Imprimir

13-09-2003
marcar artigo

Que reformas na Educação? Domingos Augusto Silva DiasProfessor na Escola Secundária Emídio NavarroAlmada Quando um país, em eleições livres, decide por uma alternativa do poder político, é certamente na expectativa de melhores soluções para os problemas que o afectam. As pessoas não são masoquistas ao ponto de votarem numa alternativa que, duma forma prepotente, apoiada na ideia do «quero, posso e mando» que os resultados eleitorais só aparentemente legitimam, assume medidas altamente comprometedoras do seu futuro. É que quem não aposta na Educação, não pode desejar ter futuro! Relativamente ao Ensino Secundário, pensava eu, e muitas outras pessoas, provavelmente todo o país, excepto os especialistas e empresários que o Sr. Ministro diz ter consultado, que o caminho a seguir só poderia passar por um maior investimento, por uma aposta mais forte que conduzisse à tomada de decisões e de medidas incentivadoras da frequência, da actualização e da inovação dos Cursos Tecnológicos, nomeadamente o de Mecânica. Relativamente ao Ensino Secundário, pensava eu, e muitas outras pessoas, provavelmente todo o país, excepto os especialistas e empresários que o Sr. Ministro diz ter consultado, que o caminho a seguir só poderia passar por um maior investimento, por uma aposta mais forte que conduzisse à tomada de decisões e de medidas incentivadoras da frequência, da actualização e da inovação dos Cursos Tecnológicos, nomeadamente o de Mecânica. A surpresa foi total!... E a indignação também!... A surpresa foi total!... E a indignação também!... Algumas das medidas anunciadas pelo Sr. Ministro da Educação relativamente à Reforma do Ensino Secundário, referenciadas como «reformadoras», recordam-me as que normalmente são tomadas por aqueles que, sendo colocados em determinados cargos, logo se apressam a mudar a disposição do mobiliário dos seus gabinetes e, pontualmente, a eliminar uma ou outra peça mais antiga, quase sempre mais valiosa, que o bom senso aconselharia a decidir pelo investimento urgente na sua recuperação e remodelação, e a colocar, na moldura existente, uma nova fotografia pessoal ou familiar. O mobiliário continua a ser praticamente o mesmo, mas o aspecto geral apresenta-se diferente, o que não significa, melhor. Algumas das medidas anunciadas pelo Sr. Ministro da Educação relativamente à Reforma do Ensino Secundário, referenciadas como «reformadoras», recordam-me as que normalmente são tomadas por aqueles que, sendo colocados em determinados cargos, logo se apressam a mudar a disposição do mobiliário dos seus gabinetes e, pontualmente, a eliminar uma ou outra peça mais antiga, quase sempre mais valiosa, que o bom senso aconselharia a decidir pelo investimento urgente na sua recuperação e remodelação, e a colocar, na moldura existente, uma nova fotografia pessoal ou familiar. O mobiliário continua a ser praticamente o mesmo, mas o aspecto geral apresenta-se diferente, o que não significa, melhor. A intenção do Sr. Ministro da Educação de retirar a Mecânica da lista de Cursos Tecnológicos do Ensino Secundário, tem-me prejudicado o descanso nocturno. É com dificuldade que, quando me deito, consigo adormecer e ter um sono calmo e retemperador. As ideias fervilham, e a mais inconfessável adjectivação para classificar esta decisão peregrina e o seu mentor, perpassa pela minha mente em ritmo alucinante. A intenção do Sr. Ministro da Educação de retirar a Mecânica da lista de Cursos Tecnológicos do Ensino Secundário, tem-me prejudicado o descanso nocturno. É com dificuldade que, quando me deito, consigo adormecer e ter um sono calmo e retemperador. As ideias fervilham, e a mais inconfessável adjectivação para classificar esta decisão peregrina e o seu mentor, perpassa pela minha mente em ritmo alucinante. Confesso, envergonhado, que algumas dessas «ideias sobre-adjectivadas» me provocam um grau de satisfação momentâneo, que ficará próximo daquele que frequentemente é perceptível, via televisão, nos rosto de alguns dos Srs. Deputados da Assembleia da República, qual «orgasmo» de natureza eventualmente intelectual que ainda não consegui atingir, a aconselhar o pequeno círculo no canto superior direito do ecrã, sempre que os mesmos julgam que as suas intervenções, de natureza retórica e muitas vezes demagógica e vazia de conteúdo, «arrasam» a dignidade das que as precederam e dos respectivos interlocutores e parceiros parlamentares. Confesso, envergonhado, que algumas dessas «ideias sobre-adjectivadas» me provocam um grau de satisfação momentâneo, que ficará próximo daquele que frequentemente é perceptível, via televisão, nos rosto de