Leitor com Opinião Que reformas na Educação? Domingos Augusto Silva Dias
Professor na Escola Secundária Emídio Navarro
Almada
Quando um país, em eleições livres, decide por uma alternativa do poder político, é certamente na expectativa de melhores soluções para os problemas que o afectam. As pessoas não são masoquistas ao ponto de votarem numa alternativa que, duma forma prepotente, apoiada na ideia do «quero, posso e mando» que os resultados eleitorais só aparentemente legitimam, assume medidas altamente comprometedoras do seu futuro. É que quem não aposta na Educação, não pode desejar ter futuro! Relativamente ao Ensino Secundário, pensava eu, e muitas outras pessoas, provavelmente todo o país, excepto os especialistas e empresários que o Sr. Ministro diz ter consultado, que o caminho a seguir só poderia passar por um maior investimento, por uma aposta mais forte que conduzisse à tomada de decisões e de medidas incentivadoras da frequência, da actualização e da inovação dos Cursos Tecnológicos, nomeadamente o de Mecânica. Relativamente ao Ensino Secundário, pensava eu, e muitas outras pessoas, provavelmente todo o país, excepto os especialistas e empresários que o Sr. Ministro diz ter consultado, que o caminho a seguir só poderia passar por um maior investimento, por uma aposta mais forte que conduzisse à tomada de decisões e de medidas incentivadoras da frequência, da actualização e da inovação dos Cursos Tecnológicos, nomeadamente o de Mecânica. A surpresa foi total!... E a indignação também!... A surpresa foi total!... E a indignação também!... Algumas das medidas anunciadas pelo Sr. Ministro da Educação relativamente à Reforma do Ensino Secundário, referenciadas como «reformadoras», recordam-me as que normalmente são tomadas por aqueles que, sendo colocados em determinados cargos, logo se apressam a mudar a disposição do mobiliário dos seus gabinetes e, pontualmente, a eliminar uma ou outra peça mais antiga, quase sempre mais valiosa, que o bom senso aconselharia a decidir pelo investimento urgente na sua recuperação e remodelação, e a colocar, na moldura existente, uma nova fotografia pessoal ou familiar. O mobiliário continua a ser praticamente o mesmo, mas o aspecto geral apresenta-se diferente, o que não significa, melhor. Algumas das medidas anunciadas pelo Sr. Ministro da Educação relativamente à Reforma do Ensino Secundário, referenciadas como «reformadoras», recordam-me as que normalmente são tomadas por aqueles que, sendo colocados em determinados cargos, logo se apressam a mudar a disposição do mobiliário dos seus gabinetes e, pontualmente, a eliminar uma ou outra peça mais antiga, quase sempre mais valiosa, que o bom senso aconselharia a decidir pelo investimento urgente na sua recuperação e remodelação, e a colocar, na moldura existente, uma nova fotografia pessoal ou familiar. O mobiliário continua a ser praticamente o mesmo, mas o aspecto geral apresenta-se diferente, o que não significa, melhor. A intenção do Sr. Ministro da Educação de retirar a Mecânica da lista de Cursos Tecnológicos do Ensino Secundário, tem-me prejudicado o descanso nocturno. É com dificuldade que, quando me deito, consigo adormecer e ter um sono calmo e retemperador. As ideias fervilham, e a mais inconfessável adjectivação para classificar esta decisão peregrina e o seu mentor, perpassa pela minha mente em ritmo alucinante. A intenção do Sr. Ministro da Educação de retirar a Mecânica da lista de Cursos Tecnológicos do Ensino Secundário, tem-me prejudicado o descanso nocturno. É com dificuldade que, quando me deito, consigo adormecer e ter um sono calmo e retemperador. As ideias fervilham, e a mais inconfessável adjectivação para classificar esta decisão peregrina e o seu mentor, perpassa pela minha mente em ritmo alucinante. Confesso, envergonhado, que algumas dessas «ideias sobre-adjectivadas» me provocam um grau de satisfação momentâneo, que ficará próximo daquele que frequentemente é perceptível, via televisão, nos rosto de alguns dos Srs. Deputados da Assembleia da República, qual «orgasmo» de natureza eventualmente intelectual que ainda não consegui atingir, a aconselhar o pequeno círculo no canto superior direito do ecrã, sempre que os mesmos julgam que as suas intervenções, de natureza retórica e muitas vezes demagógica e vazia de conteúdo, «arrasam» a dignidade das que as precederam e dos respectivos interlocutores e parceiros parlamentares. Confesso, envergonhado, que algumas dessas «ideias sobre-adjectivadas» me provocam um grau de satisfação momentâneo, que ficará próximo daquele que frequentemente é perceptível, via televisão, nos rosto de alguns dos Srs. Deputados da Assembleia da República, qual «orgasmo» de natureza eventualmente intelectual que ainda não consegui atingir, a aconselhar o pequeno círculo no canto superior direito do ecrã, sempre que os mesmos julgam que as suas intervenções, de natureza retórica e muitas vezes demagógica e vazia de conteúdo, «arrasam» a dignidade das que as precederam e dos respectivos interlocutores e parceiros parlamentares. É grande a minha revolta! A revolta de quem já dedicou à Mecânica e ao seu ensino, em regime de total exclusividade, quase três décadas da sua vida, e vê nela um pilar fundamental do desenvolvimento técnico e tecnológico de qualquer país moderno, pela essencialidade e transversalidade dos saberes e/ou competências que lhe são inerentes, visto serem imprescindíveis ao entendimento e à aplicação prática de quase todas as outras áreas disciplinares e profissionais. É grande a minha revolta! A revolta de quem já dedicou à Mecânica e ao seu ensino, em regime de total exclusividade, quase três décadas da sua vida, e vê nela um pilar fundamental do desenvolvimento técnico e tecnológico de qualquer país moderno, pela essencialidade e transversalidade dos saberes e/ou competências que lhe são inerentes, visto serem imprescindíveis ao entendimento e à aplicação prática de quase todas as outras áreas disciplinares e profissionais. Por maior esforço que faça, não consigo entender os motivos que levaram o Sr. Ministro a decidir como decidiu. Se é, como quer parecer ser, tão sério, tão competente, tão responsável pelos destinos da educação e do futuro de Portugal, não pode justificar a exclusão do Curso Tecnológico de Mecânica da maneira como o fez, ou como não o fez. Por maior esforço que faça, não consigo entender os motivos que levaram o Sr. Ministro a decidir como decidiu. Se é, como quer parecer ser, tão sério, tão competente, tão responsável pelos destinos da educação e do futuro de Portugal, não pode justificar a exclusão do Curso Tecnológico de Mecânica da maneira como o fez, ou como não o fez. São muitas as perguntas que continuam sem resposta convincente do Sr. Ministro, pelo que, naturalmente, a sua (ir)responsabilidade em todo este processo tem de ser, no mínimo, questionada. São muitas as perguntas que continuam sem resposta convincente do Sr. Ministro, pelo que, naturalmente, a sua (ir)responsabilidade em todo