Governo Orgulha-se de Auxílio Imediato às Vítimas dos Fogos
Por JOSÉ BENTO AMARO
Quarta-feira, 08 de Outubro de 2003
O secretário de Estado do Ministério das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente, Miguel Relvas, bem como os deputados do PSD e CDS, elogiaram ontem, durante a primeira reunião da comissão parlamentar nomeada para debater as causas e consequências dos incêndios florestais, a prontidão na utilização dos meios de socorro e, sobretudo, a imediata tomada de medidas tendentes a auxiliar as vítimas.
Miguel Relvas surgiu na comissão com um dossier esmiuçado de números, onde avultam quase 1,5 milhões de euros já distribuídos no âmbito dos apoios de emergência (subsídios de sobrevivência, subsídios mensais complementares, prestações complementares e apoios eventuais a situações de grande carência). Além desse montante, disse, também foram já distruídos 2,8 milhões de euros para os criadores que perderam animais e para alimentação de outros. Um quadro, afinal, onde o dinheiro está a escorrer e que deverá ficar completo quando, no final desta semana, o Fundo de Solidariedade da União Europeia anunciar uma ajuda extraordinária de mais 48,5 milhões.
Se, para o Governo, permanece a ideia de uma actuação exemplar no plano das indemnizações e mesmo no desencadear de planos de emergência durante o período dos fogos, já a oposição, nomeadamente o PS, manifestou dúvidas quanto ao futuro próximo e que se prende com a prevenção de outras catástrofes, como eventuais contaminações de cursos de água por matérias arrastadas dos terrenos e cheias.
O deputado socialista Capoulas Santos foi mesmo ao ponto de afirmar que, num só ano de mandato deste Governo, ardeu "mais ou menos a mesma área" do que nos seis anos e meio que o seu partido esteve no executivo. Quis o ex-ministro da Agricultura dizer que houve "desivestimento" nas acções preventivas e, em consequência, aumentaram substancialmente os fogos.
A intervenção de Capoulas Santos criou algum "frisson" entre os deputados do PSD, e acabou por ser Ofélia Moleiro, citando milhões de euros distribuídos entre 2002 e 2003 quem, virando-se para os socialistas, disse: "Não digo que são mentirosos, mas que estão a falar mentira, isso estão".
A próxima reunião da comissão terá lugar no dia 15, pelas 10h, estando prevista a presença do ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes.
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Governo Orgulha-se de Auxílio Imediato às Vítimas dos Fogos
Por JOSÉ BENTO AMARO
Quarta-feira, 08 de Outubro de 2003
O secretário de Estado do Ministério das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente, Miguel Relvas, bem como os deputados do PSD e CDS, elogiaram ontem, durante a primeira reunião da comissão parlamentar nomeada para debater as causas e consequências dos incêndios florestais, a prontidão na utilização dos meios de socorro e, sobretudo, a imediata tomada de medidas tendentes a auxiliar as vítimas.
Miguel Relvas surgiu na comissão com um dossier esmiuçado de números, onde avultam quase 1,5 milhões de euros já distribuídos no âmbito dos apoios de emergência (subsídios de sobrevivência, subsídios mensais complementares, prestações complementares e apoios eventuais a situações de grande carência). Além desse montante, disse, também foram já distruídos 2,8 milhões de euros para os criadores que perderam animais e para alimentação de outros. Um quadro, afinal, onde o dinheiro está a escorrer e que deverá ficar completo quando, no final desta semana, o Fundo de Solidariedade da União Europeia anunciar uma ajuda extraordinária de mais 48,5 milhões.
Se, para o Governo, permanece a ideia de uma actuação exemplar no plano das indemnizações e mesmo no desencadear de planos de emergência durante o período dos fogos, já a oposição, nomeadamente o PS, manifestou dúvidas quanto ao futuro próximo e que se prende com a prevenção de outras catástrofes, como eventuais contaminações de cursos de água por matérias arrastadas dos terrenos e cheias.
O deputado socialista Capoulas Santos foi mesmo ao ponto de afirmar que, num só ano de mandato deste Governo, ardeu "mais ou menos a mesma área" do que nos seis anos e meio que o seu partido esteve no executivo. Quis o ex-ministro da Agricultura dizer que houve "desivestimento" nas acções preventivas e, em consequência, aumentaram substancialmente os fogos.
A intervenção de Capoulas Santos criou algum "frisson" entre os deputados do PSD, e acabou por ser Ofélia Moleiro, citando milhões de euros distribuídos entre 2002 e 2003 quem, virando-se para os socialistas, disse: "Não digo que são mentirosos, mas que estão a falar mentira, isso estão".
A próxima reunião da comissão terá lugar no dia 15, pelas 10h, estando prevista a presença do ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes.