne. Brando gastou uma fortuna com advogados, mas Christian foi condenado a cinco anos de prisão. Em janeiro de 1996, Cheyenne cometeu suicídio e Brando entrou em um violento processo de depressão.

Recentemente uma biografia do ator, chamada Brando in the Twilight, afirma que ele somava dívidas que chegavam a US$ 20 milhões. Declaradamente avesso à fama, Brando morou durante quase 50 anos na famosa Mulholland Drive, numa casa que ele chamava de "Frangipani, a mansão do céu".

O jornal Sunday Times teve acesso a diversos processos judiciais envolvendo o nome de Brando, no qual ele declarou que atualmente morava em um bangalô de 180 metros quadrados, com uma cama e uma garagem transformada em sala de estar.

Para piorar sua situação financeira, sua ex-mulher Cristina Ruíz ameaçava reabrir um processo litigioso de US$ 100 milhões. Ela afirmava que Brando não cumpriu um acordo de pagar US$ 10 mil mensalmente como pensão para os três filhos do casal, incluindo Timothy que tem 10 anos e sofre com o autismo.

Metódico, Brando reescreveu as regras da interpretação e, dono de uma sensualidade impactante, redefiniu o conceito de astro do cinema.

Nos últimos anos, ele continuava ocupando as manchetes dos jornais, não por sua brilhante atuação, mas pelas tragédias pessoais que atravessou.

"Ele tinha o que se poderia chamar de combinação perfeita", definiu certa vez Rod Steiger, co-protagonista de Sindicato de Ladrões (On the Waterfront, 1954). "Era dono de um talento incrível, era um símbolo sexual e se negava a assumir compromissos. Tornou-se a expressão de uma interpretação verdadeira e realista, que nunca teria existido sem ele" , acrescentou.

Trabalhando com os melhores diretores de seu tempo, Brando se tornou o principal destaque da nova geração de atores do pós-guerra, com filmes como Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire, 1951), Viva Zapata! (1952) e O Selvagem (The Wild One, 1954).

Bud, como o chamava sua avó, nasceu em 3 de abril de 1924 no seio de uma família simples de Omaha (Nebraska). Sua mãe era uma atriz depressiva e alcoólica e seu pai, um vendedor mulherengo, "com o sangue composto de testosterona, adrenalina, álcool e ira", segundo as palavras do próprio ator.

Depois de ser expulso de uma escola, o jovem Brando mudou-se para Nova York para estudar arte dramática no conservatório de Stella Adler e no Actors Studio, onde aperfeiçoou o "método" Stanislavsky, que consiste em recorrer às próprias emoções para encarnar um personagem.

Em 1947, Brando causou furor na Broadway no papel do brutal Stanley Kowalsky na adaptação da peça Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams, que lhe abriria as portas de Hollywood quatro anos depois com uma versão cinematográfica de Elia Kazan. No Brasil, o filme ganhou o título de Uma Rua Chamada Pecado.

Inicialmente, ele rejeitou todas ofertas da meca do cinema americano. Em 1948, chegou a dizer que os produtores de Hollywood "nunca fizeram um filme honesto em sua vida e provavelmente nunca farão".

Dois anos depois, porém, estreou com grande sucesso no filme Espíritos Indômitos (The Men), de Fred Zinnemann, no qual interpretou um soldado paraplégico, para depois vir a atuar em Uma Rua Chamada Pecado.

Sua interpretação neste último filme lhe valeu, em 1952, a primeira das quatro indicações consecutivas ao Oscar de melhor ator, e serviu para eternizar a imagem de Brando vestindo uma camiseta branca suada.

Em seguida, ele interpretou o famoso revolucionário mexicano em Viva Zapata!, também sob a batuta de Kazan, e Marco Antonio em Júlio César (1953), de Joseph Mankievicz, para depois se tornar o símbolo da juventude rebelde, ao viver o líder de um grupo de motoqueiros no filme O Selvagem, de Laslo Benedek.

"Nenhuma das pessoas que estavam envolvidas no filme imaginavam que ele incitaria uma rebelião juvenil", escreveu Marlon Brando em sua autobiografia Canções que Minha Mãe me Ensinou (Songs My Mother Taught Me), publicada em 1994.

Brandon chegou a fazer ainda alguns filmes que destoavam de seu currículo, como Casa de Chá do Luar de Agosto (Teahouse of the August Moon, 1956), onde curiosamente vivia um asiático, e o musical Eles e Elas (Guys and Dolls, 1955), onde cantou ao lado de Frank Sinatra.

Brando ganhou dois Oscars de melhor ator: em 1955 pelo retrato de um ex-boxeador fracassado, em Sindicato dos Ladrões, de Elia Kazan, e em 1972, com o papel de Dom Corleone em O Poderoso Chefão, que marcou a recuperação de sua carreira.

Seu poder de atrair público diminuiu nos anos 60 devido à sua participação em filmes considerados medíocres.

Embora tenha merecido o Oscar por O Poderoso Chefão, Brando não compareceu à cerimônia de entrega e enviou no seu lugar a (suposta) índia Sacheem Littlefeather, na verdade uma atriz hispânica, para manifestar ao público o descontentamento com a forma como Hollywood tratava os nativos americanos.

A polêmica cercou sua vida após a estréia do polêmico drama erótico O Último Tango em Paris (1973), de Bernardo Bertolucci, no qual interpretou um homem de meia-idade, desorientado após o suicídio da esposa.