este processo tem de ser, no mínimo, questionada. - Que especialistas e que empresários o aconselharam? - Que especialistas e que empresários o aconselharam? - Será que os especialistas são do Ministério das Finanças? - Será que os especialistas são do Ministério das Finanças? - Será que os empresários de que fala pertencem a empresas que, até agora e com base em subsídios prestes a deixarem de receber, promoviam a formação profissional? - Será que os empresários de que fala pertencem a empresas que, até agora e com base em subsídios prestes a deixarem de receber, promoviam a formação profissional? - Em que momento(s) e/ou sede(s) de discussão, foi para ele clara a necessidade, ou conveniência, dessa exclusão? - Em que momento(s) e/ou sede(s) de discussão, foi para ele clara a necessidade, ou conveniência, dessa exclusão? - Porquê a Mecânica? - Porquê a Mecânica? - Que interesses estão por detrás desta medida? (Prefiro pensar que são interesses, do que desinteresses!...). - Que interesses estão por detrás desta medida? (Prefiro pensar que são interesses, do que desinteresses!...). - Será que a natureza da sua formação académica, limita a capacidade de entendimento da dimensão, da grandiosidade, da Mecânica? - Será que a natureza da sua formação académica, limita a capacidade de entendimento da dimensão, da grandiosidade, da Mecânica? - Será que sabe que os currículos das disciplinas da área de formação técnica do Curso Tecnológico de Mecânica já há muito contemplam o tratamento de aplicações no âmbito das TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), que tão insistente e naturalmente preconiza, algumas delas só possíveis de serem tratadas no contexto desta área? - Será que sabe que os currículos das disciplinas da área de formação técnica do Curso Tecnológico de Mecânica já há muito contemplam o tratamento de aplicações no âmbito das TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), que tão insistente e naturalmente preconiza, algumas delas só possíveis de serem tratadas no contexto desta área? - Por que motivo o estudo da Mecânica passa a ficar limitado ao Ensino Profissional, de funcionamento dependente da observação de um conjunto de requisitos, alguns dos quais estranhos ao funcionamento das escolas? - Por que motivo o estudo da Mecânica passa a ficar limitado ao Ensino Profissional, de funcionamento dependente da observação de um conjunto de requisitos, alguns dos quais estranhos ao funcionamento das escolas? O Sr. Ministro sabe que os Cursos Profissionais têm objectivos e estruturas muito diferentes das dos Cursos Tecnológicos, que os públicos-alvo respectivos têm expectativas de formação e de profissionalização distintos, e que constituem uma via própria de estudos de nível secundário alternativa ao ensino secundário regular. Assim, será lícito perguntar - se, eventualmente, esta opção fosse considerada como uma aposta positiva, demonstradora da importância que atribui à área da Mecânica - por que motivo(s) não foi alargada às restantes? O Sr. Ministro sabe que os Cursos Profissionais têm objectivos e estruturas muito diferentes das dos Cursos Tecnológicos, que os públicos-alvo respectivos têm expectativas de formação e de profissionalização distintos, e que constituem uma via própria de estudos de nível secundário alternativa ao ensino secundário regular. Assim, será lícito perguntar - se, eventualmente, esta opção fosse considerada como uma aposta positiva, demonstradora da importância que atribui à área da Mecânica - por que motivo(s) não foi alargada às restantes? Parafraseando o Sr. Ministro em sede da Assembleia da República, quando respondia a uma intervenção da Sra. Deputada Ana Benavente, espero que esta minha reflexão não seja interpretada como um ataque à sua honra pessoal, mas antes, um ataque à sua responsabilidade política, que as próximas gerações, certa e infelizmente, não deixarão de cobrar, pela incompreensível decisão de eliminar, qual carrasco, o Curso Tecnológico de Mecânica. Parafraseando o Sr. Ministro em sede da Assembleia da República, quando respondia a uma intervenção da Sra. Deputada Ana Benavente, espero que esta minha reflexão não seja interpretada como um ataque à sua honra pessoal, mas antes, um ataque à sua responsabilidade política, que as próximas gerações, certa e infelizmente, não deixarão de cobrar, pela incompreensível decisão de eliminar, qual carrasco, o Curso Tecnológico de Mecânica. «TICs» do Sr. Ministro da Educação!... Que o futuro se encarregará de denunciar. «TICs» do Sr. Ministro da Educação!... Que o futuro se encarregará de denunciar. 11:29 27 Janeiro 2003
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Comentários
1 a 16 de 16 Chato 23:17 2 Fevereiro 2003 será um professor "primário" ?
Para Henrique Jorge:
Não tarda estou a levar réguadas nas mãos.
Parece que não gostou das minhas contas. Pois então paciência...
Seria melhor que procurasse debater o conteúdo em vez de se armar em espertalhão.
De qualquer forma se souber fazer contas tente provar que ando longe dos verdadeiros números! matraquilho 22:27 2 Fevereiro 2003 Que reformas na educação
Neste país á beira mar plantado, acontece tudo... O PREC já vai longe, mas aparece um Sr. Ministro, desfasado no tempo, alinhando em facilitismos, que acha que para os meninos serem felizes, devem passar menos tempo nas escolas.É uma forma de contribuir para a necessária competitividade dos tugas na U.E. serem felizes!!! À espera das migalhas dos alemães e afins...Os "rosas" pensavam( no que respeita ao tempo semanal de permanência na escola ) o contrário... Como aluno tive aulas ao sábado à tarde... Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades... Sinais dos tempos...Mas que diabo... "nem tudo ao mar nem tudo à terra"... deixe-se de tretas sr. ministro, por detrás distos estão os escudos... ou melhor os euros!!! Quando surgirá uma verdadeira reforma do ensino que não olhe a cifrões e "lobbies" instalados na 24 de Julho? Com este ministro já deu para perceber que só ..." no dia de São Nunca, à Tarde", com este governo fico à espera... é que os cursos tecnológicos custam dinheiro ... e a Dra. manuela Ferreira Leite não deve estar pelos ajustes... matraquilho 03:25 2 Fevereiro 2003 Podemos continuar... chato
1. Faço meu o comentário do Henrique Jorge no que respeita ao h. Uma vez é por engano, agora duas!!!... Já agora não diga que conheceu alguns, diga antes que conheceu proporcionalmente tão bons profissionais como noutras classes.
2. Não sei se será assim... Mas olhe que frequentam acções de formação contínua para subirem e normalmente aproveitam este período.
3. Quanto ao desafio. Garanto, está completamente enganado. Nem todos chegam ao topo porque esta profissão tem um preço... começa a ser pago com consultas de psiquiatria. Isto de aturar os filhos (dos outros) de alguns pais tem que se lhe diga. Sabe que existem estudos em diversos países que apontam como sendo a classe profissional mais penalizada neste aspecto? Para bom entendedor...
