Assembleia e câmaras menos confiáveis

05-07-2003
marcar artigo

Assembleia e Câmaras Menos Confiáveis

Por N.S.L.

Quinta-feira, 03 de Julho de 2003

Das instituições políticas portuguesas só o Governo e a Presidência da República mereceram mais confiança este mês do que em Maio. A Assembleia da República, as autarquias e os tribunais registaram uma quebra na confiança entre os que foram questionados pela Universidade Católica. Ainda assim o Governo continua a ser a instituição em quem os portugueses parecem confiar menos. Quase 45 por cento dos inquiridos afirmou que tem "pouca" ou "nenhuma" confiança no Executivo.

Sobre o Parlamento, o total dos que não confiam chegou aos 36,9 por cento. Uma subida de dois por cento, quando comparado com os resultados obtidos há um ano. Também as câmaras municipais parecem ter perdido alguma da credibilidade que detinham entre os eleitores. Há uns anos os que tinham pouca ou nenhuma confiança no município representavam 25 por cento do universo. Este mês já são mais de 30 por cento. Números que se explicam com as recentes polémicas que enviolvem fraudes nas câmara municipais. Uma situação a que nem a Assembleia da República escapa devido ao caso do social-democrata Cruz Silva, acusado em Águeda de corrupção. Também o sistema judicial fica mais mal visto este ano. Tanto o Tribunal Constitucional como o Supremo Tribunal de Justiça vêem aumentar o número dos que não confiam, o mesmo se passando com o procurador-geral da República. Em Junho de 2002, eram 22 por cento os que tinham pouca ou nenhuma confiança em Souto Moura. Este mês são 27,5 por cento.

Não espanta por isso que mais de metade dos inquiridos (68,2 por cento) tenham reconhecido estar "pouco" ou "nada" satisfeitos com a maneira como funciona a democracia em Portugal.

Assembleia e Câmaras Menos Confiáveis

Por N.S.L.

Quinta-feira, 03 de Julho de 2003

Das instituições políticas portuguesas só o Governo e a Presidência da República mereceram mais confiança este mês do que em Maio. A Assembleia da República, as autarquias e os tribunais registaram uma quebra na confiança entre os que foram questionados pela Universidade Católica. Ainda assim o Governo continua a ser a instituição em quem os portugueses parecem confiar menos. Quase 45 por cento dos inquiridos afirmou que tem "pouca" ou "nenhuma" confiança no Executivo.

Sobre o Parlamento, o total dos que não confiam chegou aos 36,9 por cento. Uma subida de dois por cento, quando comparado com os resultados obtidos há um ano. Também as câmaras municipais parecem ter perdido alguma da credibilidade que detinham entre os eleitores. Há uns anos os que tinham pouca ou nenhuma confiança no município representavam 25 por cento do universo. Este mês já são mais de 30 por cento. Números que se explicam com as recentes polémicas que enviolvem fraudes nas câmara municipais. Uma situação a que nem a Assembleia da República escapa devido ao caso do social-democrata Cruz Silva, acusado em Águeda de corrupção. Também o sistema judicial fica mais mal visto este ano. Tanto o Tribunal Constitucional como o Supremo Tribunal de Justiça vêem aumentar o número dos que não confiam, o mesmo se passando com o procurador-geral da República. Em Junho de 2002, eram 22 por cento os que tinham pouca ou nenhuma confiança em Souto Moura. Este mês são 27,5 por cento.

Não espanta por isso que mais de metade dos inquiridos (68,2 por cento) tenham reconhecido estar "pouco" ou "nada" satisfeitos com a maneira como funciona a democracia em Portugal.

marcar artigo