Reconciliado com a fama, Brando - que dizia atuar para "sobreviver" - fez o filme mais comercial de sua carreira, Superman - O Filme (1978), de Richard Donner, no qual interpretou Jor-El, o pai do super-herói, antes de encarnar o desesperado coronel Kurtz em Apocalypse Now (1979), de Francis Ford Coppola.

Depois disso, anunciou repentinamente sua aposentadoria para se dedicar a fundo às causas sociais, embora tenha continuado fazendo aparições esporádicas no cinema. Seu último filme, A Cartada Final (The Score), estreou em 2001.

No fim da vida, Marlon Brando tornou-se o herói trágico de uma sórdida história familiar.

Ele teve pelo menos nove filhos, frutos das várias relações que mantinha com mulheres geralmente morenas e exóticas, entre elas as atrizes porto-riquenha Rita Moreno e a mexicana Movita Castenada.

Em 1990, seu primogênito Christian, fruto do casamento com a primeira esposa, a atriz Anna Kashfi, assassinou o namorado de outra filha do ator, Cheyenne, nascida de sua relação com a taitiana Tarita Teriipaia. Christian passou cinco anos na prisão e Cheyenne se suicidou em 1995, depois de uma longa depressão.

Obeso, Brando chegou a pesar 160 quilos e voltou a ficar recluso na Polinésia francesa, paraíso que o encantou durante as filmagens de O Grande Motim (Mutiny of the Bounty, 1962) - onde ele conheceu Tarita - e onde costumava passar longas temporadas desde que comprou a ilha de Teti'aroa, em 1966 .

Filmografia:

Marlon Brando estreou em Espíritos Indômitos (The Men), em 1950. Fez dezenas de filmes, entre eles O Poderoso Chefão (1973) e O Último Tango em Paris.

Ganhou duas vezes o Oscar de melhor ator: em 1954, por Sindicato dos Ladrões, e em 1972, por O Poderoso Chefão. Mas recebeu sete indicações: por Uma Rua Chamada Pecado (1951); por Viva Zapata! (1952); por Júlio César (1953); por Sindicato de Ladrões (1954); por Sayonara (1957); por O Poderoso Chefão (1972) e por O Último Tango em Paris (1973). Também foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante em 1989, por Assassinato sob Custódia.

Confira abaixo a filmografia completa do ator:

2001 - A Cartada Final (Score, The)

1998 - Loucos pelo Dinheiro (Free money)

1997 - O Bravo (Brave, The)

1996 - A Ilha do Dr. Moreau (Island of Dr. Moreau, The)

1995 - Don Juan deMarco (Don Juan deMarco)

1992 - Cristóvão Colombo - A Aventura do Descobrimento (Christopher Columbus: The Discovery)

1990 - Um Novato na Máfia (Freshman, The)

1989 - Assassinato sob Custódia (A Dry White Season)

1980 - A Fórmula (Formula, The)

1979 - Apocalypse Now (Apocalypse Now)

1979 - Raoni (Raoni: The Fight for the Amazon)

1978 - Superman - O Filme (Superman)

1976 - Duelo de Gigantes (Missouri Breaks, The)

1972 - Os que Chegam com a Noite (Nightcomers, The)

1972 - Último Tango em Paris (Last tango in Paris)

1972 - O Poderoso Chefão (Godfather, The)

1969 - Queimada (Quemada!)

1968 - A Noite do Dia Seguinte (Night of the following day, The)

1968 - Candy

1967 - O Pecado de Todos Nós (Reflections in a Golden Eye)

1967 - A Countess from Hong Kong

1966 - Sangue em Sonora (Appaloosa, The)

1966 - Caçada Humana (Chase, The)

1966 - Meet Marlon Brando

1965 - Morituri (Morituri)

1964 - Bedtime Story

1962 - O Grande Motim (Munity on the bounty)

1962 - Ugly American, The

1961 - A Face Oculta (One-Eyed Jacks)

1959 - Fugitive Kind, The

1958 - Os Deuses Vencidos (Young Lions, The)

1957 - Sayonara (Sayonara)

1956 - Casa de Chá do Luar de Agosto (Teahouse of the August Moon, The)

1955 - Eles e Elas (Guys and Dolls)

1954 - Sindicato de Ladrões (On the Waterfront)

1954 - O Selvagem (Wild One, The)

1954 - Desirée, o Amor de Napoleão (Desirée)

1953 - Júlio César (Julius Caesar)

1952 - Viva Zapata! (Viva Zapata!)

1951 - Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire)

1950 - Espíritos Indômitos (Men, The)

"Marlon nunca teve realmente que aprender a atuar. Ele já sabia. Desde o começo ele foi um ator universal. Nada que fosse humano lhe era estranho" - Stella Adler, sua professora de atuação no Actors Studio de Nova York.

"Ele foi um dos maiores americanos, uma pessoa que compreendia seu país como poucos, com seus méritos e defeitos" - Andrei Konchalovsky, cineasta e amigo.

"Ele transformou a atuação e influenciou as futuras gerações e ainda influência atores jovens. Não há dúvidas de que foi o ator de cinema mais admirado da história" - Michael Winner, que trabalhou com Brando em Os Que Chegam Com a Noite.

"Para mim, foi maior que Laurence Olivier. Mais original que o célebre ator britânico" - Robert Duvall, ator que trabalhou com Brando em O Poderoso Chefão e Apocalipse Now.

"Ele tinha tudo e ainda assim não levava a vida ou si mesmo a sério. Ele também era o cara mais engraçado para se conviver. 'Boa noite doce príncipe'" - Terence Stamp, ator que atuou com Brando em Superman.