4.Antes de chegar aos profs deverá questionar outras situações por exemplo deputados ou a "ultima novidade" em que assessores de ministros ganham mais do que o P.R. Também são pagos pelo herário público....sabia?Mas ainda assim sempre lhe digo que a educação custa dinheiro. A ignorância custará muito mais, logo...
5. Estamos de acordo. Mas olhe que devemos começar pelos poderosos ( ou candidatos a ...) e não por aqueles que andam no terreno ou como se costuma dizer na giria "coçam o pelo do cão".
6. É pena que não tivesse querido (ou podido...é preciso ter habilitações) continuar... certamente não teria escrito o comentário "Contributos para melhorar a educação em portugal " A não ser que exista por aí algum trauma devido ao percurso escolar... Já agora, vem a "talhe de foice" Portugal é uma nação soberana e independente. Começa com uma letra maiúscula...
Saiba que também não sou nenhuma criança. Mais uns anitos e estou na terceira idade. Mas estou sempre a aceitar desafios... e quando não mos colocam, procuro-os eu.Até sempre...
Henrique Jorge 00:03 2 Fevereiro 2003 "Chato 23:43 1 Fevereiro 2003
Isto está a ficar sério, então vamos lá ...
Para o matraquilho:
1.Obviamente que á profs que trabalham bem e obviamente que á excelentes profissionais e eu até conheci alguns."
Não sei se está interessado em aprender ou não, mas olhe que a forma do verbo haver, usada no "Obviamente que á profs que trabalham bem e obviamente que á excelentes profissionais" devia levar um h.
No que diz respeito a contas, acredito que seja tão bom quanto o é a escrever.
Bom fim de semana Chato 23:43 1 Fevereiro 2003 Isto está a ficar sério, então vamos lá ...
Para o matraquilho:
1.Obviamente que á profs que trabalham bem e obviamente que á excelentes profissionais e eu até conheci alguns.
2.Que a maioria no entanto, a partir de julho não volta a meter os pés na escola, nem discuto(não esquecer que os profs do 1ºciclo, educadores etc não corrigem exames, nem fazem horários).
3.Quanto aos vencimentos, admito que fui incorrecto, pois deveria ter enquadrado toda a carreira da função publica, alias so não o fiz porque de facto os profs são uma carreira especifica onde os escaloes correspondem a promoções na fp.Alem disso desafi-o a provar que um professor não atinja sempre o topo da carreira.
4.Quanto a valores, eis algumas contas:
Sabe quantos funcionários publicos são necessarios para pagar a pensão de um prof?
25, repito, 25! Acha justo ?
Sabia que os seus descontos para a cga não chegam para pagar 4 anos de reforma ?
Adivinhe quem paga a sua reforma ?
Acha justo atingir o topo da carreira com 31 anos de serviço, reformar-se com 55 anos de idade enquanto que o resto do pessoal aguenta até aos 65 e para ganhar uma miséria?
5.Um prof não é um boy, isso é outra guerra e outro debate...
6.Embora não tenha sido na situação de para-quedista, tambem já dei aulas e posso lhe dizer que gostei imenso e passei a dar mais valor aos bons profissionais.De qualquer forma não se entenda aqui um ataque á classe, considere a analise de quem não vive a sua "verdade" mas tenta ver o problema de uma forma global.
Quanto ao seu desafio, já não tenho idade para voltar atrás e escolher essa carreira. Quanto a coragem, cada vez encontro menos pessoas capazes de me darem lições(de coragem, está claro!) matraquilho 02:43 1 Fevereiro 2003 chato - continuação
Passa-lhe pela cabeça que existem muitos profs que em Julho Agosto e Setembro fazem na escola muito mais do que as tais 35 horas e os que não o fazem têm exames para corrigir? Quanto aos ordenados está comparativamente muito mal informado... um "boy" em inicio de carreira ganha muito mais. Olhe que ninguém vai para professor por dinheiro. Se tem dúvidas, ganhe coragem e concorra!!!...Será bem recebido desde que não seja um "pára-quedista". Conhece a gíria?... Existem em todas as profissões.Saudações democráticas. matraquilho 02:29 1 Fevereiro 2003 Chato, ofensas!!!...aqui vai o meu desafio...
Creio que foi Sócrates que disse " O Homem é a verdade de todas as coisas" Agora para cada um ter a sua "verdade" é preciso viver essa "verdade". O meu desafio é concorra, preencha os impressos, viva a "verdade" e depois opine com conhecimento de causa.
Por acaso sabe que existem ainda alguns milhares de profs. que preferem cumprir as tais 35 horas destacados ou requisitados nos Ministérios a cumprir o seu horário de professor? Passa-lhe pela cabeça que existem profs nas escolas que chegam a passar noites a fio, para que em meados de Setembro os horários estejam prontos? Eu, já vim um, pura e simplesmente adormecer na escola numa dessas noites... Sabe quando é Passa-lhe pela cabeça que existem profs que em Julho e Setembro gostariam de saber o qu Chato 23:14 31 Janeiro 2003 Oh matraquilho eu não quis ofende-lo...como me fez a mim...
O senhor matraquilho parece que não gostou dos meus contributos. Paciência!
Saiba respeitar democraticamente outras opinioes.
Se não gosta de ouvir verdades... O meu desafio é tão somente este : comente com argumentos e não com insultos! Santoro 23:14 31 Janeiro 2003 QUE REFORMAS? PARA QUEM?
SEMPRE QUE MUDAMOS DE GOVERNO HÁ REFORMAS NO ENSINO, NA SAÚDE E NA FORMAÇÃO!...
DESDE QUE A EDUCAÇÃO, A SAÚDE E A FORMAÇÃO PASSARAM A SER NEGÓCIO A QUALIDADE FOI PARAR ÀS MALVINAS...
DEVIA SER O CONTRÁRIO, MAS INFELISMENTE NESTE POBRE PAÍS ANDA TUDO AO CONTRÁRIO!
ESTOU CADA VEZ MAIS CONVENCIDO QUE AS REFORMAS DO ENSINO NÃO SE FAZEM, SALVO RARAS E HONROSAS EXCEPÇÕES, POR NECESSIDADE DE MELHORIA DO SISTEMA, QUE NINGUÉM TEM DÚVIDAS QUE O QUE TEMOS NÃO SERVE, MAS ANTES DE MAIS PARA ALGUM NARCISO SE SENTIR NO QUADRO DE HONRA DAS MUDANÇAS NA EDUCAÇÃO!
INFELISMENTE NÃO SÃO OS QUE MAIS SABEM DE EDUCAÇÃO QUE ESTÃO A TRABALHAR NO PROJECTO!
ISTO É SEGURO!
PORTUGAL É UM PAÍS PEQUENO, INFELISMENTE PEQUENO EM QUASE TUDO!
SÃO SEMPRE OS AMIGOS DOS AMIGOS DOS AMIGOS!
ENFIM OUTROS BOYS PARA OS OUTROS JOBS!
AFINAL A REFORMA FAZ-SE PARA SERVIR QUEM?
