Menezes Ataca Governo
Quarta-feira, 9 de Outubro de 2002 Disputa com Diogo Luz no PSD O autarca de Gaia regressou ontem à luta partidária. Menezes considera lastimável o afastamento dos directores da Segurança Social Filomena Fontes É um duelo em família aquele que está marcado para o próximo sábado no PSD de Gaia: Luís Filipe Menezes, presidente da autarquia local, vai disputar a liderança desta estrutura partidária com o actual deputado Diogo Luz, que foi vice-presidente da câmara, mas que veio a entrar em ruptura com Menezes depois de este lhe ter retirado o pelouro do Urbanismo que acumulava com a vice-presidência do município. O regresso à vida activa partidária de Menezes (há escassos meses, à boca das urnas, desistiu de encabeçar a lista única à Assembleia Distrital do PSD-Porto) está a ser encarado por alguns sectores do PSD portuense como uma espécie de relegitimação do antigo líder distrital junto dos militantes de base para, mais uma vez, se relançar noutros voos políticos. Segundo as mesmas fontes, o presidente da Câmara de Gaia não abdica da posição crítica que mantém em relação à liderança de Durão Barroso e uma vitória interna num concelho que lhe deu uma maioria esmagadora nas últimas autárquicas representaria uma apreciável caução política das suas posições. Ainda ontem, em declarações à Lusa, Menezes considerou "lastimáveis e incompreensíveis" o afastamento pelo Governo dos dezoito directores distritais da Segurança Social, afirmando mesmo "não querer assistir a uma rotação entre 'boys' laranja e rosa". "A carne é fraca", afirmou ainda o autarca que defendeu também uma revisão profunda da Lei das Finanças Locais e uma reforma da admnistração pública. Já o adversário de Menezes nesta luta interna do PSD, o deputado Diogo Luz, faz da "solidariedade" para com a actual direcção nacional do partido uma das palavras-chave do seu discurso de campanha. "A minha candidatura é de consenso e de apoio solidário a todas as estruturas do partido", afirmou. Abstendo-se de comentar os mais recentes remoques públicos de Menezes ao Governo, Diogo Luz reconhece que tem havido "posições hostis", mas centra as suas críticas na alegada incompatibilidade entre o exercício de presidente de câmara e a liderança do partido no concelho. "Não entendo esta candidatura [de Menezes]. Não faz muito sentido do ponto de vista político, nem do ponto de vista funcional. O presidente de Câmara de Gaia tem feito um trabalho meritório e não percebo porque quer dispersar-se agora numa função partidária deste nível", explica. Combatendo este argumento, Menezes tentou demonstrar, numa carta que enviou aos militantes, a falácia da acusação do seu opositor ao enumerar o autarcas que, no distrito do Porto, acumulam essas funções com cargos partidários. E garante que só mesmo Vila Nova de Gaia fica de fora. OUTROS TÍTULOS EM NACIONAL Governo apela à imaginação das autarquias
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Assistente da acusação queixa-se de pressões
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Menezes Ataca Governo
Quarta-feira, 9 de Outubro de 2002 Disputa com Diogo Luz no PSD O autarca de Gaia regressou ontem à luta partidária. Menezes considera lastimável o afastamento dos directores da Segurança Social Filomena Fontes É um duelo em família aquele que está marcado para o próximo sábado no PSD de Gaia: Luís Filipe Menezes, presidente da autarquia local, vai disputar a liderança desta estrutura partidária com o actual deputado Diogo Luz, que foi vice-presidente da câmara, mas que veio a entrar em ruptura com Menezes depois de este lhe ter retirado o pelouro do Urbanismo que acumulava com a vice-presidência do município. O regresso à vida activa partidária de Menezes (há escassos meses, à boca das urnas, desistiu de encabeçar a lista única à Assembleia Distrital do PSD-Porto) está a ser encarado por alguns sectores do PSD portuense como uma espécie de relegitimação do antigo líder distrital junto dos militantes de base para, mais uma vez, se relançar noutros voos políticos. Segundo as mesmas fontes, o presidente da Câmara de Gaia não abdica da posição crítica que mantém em relação à liderança de Durão Barroso e uma vitória interna num concelho que lhe deu uma maioria esmagadora nas últimas autárquicas representaria uma apreciável caução política das suas posições. Ainda ontem, em declarações à Lusa, Menezes considerou "lastimáveis e incompreensíveis" o afastamento pelo Governo dos dezoito directores distritais da Segurança Social, afirmando mesmo "não querer assistir a uma rotação entre 'boys' laranja e rosa". "A carne é fraca", afirmou ainda o autarca que defendeu também uma revisão profunda da Lei das Finanças Locais e uma reforma da admnistração pública. Já o adversário de Menezes nesta luta interna do PSD, o deputado Diogo Luz, faz da "solidariedade" para com a actual direcção nacional do partido uma das palavras-chave do seu discurso de campanha. "A minha candidatura é de consenso e de apoio solidário a todas as estruturas do partido", afirmou. Abstendo-se de comentar os mais recentes remoques públicos de Menezes ao Governo, Diogo Luz reconhece que tem havido "posições hostis", mas centra as suas críticas na alegada incompatibilidade entre o exercício de presidente de câmara e a liderança do partido no concelho. "Não entendo esta candidatura [de Menezes]. Não faz muito sentido do ponto de vista político, nem do ponto de vista funcional. O presidente de Câmara de Gaia tem feito um trabalho meritório e não percebo porque quer dispersar-se agora numa função partidária deste nível", explica. Combatendo este argumento, Menezes tentou demonstrar, numa carta que enviou aos militantes, a falácia da acusação do seu opositor ao enumerar o autarcas que, no distrito do Porto, acumulam essas funções com cargos partidários. E garante que só mesmo Vila Nova de Gaia fica de fora. OUTROS TÍTULOS EM NACIONAL Governo apela à imaginação das autarquias
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