Avanteatro

11-09-2003
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Avanteatro

Do palco para a plateia

O Avanteatro abriu este ano ao público num espaço novo que correspondeu a um conceito diferente do teatro na Festa.

O ruído normal da Festa, onde se cruzam múltiplas fontes sonoras, constituiu ao longo dos anos uma dificuldade para os actores e público, prejudicando, por vezes fatalmente, muitos espectáculos.

Mesmo a mudança de local verificada em 1996, para a zona ribeirinha, aberta nesse ano aos visitantes, revelou-se insuficiente pois não garantiu o desejado silêncio devido à proximidade do Palco 25 de Abril.

Este ano, porém, os organizadores foram mais além. Não se limitaram a procurar uma nova localização e decidiram apostar no teatro de rua, certamente mais adequado às condições da Festa.

Surgiu assim, perto da entrada da Quinta da Princesa, um novo recinto ao ar livre, delimitado por painéis de madeira, que albergava um palco de generosas dimensões com aparelhagem sonora, bem como cadeiras para o público.

Por aqui passaram grupos consagrados como o Teatro Art'Imagem e o Teatro ao Largo e ainda a Associação Teatral «O Olho». Esta última abriu a programação no sábado à tarde, apresentando um espectáculo que combinou música, expressão corporal, cor e movimento. «O Mundo Morre a Ocidente III» é uma peça baseada numa história de uma personagem muda que ressuscita três vezes e foi encenada por João Garcia Miguel. A interpretação esteve a cargo de Ana Borralho, José Pedro Garcia, Maria Radic, Miguel Borges, Mónica Samões e Rita Só.

O Art'Imagem apresentou à noite a peça «Deuses Como Nós», versão livre dos doze trabalhos de Hércules que mistura elementos da antiguidade grega com referências dos nossos dias. Com texto de Ricardo Alves, que integrou a equipa de encenação com José Leitão e Pedro Carvalho, a interpretação foi de Jorge Pinho, José Leitão, Lúcia Ramos, Marta Mateus, Pedro Carvalho e Vitória Horta, entre outros.

A programação de domingo foi preenchida com duas peças do Teatro ao Largo: «Arlequim» e «Salomé» que fechou a noite.

«Arlequim» é uma farsa adaptada de um texto do século XVIII, escrito para ser representado nos mercados e feiras de Paris e arredores por uma trupe de actores viajantes. Comédia divertida, cheia de colorido e acção, cativou crianças e adultos que encheram o Avanteatro na manhã de domingo.

Avanteatro

Do palco para a plateia

O Avanteatro abriu este ano ao público num espaço novo que correspondeu a um conceito diferente do teatro na Festa.

O ruído normal da Festa, onde se cruzam múltiplas fontes sonoras, constituiu ao longo dos anos uma dificuldade para os actores e público, prejudicando, por vezes fatalmente, muitos espectáculos.

Mesmo a mudança de local verificada em 1996, para a zona ribeirinha, aberta nesse ano aos visitantes, revelou-se insuficiente pois não garantiu o desejado silêncio devido à proximidade do Palco 25 de Abril.

Este ano, porém, os organizadores foram mais além. Não se limitaram a procurar uma nova localização e decidiram apostar no teatro de rua, certamente mais adequado às condições da Festa.

Surgiu assim, perto da entrada da Quinta da Princesa, um novo recinto ao ar livre, delimitado por painéis de madeira, que albergava um palco de generosas dimensões com aparelhagem sonora, bem como cadeiras para o público.

Por aqui passaram grupos consagrados como o Teatro Art'Imagem e o Teatro ao Largo e ainda a Associação Teatral «O Olho». Esta última abriu a programação no sábado à tarde, apresentando um espectáculo que combinou música, expressão corporal, cor e movimento. «O Mundo Morre a Ocidente III» é uma peça baseada numa história de uma personagem muda que ressuscita três vezes e foi encenada por João Garcia Miguel. A interpretação esteve a cargo de Ana Borralho, José Pedro Garcia, Maria Radic, Miguel Borges, Mónica Samões e Rita Só.

O Art'Imagem apresentou à noite a peça «Deuses Como Nós», versão livre dos doze trabalhos de Hércules que mistura elementos da antiguidade grega com referências dos nossos dias. Com texto de Ricardo Alves, que integrou a equipa de encenação com José Leitão e Pedro Carvalho, a interpretação foi de Jorge Pinho, José Leitão, Lúcia Ramos, Marta Mateus, Pedro Carvalho e Vitória Horta, entre outros.

A programação de domingo foi preenchida com duas peças do Teatro ao Largo: «Arlequim» e «Salomé» que fechou a noite.

«Arlequim» é uma farsa adaptada de um texto do século XVIII, escrito para ser representado nos mercados e feiras de Paris e arredores por uma trupe de actores viajantes. Comédia divertida, cheia de colorido e acção, cativou crianças e adultos que encheram o Avanteatro na manhã de domingo.

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