alguns dos Srs. Deputados da Assembleia da República, qual «orgasmo» de natureza eventualmente intelectual que ainda não consegui atingir, a aconselhar o pequeno círculo no canto superior direito do ecrã, sempre que os mesmos julgam que as suas intervenções, de natureza retórica e muitas vezes demagógica e vazia de conteúdo, «arrasam» a dignidade das que as precederam e dos respectivos interlocutores e parceiros parlamentares. É grande a minha revolta! A revolta de quem já dedicou à Mecânica e ao seu ensino, em regime de total exclusividade, quase três décadas da sua vida, e vê nela um pilar fundamental do desenvolvimento técnico e tecnológico de qualquer país moderno, pela essencialidade e transversalidade dos saberes e/ou competências que lhe são inerentes, visto serem imprescindíveis ao entendimento e à aplicação prática de quase todas as outras áreas disciplinares e profissionais. É grande a minha revolta! A revolta de quem já dedicou à Mecânica e ao seu ensino, em regime de total exclusividade, quase três décadas da sua vida, e vê nela um pilar fundamental do desenvolvimento técnico e tecnológico de qualquer país moderno, pela essencialidade e transversalidade dos saberes e/ou competências que lhe são inerentes, visto serem imprescindíveis ao entendimento e à aplicação prática de quase todas as outras áreas disciplinares e profissionais. Por maior esforço que faça, não consigo entender os motivos que levaram o Sr. Ministro a decidir como decidiu. Se é, como quer parecer ser, tão sério, tão competente, tão responsável pelos destinos da educação e do futuro de Portugal, não pode justificar a exclusão do Curso Tecnológico de Mecânica da maneira como o fez, ou como não o fez. Por maior esforço que faça, não consigo entender os motivos que levaram o Sr. Ministro a decidir como decidiu. Se é, como quer parecer ser, tão sério, tão competente, tão responsável pelos destinos da educação e do futuro de Portugal, não pode justificar a exclusão do Curso Tecnológico de Mecânica da maneira como o fez, ou como não o fez. São muitas as perguntas que continuam sem resposta convincente do Sr. Ministro, pelo que, naturalmente, a sua (ir)responsabilidade em todo este processo tem de ser, no mínimo, questionada. São muitas as perguntas que continuam sem resposta convincente do Sr. Ministro, pelo que, naturalmente, a sua (ir)responsabilidade em todo este processo tem de ser, no mínimo, questionada. - Que especialistas e que empresários o aconselharam? - Que especialistas e que empresários o aconselharam? - Será que os especialistas são do Ministério das Finanças? - Será que os especialistas são do Ministério das Finanças? - Será que os empresários de que fala pertencem a empresas que, até agora e com base em subsídios prestes a deixarem de receber, promoviam a formação profissional? - Será que os empresários de que fala pertencem a empresas que, até agora e com base em subsídios prestes a deixarem de receber, promoviam a formação profissional? - Em que momento(s) e/ou sede(s) de discussão, foi para ele clara a necessidade, ou conveniência, dessa exclusão? - Em que momento(s) e/ou sede(s) de discussão, foi para ele clara a necessidade, ou conveniência, dessa exclusão? - Porquê a Mecânica? - Porquê a Mecânica? - Que interesses estão por detrás desta medida? (Prefiro pensar que são interesses, do que desinteresses!...). - Que interesses estão por detrás desta medida? (Prefiro pensar que são interesses, do que desinteresses!...). - Será que a natureza da sua formação académica, limita a capacidade de entendimento da dimensão, da grandiosidade, da Mecânica? - Será que a natureza da sua formação académica, limita a capacidade de entendimento da dimensão, da grandiosidade, da Mecânica? - Será que sabe que os currículos das disciplinas da área de formação técnica do Curso Tecnológico de Mecânica já há muito contemplam o tratamento de aplicações no âmbito das TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), que tão insistente e naturalmente preconiza, algumas delas só possíveis de serem tratadas no contexto desta área? - Será que sabe que os currículos das disciplinas da área de formação técnica do Curso Tecnológico de Mecânica já há muito contemplam o tratamento de aplicações no âmbito das TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), que tão insistente e naturalmente preconiza, algumas delas só possíveis de serem tratadas no contexto desta área? - Por que motivo o estudo da Mecânica passa a ficar limitado ao Ensino Profissional, de funcionamento dependente da observação de um conjunto de requisitos, alguns dos quais estranhos ao funcionamento das escolas? - Por que