OS POBRES CONTINUARÃO A NÃO TER AS MESMAS POSSIBILIDADES QUE OS RICOS, MESMO QUE A NATUREZA OS TENHA DOTADO DE MAIOR VALOR INTRÍNSECO, MAS E O PODER?
ESVAZIAR O ENSINO PÚBLICO É ANTES DE MAIS TER ENSINO DE VÁRIAS QUALIDADES PARA PÚBLICOS VÁRIOS!
JÁ PENSARAM QUE O NEGÓCIO DOS MANUAIS ESCOLARES É DE MILHÕES?
JÁ PENSARAM QUE AO REDUZIR O HORÁRIO SEMANAL SE AGRAVA AS CONDIÇÕES DOS MENOS FAVORECIDOS? E O SENHOR MINISTRO TÃO PREOCUPADO COM A FELICIDADE DOS JOVENS! TEMPO LIVRE PARA NAMORAR...QUEM PODE PAGA PARA TER OS FILHOS OCUPADOS EM EXPLICAÇÕES, AULAS EXTRAS DE MÚSICA, NATAÇÃO, ETC E OS QUE NÃO PODEM? NÃO PODEM FICAR NA ESCOLA, NÃO TÊM DINHEIRO PARA EXPLICAÇÕES, ENFIM SÃO OS ÚNICOS COM DIREITO A SER FELIZES, POIS FICAM LIVRES E ENTREGUES Á SORTE...
PARABÉNS PELAS BRILHANTES IDEIAS E DECISÕES PARA O FUTURO, DE QUEM?
Hithlum 02:04 30 Janeiro 2003 Aliviar horários dos alunos?
Achei incrivel uma medida anunciada recentemente pelo governo, em que propunha reduzir a carga horária dos alunos, em vista a um melhor desempenho. Mas que absurdo!!! Então vamos reduzir as disciplinas para quê?! Para os alunos terem excelentes notas nas poucas disciplinas que irão ter?! Significa então que o aluno cada vez vai ter de decidir o que vai querer fazer para o resto da vida, mais cedo!!! Eu só decidi aquilo que queria realmente ser no 12º!!! Então e a formação de base, vital para o futuro!! Não penso que a "super-especialização" seja um bom metodo de ensino! Aliás esse é um dos grandes defeitos apontados ao ensino superior português!! E agora vão querer alargar isso ao secundário?! Qualquer dia os alunos têm de escolher a profissão que querem quando vão para o 5º ano!!! Deixemo-nos de brincadeiras!!
Agora, estando eu no 1º ano da faculdade, é que vejo os 12 anos de mau ensino a que fui sujeito. Onde se dava mais importância à mecanização dos processos, descurando o raciocinio lógico, fundamental para um curso ligado à engenharia! Não penso que seja este o passo certo para melhorar a educação em portugal! matraquilho 02:27 29 Janeiro 2003 Chato
O concurso para profs. abre brevemente. É só estar atento, ou será que o chato é iletrado e não sabe preencher os impressos?...Antigamente à porta do Arquivo de Identificação em Lisboa estavam lá uns indivíduos, que a troco duma notita o faziam!!! Martins_ 13:45 28 Janeiro 2003 Educação
Ponto de situação:
-retira-se mecânica porque pode-se parender noutras 'dimensões' (cito Ricardo);
- retira-se filosofia porque?
- educação sexual é da responsabilidade dos pais?! Só? Se calhar nem preciso de ir à escola
- As propinas aumentam mas as regalias dos prof. cadetráticos e incompetentes por este país fora continuam...
- milhares de professores no desemprego com a população menos qualificada da Europa dos 15;
É só contrasensos... Voltem à realidade por favor
Chato 00:26 28 Janeiro 2003 Contributos para melhorar a educação em portugal
1. Redução dos ordenados dos professores, nomeadamente no topo da carreira onde são ultrapassados os 530 contos mensais e o que faz com que os gastos na educação sejam brutais.(todos chegam ao topo da carreira, isto sá acontece com esta classe)
2. Obrigação de permanecia nas escolas pelo menos 35 horas semanais(se precisam de preparar aulas então preparem nas escolas), já agora a semana tem 5 dias, não quatro!
3. Eliminação dos escalões automáticos nas carreiras (trata-se de uma prerrogativa infame mesmo quando comparados com os funcionários publicos)
4. Um mes de ferias como para qualquer cidadão (actualmente gozam 4,5 meses)
5. Avaliações continuas ao desempenho. Santoro 22:07 27 Janeiro 2003 Que Reformas na Educação?
Os professores, principais intervenientes neste processo de ensino/aprendizagem conhecem os problemas e podem apontar muitas soluções, se os quizerem ouvir!
Mas sendo o Sr. Ministro Autista e tendo-se rodeado de especialistas, não necessita(?) de ouvir a opinião abalizada dos professores.
A Educação não é assunto da exclusiva responsabilidade de um ministro, de um governo ou de um partido, ou dois que sejam!.. É uma questão Nacional!
A Educação tem de ser analisada como um edifício, como um todo e não como uma manta de retalhos ou por ventura como uma operação de corte e costura! Fatalmente é assim que tem sido tratada, sendo que agora se agravou!
Qual o critário de escolha dos cursos tecnológicos que o ensino secundário oferece e os que deixa de oferecer?
Ninguém justifica ! Eu direi que os donos não têm que se justificar! Será assim? Um partido chega ao poder através de eleições e depois tem de governar o País para todos e não apenas para os que votaram nele, mas parece que ninguém consegue perceber isto!
Que educação? Que formação Cívica? Que educação para a cidadania? Que Educação Rodoviária? Que Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho?
Nem uma linha acerca disto!
Para quem vive estes assuntos e os sente verdadeiramente, no mínimo é dramático. Ricardo_reforma 19:35 27 Janeiro 2003 Pelos cursos profissionais e pelas reformas
Sr. Ministro continue as reformas....
A mecânica, tal como outras, podem ser aprendidas em várias dimensões. Não misturem as coisas. Para a via profissional uns para um conhecimento mais profundo e com maiores conhecimentos teóricos outros.
Mas Sr. Ministro lembre-se que Portugal tem mais espaço para profissionais de Mecânica do que para Engenheiros Mecânicos...
Caro autor do artigo...o que é que ensinava na mecânica da vertente tecnológica que não seja dado na vertente profissional ou que não fosse aprendido mais tarde na faculdade ou politécnico??
Mais cursos profissionais!!! Menos doutores para o fundo de desemprego e para as caixas do Jumbo...
Martins_ 13:56 27 Janeiro 2003 Que reformas na Educação?
Sr. Professor,
Não vê que os n/ ministros já estão numa de realidade virtual e não há mecânica necessária...É pena que a realidade virtual não seja total por que assim era só desligar o botão e eles iam-se de vez...nem sequer era preciso impostos para tanta incompetência, pois os gastos superfluos erma controlados pelo utilizador das TIC!!!Abaixo a incompetência!
