«Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras, foi esta segunda-feira condenado a sete anos de prisão efectiva e perda de mandato por quatro crimes» Coisa rara esta a de um político português ser condenado a prisão efectiva. Contra tudo e contra todos, Isaltino decidiu-se pela fuga para a frente. Concorreu por Oeiras e ganhou, mesmo sem contar com o apoio do seu partido de sempre. Tal como Fátima Felgueiras, provou que o Povo pouco se importa com a "perseguição" que a justiça faz aos seus governantes locais, antes reforçando a teoria de que "a política nada tem a ver com a justiça".Com esta condenação, não definitiva claro, pouca ou nenhuma legitimidade terá para ir a votos nas próximas autárquicas, apesar de os deputados do partido, que já foi o seu, retirarem atempadamente da discussão (sabe-se lá porquê), o diploma que impedia os políticos acusados, pronunciados ou condenados por crimes especialmente graves, de continuarem a exercer cargos políticos. Considerado como "autarca modelo", achou que esse epíteto lhe daria autoridade e imunidade suficientes para se ir governando com dinheiros que considerou seus e que geriu a seu bel-prazer, em proveito próprio, acabando por ser denunciado por uma antiga secretária, de quem não terá muitas saudades.
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«Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras, foi esta segunda-feira condenado a sete anos de prisão efectiva e perda de mandato por quatro crimes» Coisa rara esta a de um político português ser condenado a prisão efectiva. Contra tudo e contra todos, Isaltino decidiu-se pela fuga para a frente. Concorreu por Oeiras e ganhou, mesmo sem contar com o apoio do seu partido de sempre. Tal como Fátima Felgueiras, provou que o Povo pouco se importa com a "perseguição" que a justiça faz aos seus governantes locais, antes reforçando a teoria de que "a política nada tem a ver com a justiça".Com esta condenação, não definitiva claro, pouca ou nenhuma legitimidade terá para ir a votos nas próximas autárquicas, apesar de os deputados do partido, que já foi o seu, retirarem atempadamente da discussão (sabe-se lá porquê), o diploma que impedia os políticos acusados, pronunciados ou condenados por crimes especialmente graves, de continuarem a exercer cargos políticos. Considerado como "autarca modelo", achou que esse epíteto lhe daria autoridade e imunidade suficientes para se ir governando com dinheiros que considerou seus e que geriu a seu bel-prazer, em proveito próprio, acabando por ser denunciado por uma antiga secretária, de quem não terá muitas saudades.