motivo o estudo da Mecânica passa a ficar limitado ao Ensino Profissional, de funcionamento dependente da observação de um conjunto de requisitos, alguns dos quais estranhos ao funcionamento das escolas? O Sr. Ministro sabe que os Cursos Profissionais têm objectivos e estruturas muito diferentes das dos Cursos Tecnológicos, que os públicos-alvo respectivos têm expectativas de formação e de profissionalização distintos, e que constituem uma via própria de estudos de nível secundário alternativa ao ensino secundário regular. Assim, será lícito perguntar - se, eventualmente, esta opção fosse considerada como uma aposta positiva, demonstradora da importância que atribui à área da Mecânica - por que motivo(s) não foi alargada às restantes? O Sr. Ministro sabe que os Cursos Profissionais têm objectivos e estruturas muito diferentes das dos Cursos Tecnológicos, que os públicos-alvo respectivos têm expectativas de formação e de profissionalização distintos, e que constituem uma via própria de estudos de nível secundário alternativa ao ensino secundário regular. Assim, será lícito perguntar - se, eventualmente, esta opção fosse considerada como uma aposta positiva, demonstradora da importância que atribui à área da Mecânica - por que motivo(s) não foi alargada às restantes? Parafraseando o Sr. Ministro em sede da Assembleia da República, quando respondia a uma intervenção da Sra. Deputada Ana Benavente, espero que esta minha reflexão não seja interpretada como um ataque à sua honra pessoal, mas antes, um ataque à sua responsabilidade política, que as próximas gerações, certa e infelizmente, não deixarão de cobrar, pela incompreensível decisão de eliminar, qual carrasco, o Curso Tecnológico de Mecânica. Parafraseando o Sr. Ministro em sede da Assembleia da República, quando respondia a uma intervenção da Sra. Deputada Ana Benavente, espero que esta minha reflexão não seja interpretada como um ataque à sua honra pessoal, mas antes, um ataque à sua responsabilidade política, que as próximas gerações, certa e infelizmente, não deixarão de cobrar, pela incompreensível decisão de eliminar, qual carrasco, o Curso Tecnológico de Mecânica. «TICs» do Sr. Ministro da Educação!... Que o futuro se encarregará de denunciar. «TICs» do Sr. Ministro da Educação!... Que o futuro se encarregará de denunciar. 27 Janeiro 2003

Que reformas na Educação? Domingos Augusto Silva DiasProfessor na Escola Secundária Emídio NavarroAlmada Quando um país, em eleições livres, decide por uma alternativa do poder político, é certamente na expectativa de melhores soluções para os problemas que o afectam. As pessoas não são masoquistas ao ponto de votarem numa alternativa que, duma forma prepotente, apoiada na ideia do «quero, posso e mando» que os resultados eleitorais só aparentemente legitimam, assume medidas altamente comprometedoras do seu futuro. É que quem não aposta na Educação, não pode desejar ter futuro! Relativamente ao Ensino Secundário, pensava eu, e muitas outras pessoas, provavelmente todo o país, excepto os especialistas e empresários que o Sr. Ministro diz ter consultado, que o caminho a seguir só poderia passar por um maior investimento, por uma aposta mais forte que conduzisse à tomada de decisões e de medidas incentivadoras da frequência, da actualização e da inovação dos Cursos Tecnológicos, nomeadamente o de Mecânica. Relativamente ao Ensino Secundário, pensava eu, e muitas outras pessoas, provavelmente todo o país, excepto os especialistas e empresários que o Sr. Ministro diz ter consultado, que o caminho a seguir só poderia passar por um maior investimento, por uma aposta mais forte que conduzisse à tomada de decisões e de medidas incentivadoras da frequência, da actualização e da inovação dos Cursos Tecnológicos, nomeadamente o de Mecânica. A surpresa foi total!... E a indignação também!... A surpresa foi total!... E a indignação também!... Algumas das medidas anunciadas pelo Sr. Ministro da Educação relativamente à Reforma do Ensino Secundário, referenciadas como «reformadoras», recordam-me as que normalmente são tomadas por aqueles que, sendo colocados em determinados cargos, logo se apressam a mudar a disposição do mobiliário dos seus gabinetes e, pontualmente, a eliminar uma ou outra peça mais antiga, quase sempre mais valiosa, que o bom senso aconselharia a decidir pelo investimento urgente na sua recuperação e remodelação, e a colocar, na moldura existente, uma nova fotografia pessoal ou familiar. O mobiliário continua a ser praticamente o mesmo, mas o aspecto geral apresenta-se diferente, o que não significa, melhor. Algumas das medidas anunciadas pelo Sr. Ministro da Educação