"Marlon odiaria a idéia de pessoas fazendo tributos e concordando em dar declarações sobre sua morte. Tudo que eu vou dizer é que estou triste" - Francis Ford Coppola, diretor que trabalhou com ele em O Poderoso Chefão e Apocalipse Now.

"Era muito generoso e sensível, confiava em todos, mas em sua vida houve autênticas tragédias, e talvez se tenha deixado levar por elas" - Sophia Loren, atriz e amiga.

"Apesar de nossas rixas furibundas, eu tinha uma enorme estima por ele. É o melhor ator com quem jamais trabalhei. Por cultura e inteligência, estava um palmo acima de todas as outras estrelas americanas" - Gillo Pontecorvo, cineasta italiano que dirigiu Brando em Queimada.

"Marlon Brando mundou totalmente a atuação no mundo inteiro. Ninguém nunca fez, e ninguém nunca tentou fazer, o que ele conseguiu." - Jason Solomon, crítico de cinema do jornal Observer.

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Save FCP Ídolo de toda uma geração, símbolo da rebeldia e eterno galã do cinema, um dos últimos monstros sagrados da sétima arte, Marlon Brando morreu nesta quinta (01), aos 80 anos, em Los Angeles.Um dos seus papéis mais memoráveis foi a interpretação do patriarca mafioso em O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola.David J. Seeley, o advogado do ator, divulgou um comunicado, dizendo que Brando estava internado no Centro Médico da Universidade de Los Angeles e morreu por volta da meia-noite.. Em sua declaração, Seeley afirmou que não seria divulgada a causa. "Ele sempre foi um homem muito privado", argumentou.foi um dos maiores nomes do cinema mundial e chegou a ser conhecido como. Ele protagonizou clássicos como O Selvagem, Uma Rua Chamada Pecado e Apocalipse Now.Seu último trabalho no cinema foi ao lado de Robert De Niro e Edward Norton na aventura The Score de 2001, no qual interpreta um vigarista que financia ladrões de peças e artefatos de museu. Em 2005 deveria ser lançada uma vídeo-biografia do ator, chamada Brando and Brando.Sua ruína financeira começou em 1991 quando seu filho Christian foi condenado pelo assassinato de Dag Drollet, namorado de sua meia-irmã Cheyenne. Brando gastou uma fortuna com advogados, mas Christian foi condenado a cinco anos de prisão. Em janeiro de 1996, Cheyenne cometeu suicídio e Brando entrou em um violento processo de depressão.Recentemente uma biografia do ator, chamada Brando in the Twilight, afirma que ele somava dívidas que chegavam a US$ 20 milhões. Declaradamente avesso à fama, Brando morou durante quase 50 anos na famosa Mulholland Drive, numa casa que ele chamava de "Frangipani, a mansão do céu".O jornal Sunday Times teve acesso a diversos processos judiciais envolvendo o nome de Brando, no qual ele declarou que atualmente morava em um bangalô de 180 metros quadrados, com uma cama e uma garagem transformada em sala de estar.Para piorar sua situação financeira, sua ex-mulher Cristina Ruíz ameaçava reabrir um processo litigioso de US$ 100 milhões. Ela afirmava que Brando não cumpriu um acordo de pagar US$ 10 mil mensalmente como pensão para os três filhos do casal, incluindo Timothy que tem 10 anos e sofre com o autismo."Ele tinha o que se poderia chamar de combinação perfeita", definiu certa vez Rod Steiger, co-protagonista de Sindicato de Ladrões (On the Waterfront, 1954)., acrescentou.Trabalhando com os melhores diretores de seu tempo, Brando se tornou o principal destaque da nova geração de atores do pós-guerra, com filmes como Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire, 1951), Viva Zapata! (1952) e O Selvagem (The Wild One, 1954).no seio de uma família simples de Omaha (Nebraska). Sua mãe era uma atriz depressiva e alcoólica e seu pai, um vendedor mulherengo, "com o sangue composto de testosterona, adrenalina, álcool e ira", segundo as palavras do próprio ator.Depois de ser expulso de uma escola, o jovem Brando mudou-se para Nova York para estudar arte dramática no conservatório de Stella Adler e no Actors Studio, onde aperfeiçoou o "método" Stanislavsky, que consiste em recorrer às próprias emoções para encarnar um personagem.Em 1947, Brando causou furor na Broadway no papel do brutal Stanley Kowalsky na adaptação da peça Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams, que lhe abriria as portas de Hollywood quatro anos depois com uma versão cinematográfica de Elia Kazan. No Brasil, o filme ganhou o título de Uma Rua Chamada Pecado.Inicialmente, ele rejeitou todas ofertas da meca do cinema americano. Em 1948, chegou a dizer que os produtores de Hollywood "nunca fizeram um filme honesto em sua vida e provavelmente nunca farão".Dois anos depois, porém, estreou com grande sucesso no filme Espíritos Indômitos (The Men), de Fred Zinnemann, no qual interpretou um soldado paraplégico, para depois vir a atuar em Uma Rua Chamada Pecado.Sua interpretação neste último filme lhe valeu, em 1952, a primeira das quatro indicações consecutivas ao Oscar de melhor ator, e serviu para eternizar a imagem de Brando vestindo uma camiseta branca suada.Em seguida, ele interpretou o famoso revolucionário mexicano em Viva Zapata!, também sob a batuta de Kazan, e Marco Antonio em Júlio César (1953), de Joseph Mankievicz, para depois se tornar o símbolo da juventude rebelde, ao viver o líder de um grupo de motoqueiros no filme O Selvagem, de Laslo Benedek."Nenhuma das pessoas que estavam envolvidas no filme imaginavam que ele incitaria uma rebelião juvenil", escreveu Marlon Brando em sua autobiografia Canções que Minha Mãe me Ensinou (Songs My Mother Taught