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Uma Pergunta Aos Deputados
Pergunta: O Estado Português pode (ou deve) fazer mais para proteger os nossos compatriotas residentes na África do Sul?”
Paulo Pisco
Deputado do PS e presidente da Sub-Comissão das Comunidades Portuguesas
O Governo português tem estado muito atento ao problema da violência na África do Sul, que só este ano já vitimou mais de uma dezena de compatriotas nossos. Têm sido feitas várias deslocações de membros do Governo à África do Sul, insistentes contactos com autoridades, de que se salienta a recente vinda a Portugal da ministra da Segurança daquele país.
O Governo tem exercido uma acção estruturada em quatro pontos. Na prevenção. No combate ao crime. No apoio às vítimas. Na cooperação.
As acções têm sido dirigidas para a sensibilização da comunidade portuguesa na África do Sul para se organizarem, colaborarem mais com as polícias e para adoptarem outros hábitos que tornem os portugueses menos susceptíveis de serem alvos da criminalidade.
De destacar também os esforços que têm sido feitos pelo Governo português para sensibilizar a comunidade internacional, sobretudo países membros da União Europeia e os Estados Unidos, a envolverem-se nesta questão e apoiar as autoridades sul-africanas, designadamente através de mais meios de combate ao crime.
Foi também criado um gabinete de apoio psicológico no consulado de Joanesburgo, como forma de dar resposta às perturbações que causa a instabilidade provocada pela violência a familiares e amigos daqueles que directa ou indirectamente são atingidos pela criminalidade.
A vinda da ministra da Segurança a Portugal e agora a ida do Secretário de Estado da Cooperação, Luís Amado, à África do Sul, insere-se numa política de cooperação com as autoridades sul-africanas e de acompanhamento da situação naquele país onde existe uma importante comunidade portuguesa.
Convém dizer ainda que a criminalidade não afecta só a comunidade portuguesa. Atinge várias comunidades e etnias e também a polícia, tendo já sido mortos várias centenas de agentes. Para isso contribuem fenómenos difíceis de controlar como a pobreza, o desemprego, a falta de apoio social e as deslocações em massa de pessoas de países limítrofes.
O Governo tem feito tudo o que está ao seu alcance para responder à ansiedade e expectativas da Comunidade Portuguesa, nos limites do respeito da soberania da África do Sul. Não deixa de ser significativo desta preocupação que a primeira visita efectuada a um país estrangeiro pelo Secretário de Estado das Comunidades, Dr. João Rui de Almeida, há pouco menos de um ano, tenha sido precisamente à África do Sul.
João Rebelo
Deputado do CDS-PP e membro da Sub-Comissão das Comunidades Portuguesas
A comunidade lusa residente na África do Sul tem sido alvo de grande violência, que não tem parado de se manifestar, tendo sido assassinados, nos últimos meses, vários portugueses emigrantes.
O medo está a fazer com que muitos portugueses ponderem a hipótese de regressar a Portugal, enquanto que outros equacionam deslocar-se de áreas mais perigosas, como a cidade de Joanesburgo, para zonas onde a violência é menor, tudo com gravíssimos prejuízos morais e patrimoniais.
Face a todos estes acontecimentos, o Grupo Parlamentar do CDS/Partido Popular sugeriu, no mês de Maio, ao Presidente da Assembleia da República, que se digne tomar a iniciativa de organizar e enviar uma missão parlamentar que se desloque com urgência à África do Sul, no sentido não só de se inteirar da situação de insegurança e violência que os portugueses residentes sentem, mas igualmente de lhes demonstrar a solidariedade nacional para com eles e seus familiares.
Tal missão deverá, a nosso ver, estar em estreita colaboração com o Ministério dos Negócios Estrangeiros e respectivas entidades, por forma a sensibilizar as autoridades sul-africanas para a necessidade de garantir a segurança de pessoas e bens da comunidades portuguesa.