relativamente à Reforma do Ensino Secundário, referenciadas como «reformadoras», recordam-me as que normalmente são tomadas por aqueles que, sendo colocados em determinados cargos, logo se apressam a mudar a disposição do mobiliário dos seus gabinetes e, pontualmente, a eliminar uma ou outra peça mais antiga, quase sempre mais valiosa, que o bom senso aconselharia a decidir pelo investimento urgente na sua recuperação e remodelação, e a colocar, na moldura existente, uma nova fotografia pessoal ou familiar. O mobiliário continua a ser praticamente o mesmo, mas o aspecto geral apresenta-se diferente, o que não significa, melhor. A intenção do Sr. Ministro da Educação de retirar a Mecânica da lista de Cursos Tecnológicos do Ensino Secundário, tem-me prejudicado o descanso nocturno. É com dificuldade que, quando me deito, consigo adormecer e ter um sono calmo e retemperador. As ideias fervilham, e a mais inconfessável adjectivação para classificar esta decisão peregrina e o seu mentor, perpassa pela minha mente em ritmo alucinante. A intenção do Sr. Ministro da Educação de retirar a Mecânica da lista de Cursos Tecnológicos do Ensino Secundário, tem-me prejudicado o descanso nocturno. É com dificuldade que, quando me deito, consigo adormecer e ter um sono calmo e retemperador. As ideias fervilham, e a mais inconfessável adjectivação para classificar esta decisão peregrina e o seu mentor, perpassa pela minha mente em ritmo alucinante. Confesso, envergonhado, que algumas dessas «ideias sobre-adjectivadas» me provocam um grau de satisfação momentâneo, que ficará próximo daquele que frequentemente é perceptível, via televisão, nos rosto de alguns dos Srs. Deputados da Assembleia da República, qual «orgasmo» de natureza eventualmente intelectual que ainda não consegui atingir, a aconselhar o pequeno círculo no canto superior direito do ecrã, sempre que os mesmos julgam que as suas intervenções, de natureza retórica e muitas vezes demagógica e vazia de conteúdo, «arrasam» a dignidade das que as precederam e dos respectivos interlocutores e parceiros parlamentares. Confesso, envergonhado, que algumas dessas «ideias sobre-adjectivadas» me provocam um grau de satisfação momentâneo, que ficará próximo daquele que frequentemente é perceptível, via televisão, nos rosto de alguns dos Srs. Deputados da Assembleia da República, qual «orgasmo» de natureza eventualmente intelectual que ainda não consegui atingir, a aconselhar o pequeno círculo no canto superior direito do ecrã, sempre que os mesmos julgam que as suas intervenções, de natureza retórica e muitas vezes demagógica e vazia de conteúdo, «arrasam» a dignidade das que as precederam e dos respectivos interlocutores e parceiros parlamentares. É grande a minha revolta! A revolta de quem já dedicou à Mecânica e ao seu ensino, em regime de total exclusividade, quase três décadas da sua vida, e vê nela um pilar fundamental do desenvolvimento técnico e tecnológico de qualquer país moderno, pela essencialidade e transversalidade dos saberes e/ou competências que lhe são inerentes, visto serem imprescindíveis ao entendimento e à aplicação prática de quase todas as outras áreas disciplinares e profissionais. É grande a minha revolta! A revolta de quem já dedicou à Mecânica e ao seu ensino, em regime de total exclusividade, quase três décadas da sua vida, e vê nela um pilar fundamental do desenvolvimento técnico e tecnológico de qualquer país moderno, pela essencialidade e transversalidade dos saberes e/ou competências que lhe são inerentes, visto serem imprescindíveis ao entendimento e à aplicação prática de quase todas as outras áreas disciplinares e profissionais. Por maior esforço que faça, não consigo entender os motivos que levaram o Sr. Ministro a decidir como decidiu. Se é, como quer parecer ser, tão sério, tão competente, tão responsável pelos destinos da educação e do futuro de Portugal, não pode justificar a exclusão do Curso Tecnológico de Mecânica da maneira como o fez, ou como não o fez. Por maior esforço que faça, não consigo entender os motivos que levaram o Sr. Ministro a decidir como decidiu. Se é, como quer parecer ser, tão sério, tão competente, tão responsável pelos destinos da educação e do futuro de Portugal, não pode justificar a exclusão do Curso Tecnológico de Mecânica da maneira como o fez, ou como não o fez. São muitas as perguntas que continuam sem resposta convincente do Sr. Ministro, pelo que, naturalmente, a sua (ir)responsabilidade em todo este processo tem de ser, no mínimo, questionada. São muitas as perguntas que continuam sem resposta convincente do Sr. Ministro, pelo que, naturalmente, a sua (ir)responsabilidade em todo este processo tem de ser, no mínimo, questionada. - Que especialistas e que empresários o aconselharam? - Que especialistas e que empresários o aconselharam? - Será que os especialistas são do Ministério das Finanças? - Será que os especialistas são do Ministério das Finanças? - Será que os empresários de que fala pertencem a empresas que, até agora e com base em subsídios prestes a deixarem de receber, promoviam a formação profissional? - Será que os empresários de que fala pertencem a empresas que, até agora e com base em subsídios prestes a deixarem de receber, promoviam a formação profissional? - Em que momento(s) e/ou sede(s) de discussão, foi para ele clara a necessidade, ou conveniência, dessa exclusão? - Em que momento(s) e/ou sede(s) de discussão, foi para ele clara a necessidade, ou conveniência, dessa exclusão? - Porquê a Mecânica? - Porquê a Mecânica? - Que interesses estão por detrás desta medida? (Prefiro pensar que são interesses, do que desinteresses!...). - Que interesses estão por detrás desta medida? (Prefiro pensar que são interesses, do que desinteresses!...). - Será que a natureza da sua formação académica, limita a capacidade de entendimento da dimensão, da grandiosidade, da Mecânica? - Será que a natureza da sua formação académica, limita a capacidade de entendimento da dimensão, da grandiosidade, da Mecânica? - Será que sabe que os currículos das disciplinas da área de formação técnica do Curso Tecnológico de Mecânica já há muito contemplam o tratamento de aplicações no âmbito das TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), que tão insistente e naturalmente preconiza, algumas delas só possíveis de serem tratadas no contexto desta área? - Será que sabe que os currículos das disciplinas da área de formação técnica do Curso Tecnológico de Mecânica já há muito contemplam o tratamento de aplicações no âmbito das TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), que tão insistente e naturalmente preconiza, algumas delas só possíveis de serem tratadas no contexto desta área? - Por que motivo o estudo da Mecânica passa a ficar limitado ao Ensino Profissional, de funcionamento dependente da observação de um conjunto de requisitos, alguns dos quais estranhos ao funcionamento das escolas? - Por que motivo o estudo da Mecânica passa a ficar limitado ao Ensino Profissional, de funcionamento dependente da observação de um conjunto de requisitos, alguns dos quais estranhos ao funcionamento das escolas? O Sr. Ministro sabe que os Cursos Profissionais têm objectivos e estruturas muito diferentes das dos Cursos Tecnológicos, que os públicos-alvo respectivos têm expectativas de formação e de profissionalização distintos, e que constituem uma via própria de estudos de nível secundário alternativa ao ensino secundário regular. Assim, será lícito perguntar - se, eventualmente, esta opção fosse considerada como uma aposta positiva, demonstradora da importância que atribui à área da Mecânica - por que motivo(s) não foi alargada às restantes? O Sr. Ministro sabe que os Cursos Profissionais têm objectivos e estruturas muito diferentes das dos Cursos Tecnológicos, que os públicos-alvo respectivos têm expectativas de formação e de profissionalização distintos, e que constituem uma via própria de estudos de nível secundário alternativa ao ensino secundário regular. Assim, será lícito perguntar - se, eventualmente, esta opção fosse considerada como uma aposta positiva, demonstradora da importância que atribui à área da Mecânica - por que motivo(s) não foi alargada às restantes? Parafraseando o Sr. Ministro em sede da Assembleia da República, quando respondia a uma intervenção da Sra. Deputada Ana Benavente, espero que esta minha reflexão não seja interpretada como um ataque à sua honra pessoal, mas antes, um ataque à sua responsabilidade política, que as próximas gerações, certa e infelizmente, não deixarão de cobrar, pela incompreensível decisão de eliminar, qual carrasco, o Curso Tecnológico de Mecânica. Parafraseando o Sr. Ministro em sede da Assembleia da República, quando respondia a uma intervenção da Sra. Deputada Ana Benavente, espero que esta minha reflexão não seja interpretada como um ataque à sua honra pessoal, mas antes, um ataque à sua responsabilidade política, que as próximas gerações, certa e infelizmente, não deixarão de cobrar, pela incompreensível decisão de eliminar, qual carrasco, o Curso Tecnológico de Mecânica. «TICs» do Sr. Ministro da Educação!... Que o futuro se encarregará de denunciar. «TICs» do Sr. Ministro da Educação!... Que o futuro se encarregará de denunciar. 27 Janeiro 2003

marcar artigo