Segunda-feira, 03 de Maio de 2004
As coisas já se passaram há um mês e meio, mas só agora a história foi divulgada. Mesmo assim, sem nomes. Dia 15 de Março, segunda-feira, ainda a digerir a vitória do PSOE nas surpreendentes eleições espanholas, certo banqueiro telefonou a um dos quadros do seu banco para o interrogar: "Diga-me doutor, você que conhece o José Luís Zapatero", começou o banqueiro, que tem interesses em Espanha: "Como é que ele é?" Do outro lado houve uma breve pausa. "Sabe, senhor engenheiro, é talvez melhor dar-lhe um exemplo", retorquiu, enfim, o assessor. "Imagine o senhor que adormecia sexta-feira, que dormia todo o fim-de-semana, e que, ao acordar segunda-feira, o primeiro-ministro de Portugal era o António José Seguro." "Estou a ver", suspirou o banqueiro. E despediram-se
A romaria não correu bem ao director-geral dos impostos. Na passada semana, soube-se que Armindo Sousa Ribeiro se tinha deslocado a Roma por dois dias, a acompanhar a sua mulher que, parece, seria familiar da recém beatificada Alexandrina de Balasar, mais conhecida entre os portugueses pela santinha de Balasar. P&P tentou confirmar todos esses aspectos e obter um comentário oficial, mas (mais uma vez) não obteve resposta do Ministério das Finanças. De qualquer forma, familiar ou não, a presença do director-geral nas cerimónias de beatificação não lhe trouxe muita sorte. Apanhado a meio de alterações que estava a fazer na administração fiscal, e contra a sua vontade, Sousa Ribeiro foi apeado do cargo na mesma semana, com apenas ano e meio de mandato cumprido, e substituído por um quadro do BCP. O director-geral queixou-se da demissão - mas ou não soube endereçar os seus pedidos ou, quem sabe, há quem escreva direito por linhas tortas...
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Segunda-feira, 03 de Maio de 2004
As coisas já se passaram há um mês e meio, mas só agora a história foi divulgada. Mesmo assim, sem nomes. Dia 15 de Março, segunda-feira, ainda a digerir a vitória do PSOE nas surpreendentes eleições espanholas, certo banqueiro telefonou a um dos quadros do seu banco para o interrogar: "Diga-me doutor, você que conhece o José Luís Zapatero", começou o banqueiro, que tem interesses em Espanha: "Como é que ele é?" Do outro lado houve uma breve pausa. "Sabe, senhor engenheiro, é talvez melhor dar-lhe um exemplo", retorquiu, enfim, o assessor. "Imagine o senhor que adormecia sexta-feira, que dormia todo o fim-de-semana, e que, ao acordar segunda-feira, o primeiro-ministro de Portugal era o António José Seguro." "Estou a ver", suspirou o banqueiro. E despediram-se
A romaria não correu bem ao director-geral dos impostos. Na passada semana, soube-se que Armindo Sousa Ribeiro se tinha deslocado a Roma por dois dias, a acompanhar a sua mulher que, parece, seria familiar da recém beatificada Alexandrina de Balasar, mais conhecida entre os portugueses pela santinha de Balasar. P&P tentou confirmar todos esses aspectos e obter um comentário oficial, mas (mais uma vez) não obteve resposta do Ministério das Finanças. De qualquer forma, familiar ou não, a presença do director-geral nas cerimónias de beatificação não lhe trouxe muita sorte. Apanhado a meio de alterações que estava a fazer na administração fiscal, e contra a sua vontade, Sousa Ribeiro foi apeado do cargo na mesma semana, com apenas ano e meio de mandato cumprido, e substituído por um quadro do BCP. O director-geral queixou-se da demissão - mas ou não soube endereçar os seus pedidos ou, quem sabe, há quem escreva direito por linhas tortas...