-A-A-
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Pergunta: O Estado Português pode (ou deve) fazer mais para proteger os nossos compatriotas residentes na África do Sul?”
Paulo Pisco
Deputado do PS e presidente da Sub-Comissão das Comunidades Portuguesas
O Governo português tem estado muito atento ao problema da violência na África do Sul, que só este ano já vitimou mais de uma dezena de compatriotas nossos. Têm sido feitas várias deslocações de membros do Governo à África do Sul, insistentes contactos com autoridades, de que se salienta a recente vinda a Portugal da ministra da Segurança daquele país.
O Governo tem exercido uma acção estruturada em quatro pontos. Na prevenção. No combate ao crime. No apoio às vítimas. Na cooperação.
As acções têm sido dirigidas para a sensibilização da comunidade portuguesa na África do Sul para se organizarem, colaborarem mais com as polícias e para adoptarem outros hábitos que tornem os portugueses menos susceptíveis de serem alvos da criminalidade.
De destacar também os esforços que têm sido feitos pelo Governo português para sensibilizar a comunidade internacional, sobretudo países membros da União Europeia e os Estados Unidos, a envolverem-se nesta questão e apoiar as autoridades sul-africanas, designadamente através de mais meios de combate ao crime.
Foi também criado um gabinete de apoio psicológico no consulado de Joanesburgo, como forma de dar resposta às perturbações que causa a instabilidade provocada pela violência a familiares e amigos daqueles que directa ou indirectamente são atingidos pela criminalidade.
A vinda da ministra da Segurança a Portugal e agora a ida do Secretário de Estado da Cooperação, Luís Amado, à África do Sul, insere-se numa política de cooperação com as autoridades sul-africanas e de acompanhamento da situação naquele país onde existe uma importante comunidade portuguesa.
Convém dizer ainda que a criminalidade não afecta só a comunidade portuguesa. Atinge várias comunidades e etnias e também a polícia, tendo já sido mortos várias centenas de agentes. Para isso contribuem fenómenos difíceis de controlar como a pobreza, o desemprego, a falta de apoio social e as deslocações em massa de pessoas de países limítrofes.
O Governo tem feito tudo o que está ao seu alcance para responder à ansiedade e expectativas da Comunidade Portuguesa, nos limites do respeito da soberania da África do Sul. Não deixa de ser significativo desta preocupação que a primeira visita efectuada a um país estrangeiro pelo Secretário de Estado das Comunidades, Dr. João Rui de Almeida, há pouco menos de um ano, tenha sido precisamente à África do Sul.
João Rebelo
Deputado do CDS-PP e membro da Sub-Comissão das Comunidades Portuguesas
A comunidade lusa residente na África do Sul tem sido alvo de grande violência, que não tem parado de se manifestar, tendo sido assassinados, nos últimos meses, vários portugueses emigrantes.
O medo está a fazer com que muitos portugueses ponderem a hipótese de regressar a Portugal, enquanto que outros equacionam deslocar-se de áreas mais perigosas, como a cidade de Joanesburgo, para zonas onde a violência é menor, tudo com gravíssimos prejuízos morais e patrimoniais.
Face a todos estes acontecimentos, o Grupo Parlamentar do CDS/Partido Popular sugeriu, no mês de Maio, ao Presidente da Assembleia da República, que se digne tomar a iniciativa de organizar e enviar uma missão parlamentar que se desloque com urgência à África do Sul, no sentido não só de se inteirar da situação de insegurança e violência que os portugueses residentes sentem, mas igualmente de lhes demonstrar a solidariedade nacional para com eles e seus familiares.
Tal missão deverá, a nosso ver, estar em estreita colaboração com o Ministério dos Negócios Estrangeiros e respectivas entidades, por forma a sensibilizar as autoridades sul-africanas para a necessidade de garantir a segurança de pessoas e bens da comunidades portuguesa.
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