Me), publicada em 1994.Brandon chegou a fazer ainda alguns filmes que destoavam de seu currículo, como Casa de Chá do Luar de Agosto (Teahouse of the August Moon, 1956), onde curiosamente vivia um asiático, e o musical Eles e Elas (Guys and Dolls, 1955), onde cantou ao lado de Frank Sinatra.Brando ganhou dois Oscars de melhor ator: em 1955 pelo retrato de um ex-boxeador fracassado, em Sindicato dos Ladrões, de Elia Kazan, e em 1972, com o papel de Dom Corleone em O Poderoso Chefão, que marcou a recuperação de sua carreira.A polêmica cercou sua vida após a estréia do polêmico drama erótico O Último Tango em Paris (1973), de Bernardo Bertolucci, no qual interpretou um homem de meia-idade, desorientado após o suicídio da esposa.Reconciliado com a fama, Brando - que dizia atuar para "sobreviver" - fez o filme mais comercial de sua carreira, Superman - O Filme (1978), de Richard Donner, no qual interpretou Jor-El, o pai do super-herói, antes de encarnar o desesperado coronel Kurtz em Apocalypse Now (1979), de Francis Ford Coppola.Depois disso, anunciou repentinamente sua aposentadoria para se dedicar a fundo às causas sociais, embora tenha continuado fazendo aparições esporádicas no cinema. Seu último filme, A Cartada Final (The Score), estreou em 2001.No fim da vida, Marlon Brando tornou-se o herói trágico de uma sórdida história familiar.Ele teve pelo menos nove filhos, frutos das várias relações que mantinha com mulheres geralmente morenas e exóticas, entre elas as atrizes porto-riquenha Rita Moreno e a mexicana Movita Castenada.Em 1990, seu primogênito Christian, fruto do casamento com a primeira esposa, a atriz Anna Kashfi, assassinou o namorado de outra filha do ator, Cheyenne, nascida de sua relação com a taitiana Tarita Teriipaia. Christian passou cinco anos na prisão e Cheyenne se suicidou em 1995, depois de uma longa depressão.Marlon Brando estreou em Espíritos Indômitos (The Men), em 1950. Fez dezenas de filmes, entre eles O Poderoso Chefão (1973) e O Último Tango em Paris.Ganhou duas vezes o Oscar de melhor ator: em 1954, por Sindicato dos Ladrões, e em 1972, por O Poderoso Chefão. Mas recebeu sete indicações: por Uma Rua Chamada Pecado (1951); por Viva Zapata! (1952); por Júlio César (1953); por Sindicato de Ladrões (1954); por Sayonara (1957); por O Poderoso Chefão (1972) e por O Último Tango em Paris (1973). Também foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante em 1989, por Assassinato sob Custódia.Confira abaixo a filmografia completa do ator:2001 - A Cartada Final (Score, The)1998 - Loucos pelo Dinheiro (Free money)1997 - O Bravo (Brave, The)1996 - A Ilha do Dr. Moreau (Island of Dr. Moreau, The)1995 - Don Juan deMarco (Don Juan deMarco)1992 - Cristóvão Colombo - A Aventura do Descobrimento (Christopher Columbus: The Discovery)1990 - Um Novato na Máfia (Freshman, The)1989 - Assassinato sob Custódia (A Dry White Season)1980 - A Fórmula (Formula, The)1979 - Apocalypse Now (Apocalypse Now)1979 - Raoni (Raoni: The Fight for the Amazon)1978 - Superman - O Filme (Superman)1976 - Duelo de Gigantes (Missouri Breaks, The)1972 - Os que Chegam com a Noite (Nightcomers, The)1972 - Último Tango em Paris (Last tango in Paris)1972 - O Poderoso Chefão (Godfather, The)1969 - Queimada (Quemada!)1968 - A Noite do Dia Seguinte (Night of the following day, The)1968 - Candy1967 - O Pecado de Todos Nós (Reflections in a Golden Eye)1967 - A Countess from Hong Kong1966 - Sangue em Sonora (Appaloosa, The)1966 - Caçada Humana (Chase, The)1966 - Meet Marlon Brando1965 - Morituri (Morituri)1964 - Bedtime Story1962 - O Grande Motim (Munity on the bounty)1962 - Ugly American, The1961 - A Face Oculta (One-Eyed Jacks)1959 - Fugitive Kind, The1958 - Os Deuses Vencidos (Young Lions, The)1957 - Sayonara (Sayonara)1956 - Casa de Chá do Luar de Agosto (Teahouse of the August Moon, The)1955 - Eles e Elas (Guys and Dolls)1954 - Sindicato de Ladrões (On the Waterfront)1954 - O Selvagem (Wild One, The)1954 - Desirée, o Amor de Napoleão (Desirée)1953 - Júlio César (Julius Caesar)1952 - Viva Zapata! (Viva Zapata!)1951 - Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire)1950 - Espíritos Indômitos (Men, The)"Marlon nunca teve realmente que aprender a atuar. Ele já sabia. Desde o começo ele foi um ator universal. Nada que fosse humano lhe era estranho""Ele foi um dos maiores americanos, uma pessoa que compreendia seu país como poucos, com seus méritos e defeitos""Ele transformou a atuação e influenciou as futuras gerações e ainda influência atores jovens. Não há dúvidas de que foi o ator de cinema mais admirado da história""Para mim, foi maior que Laurence Olivier. Mais original que o célebre ator britânico""Ele tinha tudo e ainda assim não levava a vida ou si mesmo a sério. Ele também era o cara mais engraçado para se conviver. 'Boa noite doce príncipe'" - Terence Stamp, ator que atuou com Brando em Superman."Marlon odiaria a idéia de pessoas fazendo tributos e concordando em dar declarações sobre sua morte. Tudo que eu vou dizer é que estou triste""Era muito generoso e sensível, confiava em todos, mas em sua vida houve autênticas tragédias, e talvez se tenha deixado levar por elas""Apesar de nossas rixas furibundas, eu tinha uma enorme estima por ele. É o melhor ator com quem jamais trabalhei. Por cultura e inteligência, estava um palmo acima de todas as outras estrelas americanas""Marlon Brando mundou totalmente a atuação no mundo inteiro. Ninguém nunca fez, e ninguém nunca tentou fazer, o que ele conseguiu."_________________ Voltar acima jmgv

Registo: 22 Jun 2003

Local/Origem: Silves Equipa CM PortugalRegisto: 22 Jun 2003Local/Origem: Silves

Colocada: Qui Jul 22, 2004 3:49 am Assunto:

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Registo: 11 Dec 2003

Local/Origem: Margem Sul (nascido em Coimbra) Registo: 11 Dec 2003Local/Origem: Margem Sul (nascido em Coimbra)

Colocada: Ter Ago 03, 2004 12:27 pm Assunto:

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O amor é como um fósforo, só dura enquanto há pau

Sporting! Actualizei a biografia de Portugal e corrigi um erro grave referente a uma data._________________O amor é como um fósforo, só dura enquanto háSporting! Voltar acima Alexandre Costa

Registo: 15 Dec 2003

Local/Origem: Amadora como local e origem Registo: 15 Dec 2003Local/Origem: Amadora como local e origem

Colocada: Ter Ago 03, 2004 1:42 pm Assunto: Biografia de Carlos Paredes

1925 - Nasce, a 16 de Fevereiro, em Coimbra, filho do célebre guitarrista Artur Paredes

1929 - Com apenas 4 anos, aprende a tocar guitarra portuguesa com o pai.

1934 - A família Paredes muda-se para Lisboa. Carlos conclui a instrução primária no Jardim-Escola João de Deus, frequentando posteriormente o Liceu Passos Manuel e o Instituto Superior Técnico.

1957 - Grava o seu primeiro disco, um EP intitulado apenas Carlos Paredes e publicado pela Alvorada (Rádio Triunfo).

1960 - Música de Paredes é utilizada na curta-metragem de Cândido da Costa Pinto Rendas de Metais Preciosos.

1962 - Compõe a banda sonora do filme de Paulo Rocha, Verdes Anos, cujos temas são publicados em EP pela Alvorada. No mesmo ano, música sua é incluída na curta-metragem de Pierre Kast e Jacques Doniol-Valcroze P.X.O.

1964 - Compõe a banda sonora do filme de Jorge Brun do Canto, Fado Corrido.

1965 - Compõe música para a curta-metragem de Manoel de Oliveira, As Pinturas do Meu Irmão Júlio.

1966 - Compõe a banda sonora do filme de Paulo Rocha, Mudar de Vida, e música sua é incluída na curta-metragem de António de Macedo, Crónica do Esforço Perdido.

1967 - É editado pela Valentim de Carvalho o primeiro longa-duração de Carlos Paredes, Guitarra Portuguesa, gravado nos estúdios da Valentim de Carvalho, em Paço d'Arcos, com o técnico de som Hugo Ribeiro e o acompanhamento à viola de Fernando Alvim. O álbum é acompanhado por um texto de Alam Oulman, habitual colaborador de Amália.

1968 - Música de Carlos Paredes é utilizada nas curtas-metragens A Cidade, de José Fonseca e Costa, e Tráfego e Estiva, de Manuel Guimarães.

Jun. (14) – É publicado o EP Romance n.º 2, primeiro de três EP com material do LP Guitarra Portuguesa.

Jul. (5) – É editado o EP Fantasia.

Set. (6) – É publicado o EP Porto Santo.

1969 - Música de Carlos Paredes é utilizada na curta-metragem de José Fonseca e Costa The Columbus Route.

Dez. – Carlos Paredes compõe um improviso à viola para a banda sonora do documentário televisivo de Augusto Cabrita Na Corrente.

1970 - Música de Carlos Paredes é utilizada na curta-metragem de Augusto Cabrita, Hello Jim!

Nov. – A Valentim de Carvalho edita o álbum Meu País, assinado pela cantora Cecília de Melo, mas que conta com a participação de Carlos Paredes como produtor e director musical e acompanhante à guitarra.

1971 - Compõe a música para a encenação do Grupo de Teatro de Campolide da peça de Augustin Cuzzani, O Avançado Centro Morreu ao Amanhecer, e escolhe igualmente a banda sonora para as produções do grupo até 1977.

Ago. – Carlos Paredes entra em estúdio para a gravação do seu segundo longa-duração, de novo nos Estúdios da Valentim de Carvalho, com Hugo Ribeiro.

Nov. – A Valentim de Carvalho publica o segundo LP de Paredes, Movimento Perpétuo.

Dez. (10) – É editado o single «Balada de Coimbra», com dois temas gravados nas sessões de Movimento Perpétuo, mas não incluídos no álbum

1972 - Jun. – O LP Movimento Perpétuo é dividido em 3 EP publicados com uma semana de intervalo: Movimento Perpétuo, Mudar de Vida e António Marinheiro

1973 - Abr. – Carlos Paredes está em estúdio para gravar o seu terceiro LP para a Valentim de Carvalho, mas, apesar de alguns temas ficarem acabados, as gravações são interrompidas devido à lendária relutância de Paredes em estar em estúdio e à sua insatisfação com o material gravado.