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Leitor com Opinião Que reformas na Educação? Domingos Augusto Silva Dias
Professor na Escola Secundária Emídio Navarro
Almada
Quando um país, em eleições livres, decide por uma alternativa do poder político, é certamente na expectativa de melhores soluções para os problemas que o afectam. As pessoas não são masoquistas ao ponto de votarem numa alternativa que, duma forma prepotente, apoiada na ideia do «quero, posso e mando» que os resultados eleitorais só aparentemente legitimam, assume medidas altamente comprometedoras do seu futuro. É que quem não aposta na Educação, não pode desejar ter futuro! Relativamente ao Ensino Secundário, pensava eu, e muitas outras pessoas, provavelmente todo o país, excepto os especialistas e empresários que o Sr. Ministro diz ter consultado, que o caminho a seguir só poderia passar por um maior investimento, por uma aposta mais forte que conduzisse à tomada de decisões e de medidas incentivadoras da frequência, da actualização e da inovação dos Cursos Tecnológicos, nomeadamente o de Mecânica. Relativamente ao Ensino Secundário, pensava eu, e muitas outras pessoas, provavelmente todo o país, excepto os especialistas e empresários que o Sr. Ministro diz ter consultado, que o caminho a seguir só poderia passar por um maior investimento, por uma aposta mais forte que conduzisse à tomada de decisões e de medidas incentivadoras da frequência, da actualização e da inovação dos Cursos Tecnológicos, nomeadamente o de Mecânica. A surpresa foi total!... E a indignação também!... A surpresa foi total!... E a indignação também!... Algumas das medidas anunciadas pelo Sr. Ministro da Educação relativamente à Reforma do Ensino Secundário, referenciadas como «reformadoras», recordam-me as que normalmente são tomadas por aqueles que, sendo colocados em determinados cargos, logo se apressam a mudar a disposição do mobiliário dos seus gabinetes e, pontualmente, a eliminar uma ou outra peça mais antiga, quase sempre mais valiosa, que o bom senso aconselharia a decidir pelo investimento urgente na sua recuperação e remodelação, e a colocar, na moldura existente, uma nova fotografia pessoal ou familiar. O mobiliário continua a ser praticamente o mesmo, mas o aspecto geral apresenta-se diferente, o que não significa, melhor. Algumas das medidas anunciadas pelo Sr. Ministro da Educação relativamente à Reforma do Ensino Secundário, referenciadas como «reformadoras», recordam-me as que normalmente são tomadas por aqueles que, sendo colocados em determinados cargos, logo se apressam a mudar a disposição do mobiliário dos seus gabinetes e, pontualmente, a eliminar uma ou outra peça mais antiga, quase sempre mais valiosa, que o bom senso aconselharia a decidir pelo investimento urgente na sua recuperação e remodelação, e a colocar, na moldura existente, uma nova fotografia pessoal ou familiar. O mobiliário continua a ser praticamente o mesmo, mas o aspecto geral apresenta-se diferente, o que não significa, melhor. A intenção do Sr. Ministro da Educação de retirar a Mecânica da lista de Cursos Tecnológicos do Ensino Secundário, tem-me prejudicado o descanso nocturno. É com dificuldade que, quando me deito, consigo adormecer e ter um sono calmo e retemperador. As ideias fervilham, e a mais inconfessável adjectivação para classificar esta decisão peregrina e o seu mentor, perpassa pela minha mente em ritmo alucinante. A intenção do Sr. Ministro da Educação de retirar a Mecânica da lista de Cursos Tecnológicos do Ensino Secundário, tem-me prejudicado o descanso nocturno. É com dificuldade que, quando me deito, consigo adormecer e ter um sono calmo e retemperador. As ideias fervilham, e a mais inconfessável adjectivação para classificar esta decisão peregrina e o seu mentor, perpassa pela minha mente em ritmo alucinante. Confesso, envergonhado, que algumas dessas «ideias sobre-adjectivadas» me provocam um grau de satisfação momentâneo, que ficará próximo daquele que frequentemente é perceptível, via televisão, nos rosto de alguns dos Srs. Deputados da Assembleia da República, qual «orgasmo» de natureza eventualmente intelectual que ainda não consegui atingir, a aconselhar o pequeno círculo no canto superior direito do ecrã, sempre que os mesmos julgam que as suas intervenções, de natureza retórica e muitas vezes demagógica e vazia de conteúdo, «arrasam» a dignidade das que as precederam e dos respectivos interlocutores e parceiros parlamentares. Confesso, envergonhado, que algumas dessas «ideias sobre-adjectivadas» me provocam um grau de satisfação momentâneo, que ficará próximo daquele que frequentemente é perceptível, via televisão, nos rosto de alguns dos Srs. Deputados da Assembleia da República, qual «orgasmo» de natureza eventualmente intelectual que ainda não consegui atingir, a aconselhar o pequeno círculo no canto superior direito do ecrã, sempre que os mesmos julgam que as suas intervenções, de natureza retórica e muitas vezes demagógica e vazia de conteúdo, «arrasam» a dignidade das que as precederam e dos respectivos interlocutores e parceiros parlamentares. É grande a minha revolta! A revolta de quem já dedicou à Mecânica e ao seu ensino, em regime de total exclusividade, quase três décadas da sua vida, e vê nela um pilar fundamental do desenvolvimento técnico e tecnológico de qualquer país moderno, pela essencialidade e transversalidade dos saberes e/ou competências que lhe são inerentes, visto serem imprescindíveis ao entendimento e à aplicação prática de quase todas as outras áreas disciplinares e profissionais. É grande a minha revolta! A revolta de quem já dedicou à Mecânica e ao seu ensino, em regime de total exclusividade, quase três décadas da sua vida, e vê nela um pilar fundamental do desenvolvimento técnico e tecnológico de qualquer país moderno, pela essencialidade e transversalidade dos saberes e/ou competências que lhe são inerentes, visto serem imprescindíveis ao entendimento e à aplicação prática de quase todas as outras áreas disciplinares e profissionais. Por maior esforço que faça, não consigo entender os motivos que levaram o Sr. Ministro a decidir como decidiu. Se é, como quer parecer ser, tão sério, tão competente, tão responsável pelos destinos da educação e do futuro de Portugal, não pode justificar a exclusão do Curso Tecnológico de Mecânica da maneira como o fez, ou como não o fez. Por maior esforço que faça, não consigo entender os motivos que levaram o Sr. Ministro a decidir como decidiu. Se é, como quer parecer ser, tão sério, tão competente, tão responsável pelos destinos da educação e do futuro de Portugal, não pode justificar a exclusão do Curso Tecnológico de Mecânica da maneira como o fez, ou como não o fez. São muitas as perguntas que continuam sem resposta convincente do Sr. Ministro, pelo que, naturalmente, a sua (ir)responsabilidade em todo este processo tem de ser, no mínimo, questionada. São muitas as perguntas que continuam sem resposta convincente do Sr. Ministro, pelo que, naturalmente, a sua (ir)responsabilidade em todo este processo tem de ser, no mínimo, questionada. - Que especialistas e que empresários o aconselharam? - Que especialistas e que empresários o aconselharam? - Será que os especialistas são do Ministério das Finanças? - Será que os especialistas são do Ministério das Finanças? - Será que os empresários de que fala pertencem a empresas que, até agora e com base em subsídios prestes a deixarem de receber, promoviam a formação profissional? - Será que os empresários de que fala pertencem a empresas que, até agora e com base em subsídios prestes a deixarem de receber, promoviam a formação profissional? - Em que momento(s) e/ou sede(s) de discussão, foi para ele clara a necessidade, ou conveniência, dessa exclusão? - Em que momento(s) e/ou sede(s) de discussão, foi para ele clara a necessidade, ou conveniência, dessa exclusão? - Porquê a Mecânica? - Porquê a Mecânica? - Que interesses estão por detrás desta medida? (Prefiro pensar que são interesses, do que desinteresses!...). - Que interesses estão por detrás desta medida? (Prefiro pensar que são interesses, do que desinteresses!...). - Será que a natureza da sua formação académica, limita a capacidade de entendimento da dimensão, da grandiosidade, da Mecânica? - Será que a natureza da sua formação académica, limita a capacidade de entendimento da dimensão, da grandiosidade, da Mecânica? - Será que sabe que os currículos das disciplinas da área de formação técnica do Curso Tecnológico de Mecânica já há muito contemplam o tratamento de aplicações no âmbito das TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), que tão insistente e naturalmente preconiza, algumas delas só possíveis de serem tratadas no contexto desta área? - Será que sabe que os currículos das disciplinas da área de formação técnica do Curso Tecnológico de Mecânica já há muito contemplam o tratamento de aplicações no âmbito das TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), que tão insistente e naturalmente preconiza, algumas delas só possíveis de serem tratadas no contexto desta área? - Por que motivo o estudo da Mecânica passa a ficar limitado ao Ensino Profissional, de funcionamento dependente da observação de um conjunto de requisitos, alguns dos quais estranhos ao funcionamento das escolas? - Por que motivo o estudo da Mecânica passa a ficar limitado ao Ensino Profissional, de funcionamento dependente da observação de um conjunto de requisitos, alguns dos quais estranhos ao funcionamento das escolas? O Sr. Ministro sabe que os Cursos Profissionais têm objectivos e estruturas muito diferentes das dos Cursos Tecnológicos, que os públicos-alvo respectivos têm expectativas de formação e de profissionalização distintos, e que constituem uma via própria de estudos de nível secundário alternativa ao ensino secundário regular. Assim, será lícito perguntar - se, eventualmente, esta opção fosse considerada como uma aposta positiva, demonstradora da importância que atribui à área da Mecânica - por que motivo(s) não foi alargada às restantes? O Sr. Ministro sabe que os Cursos Profissionais têm objectivos e estruturas muito diferentes das dos Cursos Tecnológicos, que os públicos-alvo respectivos têm expectativas de formação e de profissionalização distintos, e que constituem uma via própria de estudos de nível secundário alternativa ao ensino secundário regular. Assim, será lícito perguntar - se, eventualmente, esta opção fosse considerada como uma aposta positiva, demonstradora da importância que atribui à área da Mecânica - por que motivo(s) não foi alargada às restantes? Parafraseando o Sr. Ministro em sede da Assembleia da República, quando respondia a uma intervenção da Sra. Deputada Ana Benavente, espero que esta minha reflexão não seja interpretada como um ataque à sua honra pessoal, mas antes, um ataque à sua responsabilidade política, que as próximas gerações, certa e infelizmente, não deixarão de cobrar, pela incompreensível decisão de eliminar, qual carrasco, o Curso Tecnológico de Mecânica. Parafraseando o Sr. Ministro em sede da Assembleia da República, quando respondia a uma intervenção da Sra. Deputada Ana Benavente, espero que esta minha reflexão não seja interpretada como um ataque à sua honra pessoal, mas antes, um ataque à sua responsabilidade política, que as próximas gerações, certa e infelizmente, não deixarão de cobrar, pela incompreensível decisão de eliminar, qual carrasco, o Curso Tecnológico de Mecânica. «TICs» do Sr. Ministro da Educação!... Que o futuro se encarregará de denunciar. «TICs» do Sr. Ministro da Educação!... Que o futuro se encarregará de denunciar. 11:29 27 Janeiro 2003
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Comentários
1 a 16 de 16 Chato 23:17 2 Fevereiro 2003 será um professor "primário" ?
Para Henrique Jorge:
Não tarda estou a levar réguadas nas mãos.
Parece que não gostou das minhas contas. Pois então paciência...
Seria melhor que procurasse debater o conteúdo em vez de se armar em espertalhão.
De qualquer forma se souber fazer contas tente provar que ando longe dos verdadeiros números! matraquilho 22:27 2 Fevereiro 2003 Que reformas na educação
Neste país á beira mar plantado, acontece tudo... O PREC já vai longe, mas aparece um Sr. Ministro, desfasado no tempo, alinhando em facilitismos, que acha que para os meninos serem felizes, devem passar menos tempo nas escolas.É uma forma de contribuir para a necessária competitividade dos tugas na U.E. serem felizes!!! À espera das migalhas dos alemães e afins...Os "rosas" pensavam( no que respeita ao tempo semanal de permanência na escola ) o contrário... Como aluno tive aulas ao sábado à tarde... Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades... Sinais dos tempos...Mas que diabo... "nem tudo ao mar nem tudo à terra"... deixe-se de tretas sr. ministro, por detrás distos estão os escudos... ou melhor os euros!!! Quando surgirá uma verdadeira reforma do ensino que não olhe a cifrões e "lobbies" instalados na 24 de Julho? Com este ministro já deu para perceber que só ..." no dia de São Nunca, à Tarde", com este governo fico à espera... é que os cursos tecnológicos custam dinheiro ... e a Dra. manuela Ferreira Leite não deve estar pelos ajustes... matraquilho 03:25 2 Fevereiro 2003 Podemos continuar... chato
1. Faço meu o comentário do Henrique Jorge no que respeita ao h. Uma vez é por engano, agora duas!!!... Já agora não diga que conheceu alguns, diga antes que conheceu proporcionalmente tão bons profissionais como noutras classes.
2. Não sei se será assim... Mas olhe que frequentam acções de formação contínua para subirem e normalmente aproveitam este período.
3. Quanto ao desafio. Garanto, está completamente enganado. Nem todos chegam ao topo porque esta profissão tem um preço... começa a ser pago com consultas de psiquiatria. Isto de aturar os filhos (dos outros) de alguns pais tem que se lhe diga. Sabe que existem estudos em diversos países que apontam como sendo a classe profissional mais penalizada neste aspecto? Para bom entendedor...