1975 - Regressa brevemente a estúdio para retomar as gravações do terceiro LP, interrompidas dois anos antes, mas durante o pouco tempo que está em estúdio apenas grava de novo algum do material já terminado. O disco ficará de novo inacabado.

É publicado pela Valentim de Carvalho o LP É Preciso Um País, onde o poeta Manuel Alegre diz poemas de sua autoria acompanhados à guitarra por Carlos Paredes.

1977 - Uma compilação de Carlos Paredes, intitulada Meister der Portugiesischen Gitarre, é publicada na República Democrática Alemã pela editora Amiga.

1980 - Maio (7) – Estreia-se no Bobino em Paris, acompanhado por Fernando Alvim, em primeira parte de Paco Ibañez, numa actuação de três semanas.

É editado na RDA O Oiro e o Trigo, um álbum que reúne algum do material inédito registado em 1973 e 1975 para o álbum inacabado. A edição é feita com o aval de Carlos Paredes, mas sem o conhecimento da Valentim de Carvalho, o que leva à ruptura do artista com a editora.

1982 - O bailarino Vasco Wellenkamp coreografa música de Carlos Paredes no bailado Danças para Uma Guitarra.

1983 - É publicado Concerto em Frankfurt, álbum registado ao vivo num concerto naquela cidade alemã, que inclui gravações ao vivo de bastante material que Carlos Paredes nunca editara em disco (entre o qual alguns dos temas do álbum inacabado de 1973). Trata-se do primeiro disco de Carlos Paredes para a PolyGram, editora com a qual assinou contrato depois da sua saída da Valentim de Carvalho. A edição de Concerto em Frankfurt acaba por inviabilizar a edição projectada, pela EMI-Valentim de Carvalho, de A Montanha e a Planície, um álbum que deveria disponibilizar alguns dos temas que Carlos Paredes gravara em 1973 para o disco incompleto, mas que surgem entretanto no álbum gravado ao vivo em Frankfurt. Esta edição é substituída pela reedição, em duplo-álbum, dos álbuns Guitarra Portuguesa e Movimento Perpétuo, que ocorre perto do Natal.

1986 - Out. – É editado o LP Invenções Livres, um álbum de improvisações em duo entre Carlos Paredes e o pianista António Vitorino d'Almeida.

1988 - Guitarra Portuguesa é editado em CD pela primeira vez.

Fev. (26) – Carlos Paredes publica o seu terceiro álbum de estúdio em nome próprio e primeiro para a PolyGram, Espelho de Sons. O álbum entra directamente para o 3.º lugar do top oficial de vendas.

Set. – Uma nova compilação de material inédito em disco de Carlos Paredes é cancelada pela EMI-Valentim de Carvalho. O álbum deveria chamar-se Salvados, título concebido pelo próprio Carlos Paredes para reflectir o facto de as gravações serem «restos» de sessões de estúdio, e também jogando com a sua condição de «sobreviventes» do incêndio do Chiado que, em Agosto, destruíra a sede da Valentim de Carvalho na Rua Nova do Almada.

Nov. – Movimento Perpétuo é editado em CD pela primeira vez.

1989 - Abr. (28) – Apresenta-se ao vivo no Festival de Música Portuguesa da Damaia.

O tema «Dança» integra a banda sonora de ambiente dos concertos da digressão mundial de Paul McCartney.

1989 - É publicado Dialogues, um álbum em dueto com o contrabaixista de jazz Charlie Haden.

Out. (19) – É editado em CD Concerto em Frankfurt.

Dez. – Carlos Paredes assina pela EMI-Valentim de Carvalho, regressando à companhia onde gravara os seus momentos mais emblemáticos. Inicia pouco depois as gravações de um novo álbum de material original, que ficarão incompletas devido à doença, do foro neurológico, que acometerá o guitarrista.

1991 - Abr. (30) – Carlos Paredes e a sua acompanhante e companheira, Luísa Amaro, participam como convidados especiais no concerto dos Madredeus no Coliseu de Lisboa, concerto que será gravado e publicado em duplo CD em 1992 com o título Lisboa.

1992 - Mar. (20-21) – Carlos Paredes regressa aos palcos, em dois espectáculos no Teatro São Luís filmados pela RTP em alta definição. Nos espectáculos, nos quais são estreados quatro novos temas compostos para o novo álbum, Paredes é acompanhado à viola por Luísa Amaro e Fernando Alvim, e participam como convidados Manuel Paulo, Natália Casanova e Nuno Guerreiro em «Cantiga do Maio», de José Afonso, Mário Laginha em «Porto Santo», Rui Veloso em «Porto Sentido» e o flautista Paulo Curado em «Mudar de Vida». Os dois concertos são repetidos a 25 no Teatro Rivoli do Porto.

Jun. (12) – É publicado em CD o álbum Asas sobre o Mundo.

1993 - Mar. – A EMI-Valentim de Carvalho publica em CD uma compilação temática reunindo gravações de Carlos Paredes, José Afonso e Luiz Goes.

Dez. (11) – É diagnosticada a Carlos Paredes uma mielopatia (hérnias na medula) que lhe prende os movimentos, impossibilitando-o de manejar a guitarra. Fica internado numa casa de saúde, em Campo de Ourique, Lisboa.

1994 - Maio – Aproveitando o 20.º aniversário do 25 de Abril, a EMI-VC edita em CD o álbum de Manuel Alegre É Preciso Um País.

Nov. – É editado em CD o álbum com António Victorino d'Almeida, Invenções Livres.

1996 - Dez. (10) – EMI-Valentim de Carvalho publica Na Corrente, compilação que reúne todo o material inédito em disco que Carlos Paredes deixara gravado para a Valentim de Carvalho antes da sua saída da editora em 1980, e algumas raridades: os seis temas que haviam ficado completos nas sessões de gravação interrompidas de 1973, os dois temas do single «Balada de Coimbra», publicado em 1971 e nunca incluídos em nenhum LP, e duas gravações inéditas, «O Fantoche» e «Na Corrente». O álbum atinge rapidamente o top-20 oficial de vendas de álbuns compilado pela AFP.

2004 - Carlos Paredes morreu a 23 de Julho.

1925 - Nasce, a 16 de Fevereiro, em Coimbra, filho do célebre guitarrista Artur Paredes1929 - Com apenas 4 anos, aprende a tocar guitarra portuguesa com o pai.1934 - A família Paredes muda-se para Lisboa. Carlos conclui a instrução primária no Jardim-Escola João de Deus, frequentando posteriormente o Liceu Passos Manuel e o Instituto Superior Técnico.1957 - Grava o seu primeiro disco, um EP intitulado apenas Carlos Paredes e publicado pela Alvorada (Rádio Triunfo).1960 - Música de Paredes é utilizada na curta-metragem de Cândido da Costa Pinto Rendas de Metais Preciosos.1962 - Compõe a banda sonora do filme de Paulo Rocha, Verdes Anos, cujos temas são publicados em EP pela Alvorada. No mesmo ano, música sua é incluída na curta-metragem de Pierre Kast e Jacques Doniol-Valcroze P.X.O.1964 - Compõe a banda sonora do filme de Jorge Brun do Canto, Fado Corrido.1965 - Compõe música para a curta-metragem de Manoel de Oliveira, As Pinturas do Meu Irmão Júlio.1966 - Compõe a banda sonora do filme de Paulo Rocha, Mudar de Vida, e música sua é incluída na curta-metragem de António de Macedo, Crónica do Esforço Perdido.1967 - É editado pela Valentim de Carvalho o primeiro longa-duração de Carlos Paredes, Guitarra Portuguesa, gravado nos estúdios da Valentim de Carvalho, em Paço d'Arcos, com o técnico de som Hugo Ribeiro e o acompanhamento à viola de Fernando Alvim. O álbum é acompanhado por um texto de Alam Oulman, habitual colaborador de Amália.1968 - Música de Carlos Paredes é utilizada nas curtas-metragens A Cidade, de José Fonseca e Costa, e Tráfego e Estiva, de Manuel Guimarães.Jun. (14) – É publicado o EP Romance n.º 2, primeiro de três EP com material do LP Guitarra Portuguesa.Jul. (5) – É editado o EP Fantasia.Set. (6) – É publicado o EP Porto Santo.1969 - Música de Carlos Paredes é utilizada na curta-metragem de José Fonseca e Costa The Columbus Route.Dez. – Carlos Paredes compõe um improviso à viola para a banda sonora do documentário televisivo de Augusto Cabrita Na Corrente.1970 - Música de Carlos Paredes é utilizada na curta-metragem de Augusto Cabrita, Hello Jim!Nov. – A Valentim de Carvalho edita o álbum Meu País, assinado pela cantora Cecília de Melo, mas que conta com a participação de Carlos Paredes como produtor e director musical e acompanhante à guitarra.1971 - Compõe a música para a encenação do Grupo de Teatro de Campolide da peça de Augustin Cuzzani, O Avançado Centro Morreu ao Amanhecer, e escolhe igualmente a banda sonora para as produções do grupo até 1977.Ago. – Carlos Paredes entra em estúdio para a gravação do seu segundo longa-duração, de novo nos Estúdios da Valentim de Carvalho, com Hugo Ribeiro.Nov. – A Valentim de Carvalho publica o segundo LP de Paredes, Movimento Perpétuo.Dez. (10) – É editado o single «Balada de Coimbra», com dois temas gravados nas sessões de Movimento Perpétuo, mas não incluídos no álbum1972 - Jun. – O LP Movimento Perpétuo é dividido em 3 EP publicados com uma semana de intervalo: Movimento Perpétuo, Mudar de Vida e António Marinheiro1973 - Abr. – Carlos Paredes está em estúdio para gravar o seu terceiro LP para a Valentim de Carvalho, mas, apesar de alguns temas ficarem acabados, as gravações são interrompidas devido à lendária relutância de Paredes em estar em estúdio e à sua insatisfação com o material gravado.1975 - Regressa brevemente a estúdio para retomar as gravações do terceiro LP, interrompidas dois anos antes, mas durante o pouco tempo que está em estúdio apenas grava de novo algum do material já terminado. O disco ficará de novo inacabado.É publicado pela Valentim de Carvalho o LP É Preciso Um País, onde o poeta Manuel Alegre diz poemas de sua autoria acompanhados à guitarra por Carlos Paredes.1977 - Uma compilação de Carlos Paredes, intitulada Meister der Portugiesischen Gitarre, é publicada na República Democrática Alemã pela editora Amiga.1980 - Maio (7) – Estreia-se no Bobino em Paris, acompanhado por Fernando Alvim, em primeira parte de Paco Ibañez, numa actuação de três semanas.É editado na RDA O Oiro e o Trigo, um álbum que reúne algum do material inédito registado em 1973 e 1975 para o álbum inacabado. A edição é feita com o aval de Carlos Paredes, mas sem o conhecimento da Valentim de Carvalho, o que leva à ruptura do artista com a editora.1982 - O bailarino Vasco Wellenkamp coreografa música de Carlos Paredes no bailado Danças para Uma Guitarra.1983 - É publicado Concerto em Frankfurt, álbum registado ao vivo num concerto naquela cidade alemã, que inclui gravações ao vivo de bastante material que Carlos Paredes nunca editara em disco (entre o qual alguns dos temas do álbum inacabado de 1973). Trata-se do primeiro disco de Carlos Paredes para a PolyGram, editora com a qual assinou contrato depois da sua saída da Valentim de Carvalho. A edição de Concerto em Frankfurt acaba por inviabilizar a edição projectada, pela EMI-Valentim de Carvalho, de A Montanha e a Planície, um álbum que deveria disponibilizar alguns dos temas que Carlos Paredes gravara em 1973 para o disco incompleto, mas que surgem entretanto no álbum gravado ao vivo em Frankfurt. Esta edição é substituída pela reedição, em duplo-álbum, dos álbuns Guitarra Portuguesa e Movimento Perpétuo, que ocorre perto do Natal.1986 - Out. – É editado o LP Invenções Livres, um álbum de improvisações em duo entre Carlos Paredes e o pianista António Vitorino d'Almeida.1988 - Guitarra Portuguesa é editado em CD pela primeira vez.Fev. (26) – Carlos Paredes publica o seu terceiro álbum de estúdio em nome próprio e primeiro para a PolyGram, Espelho de Sons. O álbum entra directamente para o 3.º lugar do top oficial de vendas.Set. – Uma nova compilação de material inédito em disco de Carlos Paredes é cancelada pela EMI-Valentim de Carvalho. O álbum deveria chamar-se Salvados, título concebido pelo próprio Carlos Paredes para reflectir o facto de as gravações serem «restos» de sessões de estúdio, e também jogando com a sua condição de «sobreviventes» do incêndio do Chiado que, em Agosto, destruíra a sede da Valentim de Carvalho na Rua Nova do Almada.Nov. – Movimento Perpétuo é editado em CD pela primeira vez.1989 - Abr. (28) – Apresenta-se ao vivo no Festival de Música Portuguesa da Damaia.O tema «Dança» integra a banda sonora de ambiente dos concertos da digressão mundial de Paul McCartney.1989 - É publicado Dialogues, um álbum em dueto com o contrabaixista de jazz Charlie Haden.Out. (19) – É editado em CD Concerto em Frankfurt.Dez. – Carlos Paredes assina pela EMI-Valentim de Carvalho, regressando à companhia onde gravara os seus momentos mais emblemáticos. Inicia pouco depois as gravações de um novo álbum de material original, que ficarão incompletas devido à doença, do foro neurológico, que acometerá o guitarrista.1991 - Abr. (30) – Carlos Paredes e a sua acompanhante e companheira, Luísa Amaro, participam como convidados especiais no concerto dos Madredeus no Coliseu de Lisboa, concerto que será gravado e publicado em duplo CD em 1992 com o título Lisboa.1992 - Mar. (20-21) – Carlos Paredes regressa aos palcos, em dois espectáculos no Teatro São Luís filmados pela RTP em alta definição. Nos espectáculos, nos quais são estreados quatro novos temas compostos para o novo álbum, Paredes é acompanhado à viola por Luísa Amaro e Fernando Alvim, e participam como convidados Manuel Paulo, Natália Casanova e Nuno Guerreiro em «Cantiga do Maio», de José Afonso, Mário Laginha em «Porto Santo», Rui Veloso em «Porto Sentido» e o flautista Paulo Curado em «Mudar de Vida». Os dois concertos são repetidos a 25 no Teatro Rivoli do Porto.Jun. (12) – É publicado em CD o álbum Asas sobre o Mundo.1993 - Mar. – A EMI-Valentim de Carvalho publica em CD uma compilação temática reunindo gravações de Carlos Paredes, José Afonso e Luiz Goes.Dez. (11) – É diagnosticada a Carlos Paredes uma mielopatia (hérnias na medula) que lhe prende os movimentos, impossibilitando-o de manejar a guitarra. Fica internado numa casa de saúde, em Campo de Ourique, Lisboa.1994 - Maio – Aproveitando o 20.º aniversário do 25 de Abril, a EMI-VC edita em CD o álbum de Manuel Alegre É Preciso Um País.Nov. – É editado em CD o álbum com António Victorino d'Almeida, Invenções Livres.1996 - Dez. (10) – EMI-Valentim de Carvalho publica Na Corrente, compilação que reúne todo o material inédito em disco que Carlos Paredes deixara gravado para a Valentim de Carvalho antes da sua saída da editora em 1980, e algumas raridades: os seis temas que haviam ficado completos nas sessões de gravação interrompidas de 1973, os dois temas do single «Balada de Coimbra», publicado em 1971 e nunca incluídos em nenhum LP, e duas gravações inéditas, «O Fantoche» e «Na Corrente». O álbum atinge rapidamente o top-20 oficial de vendas de álbuns compilado pela AFP.2004 - Carlos Paredes morreu a 23 de Julho. Voltar acima Mostrar os tópicos anteriores: Todas as mensagens 1 Dia 7 Dias 2 Semanas 1 Mês 3 Meses 6 Meses 1 Ano Antigas primeiro Recentes primeiro Índice do Fórum CM Portugal -> Livre Directo Todos os tempos são GMT

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