4.Antes de chegar aos profs deverá questionar outras situações por exemplo deputados ou a "ultima novidade" em que assessores de ministros ganham mais do que o P.R. Também são pagos pelo herário público....sabia?Mas ainda assim sempre lhe digo que a educação custa dinheiro. A ignorância custará muito mais, logo...
5. Estamos de acordo. Mas olhe que devemos começar pelos poderosos ( ou candidatos a ...) e não por aqueles que andam no terreno ou como se costuma dizer na giria "coçam o pelo do cão".
6. É pena que não tivesse querido (ou podido...é preciso ter habilitações) continuar... certamente não teria escrito o comentário "Contributos para melhorar a educação em portugal " A não ser que exista por aí algum trauma devido ao percurso escolar... Já agora, vem a "talhe de foice" Portugal é uma nação soberana e independente. Começa com uma letra maiúscula...
Saiba que também não sou nenhuma criança. Mais uns anitos e estou na terceira idade. Mas estou sempre a aceitar desafios... e quando não mos colocam, procuro-os eu.Até sempre...
Henrique Jorge 00:03 2 Fevereiro 2003 "Chato 23:43 1 Fevereiro 2003
Isto está a ficar sério, então vamos lá ...
Para o matraquilho:
1.Obviamente que á profs que trabalham bem e obviamente que á excelentes profissionais e eu até conheci alguns."
Não sei se está interessado em aprender ou não, mas olhe que a forma do verbo haver, usada no "Obviamente que á profs que trabalham bem e obviamente que á excelentes profissionais" devia levar um h.
No que diz respeito a contas, acredito que seja tão bom quanto o é a escrever.
Bom fim de semana Chato 23:43 1 Fevereiro 2003 Isto está a ficar sério, então vamos lá ...
Para o matraquilho:
1.Obviamente que á profs que trabalham bem e obviamente que á excelentes profissionais e eu até conheci alguns.
2.Que a maioria no entanto, a partir de julho não volta a meter os pés na escola, nem discuto(não esquecer que os profs do 1ºciclo, educadores etc não corrigem exames, nem fazem horários).
3.Quanto aos vencimentos, admito que fui incorrecto, pois deveria ter enquadrado toda a carreira da função publica, alias so não o fiz porque de facto os profs são uma carreira especifica onde os escaloes correspondem a promoções na fp.Alem disso desafi-o a provar que um professor não atinja sempre o topo da carreira.
4.Quanto a valores, eis algumas contas:
Sabe quantos funcionários publicos são necessarios para pagar a pensão de um prof?
25, repito, 25! Acha justo ?
Sabia que os seus descontos para a cga não chegam para pagar 4 anos de reforma ?
Adivinhe quem paga a sua reforma ?
Acha justo atingir o topo da carreira com 31 anos de serviço, reformar-se com 55 anos de idade enquanto que o resto do pessoal aguenta até aos 65 e para ganhar uma miséria?
5.Um prof não é um boy, isso é outra guerra e outro debate...
6.Embora não tenha sido na situação de para-quedista, tambem já dei aulas e posso lhe dizer que gostei imenso e passei a dar mais valor aos bons profissionais.De qualquer forma não se entenda aqui um ataque á classe, considere a analise de quem não vive a sua "verdade" mas tenta ver o problema de uma forma global.
Quanto ao seu desafio, já não tenho idade para voltar atrás e escolher essa carreira. Quanto a coragem, cada vez encontro menos pessoas capazes de me darem lições(de coragem, está claro!) matraquilho 02:43 1 Fevereiro 2003 chato - continuação
Passa-lhe pela cabeça que existem muitos profs que em Julho Agosto e Setembro fazem na escola muito mais do que as tais 35 horas e os que não o fazem têm exames para corrigir? Quanto aos ordenados está comparativamente muito mal informado... um "boy" em inicio de carreira ganha muito mais. Olhe que ninguém vai para professor por dinheiro. Se tem dúvidas, ganhe coragem e concorra!!!...Será bem recebido desde que não seja um "pára-quedista". Conhece a gíria?... Existem em todas as profissões.Saudações democráticas. matraquilho 02:29 1 Fevereiro 2003 Chato, ofensas!!!...aqui vai o meu desafio...
Creio que foi Sócrates que disse " O Homem é a verdade de todas as coisas" Agora para cada um ter a sua "verdade" é preciso viver essa "verdade". O meu desafio é concorra, preencha os impressos, viva a "verdade" e depois opine com conhecimento de causa.
Por acaso sabe que existem ainda alguns milhares de profs. que preferem cumprir as tais 35 horas destacados ou requisitados nos Ministérios a cumprir o seu horário de professor? Passa-lhe pela cabeça que existem profs nas escolas que chegam a passar noites a fio, para que em meados de Setembro os horários estejam prontos? Eu, já vim um, pura e simplesmente adormecer na escola numa dessas noites... Sabe quando é Passa-lhe pela cabeça que existem profs que em Julho e Setembro gostariam de saber o qu Chato 23:14 31 Janeiro 2003 Oh matraquilho eu não quis ofende-lo...como me fez a mim...
O senhor matraquilho parece que não gostou dos meus contributos. Paciência!
Saiba respeitar democraticamente outras opinioes.
Se não gosta de ouvir verdades... O meu desafio é tão somente este : comente com argumentos e não com insultos! Santoro 23:14 31 Janeiro 2003 QUE REFORMAS? PARA QUEM?
SEMPRE QUE MUDAMOS DE GOVERNO HÁ REFORMAS NO ENSINO, NA SAÚDE E NA FORMAÇÃO!...
DESDE QUE A EDUCAÇÃO, A SAÚDE E A FORMAÇÃO PASSARAM A SER NEGÓCIO A QUALIDADE FOI PARAR ÀS MALVINAS...
DEVIA SER O CONTRÁRIO, MAS INFELISMENTE NESTE POBRE PAÍS ANDA TUDO AO CONTRÁRIO!
ESTOU CADA VEZ MAIS CONVENCIDO QUE AS REFORMAS DO ENSINO NÃO SE FAZEM, SALVO RARAS E HONROSAS EXCEPÇÕES, POR NECESSIDADE DE MELHORIA DO SISTEMA, QUE NINGUÉM TEM DÚVIDAS QUE O QUE TEMOS NÃO SERVE, MAS ANTES DE MAIS PARA ALGUM NARCISO SE SENTIR NO QUADRO DE HONRA DAS MUDANÇAS NA EDUCAÇÃO!
INFELISMENTE NÃO SÃO OS QUE MAIS SABEM DE EDUCAÇÃO QUE ESTÃO A TRABALHAR NO PROJECTO!
ISTO É SEGURO!
PORTUGAL É UM PAÍS PEQUENO, INFELISMENTE PEQUENO EM QUASE TUDO!
SÃO SEMPRE OS AMIGOS DOS AMIGOS DOS AMIGOS!
ENFIM OUTROS BOYS PARA OS OUTROS JOBS!
AFINAL A REFORMA FAZ-SE PARA SERVIR QUEM?
OS POBRES CONTINUARÃO A NÃO TER AS MESMAS POSSIBILIDADES QUE OS RICOS, MESMO QUE A NATUREZA OS TENHA DOTADO DE MAIOR VALOR INTRÍNSECO, MAS E O PODER?
ESVAZIAR O ENSINO PÚBLICO É ANTES DE MAIS TER ENSINO DE VÁRIAS QUALIDADES PARA PÚBLICOS VÁRIOS!
JÁ PENSARAM QUE O NEGÓCIO DOS MANUAIS ESCOLARES É DE MILHÕES?
JÁ PENSARAM QUE AO REDUZIR O HORÁRIO SEMANAL SE AGRAVA AS CONDIÇÕES DOS MENOS FAVORECIDOS? E O SENHOR MINISTRO TÃO PREOCUPADO COM A FELICIDADE DOS JOVENS! TEMPO LIVRE PARA NAMORAR...QUEM PODE PAGA PARA TER OS FILHOS OCUPADOS EM EXPLICAÇÕES, AULAS EXTRAS DE MÚSICA, NATAÇÃO, ETC E OS QUE NÃO PODEM? NÃO PODEM FICAR NA ESCOLA, NÃO TÊM DINHEIRO PARA EXPLICAÇÕES, ENFIM SÃO OS ÚNICOS COM DIREITO A SER FELIZES, POIS FICAM LIVRES E ENTREGUES Á SORTE...
PARABÉNS PELAS BRILHANTES IDEIAS E DECISÕES PARA O FUTURO, DE QUEM?
Hithlum 02:04 30 Janeiro 2003 Aliviar horários dos alunos?
Achei incrivel uma medida anunciada recentemente pelo governo, em que propunha reduzir a carga horária dos alunos, em vista a um melhor desempenho. Mas que absurdo!!! Então vamos reduzir as disciplinas para quê?! Para os alunos terem excelentes notas nas poucas disciplinas que irão ter?! Significa então que o aluno cada vez vai ter de decidir o que vai querer fazer para o resto da vida, mais cedo!!! Eu só decidi aquilo que queria realmente ser no 12º!!! Então e a formação de base, vital para o futuro!! Não penso que a "super-especialização" seja um bom metodo de ensino! Aliás esse é um dos grandes defeitos apontados ao ensino superior português!! E agora vão querer alargar isso ao secundário?! Qualquer dia os alunos têm de escolher a profissão que querem quando vão para o 5º ano!!! Deixemo-nos de brincadeiras!!
Agora, estando eu no 1º ano da faculdade, é que vejo os 12 anos de mau ensino a que fui sujeito. Onde se dava mais importância à mecanização dos processos, descurando o raciocinio lógico, fundamental para um curso ligado à engenharia! Não penso que seja este o passo certo para melhorar a educação em portugal! matraquilho 02:27 29 Janeiro 2003 Chato
O concurso para profs. abre brevemente. É só estar atento, ou será que o chato é iletrado e não sabe preencher os impressos?...Antigamente à porta do Arquivo de Identificação em Lisboa estavam lá uns indivíduos, que a troco duma notita o faziam!!! Martins_ 13:45 28 Janeiro 2003 Educação
Ponto de situação:
-retira-se mecânica porque pode-se parender noutras 'dimensões' (cito Ricardo);
- retira-se filosofia porque?
- educação sexual é da responsabilidade dos pais?! Só? Se calhar nem preciso de ir à escola
- As propinas aumentam mas as regalias dos prof. cadetráticos e incompetentes por este país fora continuam...
- milhares de professores no desemprego com a população menos qualificada da Europa dos 15;
É só contrasensos... Voltem à realidade por favor
Chato 00:26 28 Janeiro 2003 Contributos para melhorar a educação em portugal
1. Redução dos ordenados dos professores, nomeadamente no topo da carreira onde são ultrapassados os 530 contos mensais e o que faz com que os gastos na educação sejam brutais.(todos chegam ao topo da carreira, isto sá acontece com esta classe)
2. Obrigação de permanecia nas escolas pelo menos 35 horas semanais(se precisam de preparar aulas então preparem nas escolas), já agora a semana tem 5 dias, não quatro!
3. Eliminação dos escalões automáticos nas carreiras (trata-se de uma prerrogativa infame mesmo quando comparados com os funcionários publicos)
4. Um mes de ferias como para qualquer cidadão (actualmente gozam 4,5 meses)
5. Avaliações continuas ao desempenho. Santoro 22:07 27 Janeiro 2003 Que Reformas na Educação?
Os professores, principais intervenientes neste processo de ensino/aprendizagem conhecem os problemas e podem apontar muitas soluções, se os quizerem ouvir!
Mas sendo o Sr. Ministro Autista e tendo-se rodeado de especialistas, não necessita(?) de ouvir a opinião abalizada dos professores.
A Educação não é assunto da exclusiva responsabilidade de um ministro, de um governo ou de um partido, ou dois que sejam!.. É uma questão Nacional!
A Educação tem de ser analisada como um edifício, como um todo e não como uma manta de retalhos ou por ventura como uma operação de corte e costura! Fatalmente é assim que tem sido tratada, sendo que agora se agravou!
Qual o critário de escolha dos cursos tecnológicos que o ensino secundário oferece e os que deixa de oferecer?
Ninguém justifica ! Eu direi que os donos não têm que se justificar! Será assim? Um partido chega ao poder através de eleições e depois tem de governar o País para todos e não apenas para os que votaram nele, mas parece que ninguém consegue perceber isto!
Que educação? Que formação Cívica? Que educação para a cidadania? Que Educação Rodoviária? Que Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho?
Nem uma linha acerca disto!
Para quem vive estes assuntos e os sente verdadeiramente, no mínimo é dramático. Ricardo_reforma 19:35 27 Janeiro 2003 Pelos cursos profissionais e pelas reformas
Sr. Ministro continue as reformas....
A mecânica, tal como outras, podem ser aprendidas em várias dimensões. Não misturem as coisas. Para a via profissional uns para um conhecimento mais profundo e com maiores conhecimentos teóricos outros.
Mas Sr. Ministro lembre-se que Portugal tem mais espaço para profissionais de Mecânica do que para Engenheiros Mecânicos...
Caro autor do artigo...o que é que ensinava na mecânica da vertente tecnológica que não seja dado na vertente profissional ou que não fosse aprendido mais tarde na faculdade ou politécnico??
Mais cursos profissionais!!! Menos doutores para o fundo de desemprego e para as caixas do Jumbo...
Martins_ 13:56 27 Janeiro 2003 Que reformas na Educação?
Sr. Professor,
Não vê que os n/ ministros já estão numa de realidade virtual e não há mecânica necessária...É pena que a realidade virtual não seja total por que assim era só desligar o botão e eles iam-se de vez...nem sequer era preciso impostos para tanta incompetência, pois os gastos superfluos erma controlados pelo utilizador das TIC!!!Abaixo a incompetência!
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