PSD Defende Especialização da Escola Agrária de Viseu
Por MARIA ALBUQUERQUE
Segunda-feira, 25 de Novembro de 2002
Áreas da vinha e do vinho, da avicultura e do gado ovino são as preferenciais
Os deputados sociais-democratas eleitos pelo círculo de Viseu defendem que, antes de ser incluída no Programa de Investimentos e Despesas para o Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC), a Escola Superior Agrária de Viseu (ESAV) deve repensar o seu projecto, adaptando-o à realidade regional e nacional.
A escola, frequentada por cerca de 600 alunos, foi criada há oito anos pelo então secretário de Estado do Ensino Superior, Pedro Lynce, mas até hoje não tem instalações próprias. No PIDDAC 2002, estava prevista a atribuição de 100 mil euros, destinados a iniciar o projecto de construção das instalações, mas a verba foi retirada do plano de investimentos para o próximo ano. Este facto tem motivado críticas sucessivas por parte dos deputados socialistas e esteve na base de uma manifestação dos alunos, no passado dia 30 de Outubro.
O deputado do PSD, Almeida Henriques, explicou a proposta, lembrando que "foi unanimemente reconhecido que o projecto [da ESAV] poderá não estar perfeitamente adequado à realidade", uma vez que já tem dois anos. Por isso, os sociais-democratas acreditam que, primeiro, é preciso pensar no futuro da ESAV, sendo que este deverá passar pela especialização, nomeadamente nas áreas do vinho e da vinha, da avicultura e do gado ovino. Esta foi, aliás, uma das ideias defendidas por Almeida Henriques, numa reunião com Pedro Lynce, o ministro do Ensino Superior, os presidentes da Agrária e do Politécnico de Viseu e a associação de estudantes da ESAV.
O objectivo é que a ESAV "se assuma cada vez mais, a nível nacional, como uma escola especializada na vinha e no vinho, procurando tirar partido do potencial da região do Dão", bem como nos sectores (emergentes no distrito) da avicultura e do gado ovino. "Não nos colocamos numa postura de reivindicação balofa, mas sim numa lógica de, com responsabilidade, dizer como é que vamos resolver o problema. Não é pelo facto de gritarmos que estava no PIDDAC que estamos a prestar um bom serviço ao país", frisou Almeida Henriques.
Os sociais-democratas não têm dúvidas de que este processo deve anteceder a inclusão da obra em PIDDAC. "Investir, neste momento, mais de um milhão de contos numa escola que tem à partida 600 alunos pode não ser uma boa política", salientou o deputado. Reconhece, no entanto, que é importante continuar a exigir do Governo "a prioridade da sua construção, mas numa lógica de um laboratório de serviço à região".
"PIDDAC socialista era fraudulento"
Os deputados do PSD criticaram, ainda, o comportamento do anterior Governo PS, que acusaram de inscrever obras em PIDDAC sem pensarem na respectiva execução. "A prática socialista era: passa-se num local, há uma reivindicação, então inscreva-se no PIDDAC. Depois, logo se vê quando a obra será feita", frisou Almeida Henriques. Esta atitude é, segundo o PSD, "demagógica" e fraudulenta, uma vez que só devem estar no PIDDAC as "obras que objectivamente se contam fazer naquele ano". Exemplificando, os deputados lembram que duas obras consideradas fundamentais pelos sociais-democratas - as variantes de Penalva do Castelo e de S. Pedro do Sul - foram retiradas do programa de investimentos do próximo ano, porque não tinham projecto. "Os deputados do PS deviam ter vergonha! Andarem sistematicamente com cinco mil contos em PIDDAC (para estas duas variantes) só para enganarem as populações. Se não tinham nem estudo prévio, nem projecto, como é que as obras podiam ser lançadas em PIDDAC?", questionou o deputado Melchior Moreira.
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PSD Defende Especialização da Escola Agrária de Viseu
Por MARIA ALBUQUERQUE
Segunda-feira, 25 de Novembro de 2002
Áreas da vinha e do vinho, da avicultura e do gado ovino são as preferenciais
Os deputados sociais-democratas eleitos pelo círculo de Viseu defendem que, antes de ser incluída no Programa de Investimentos e Despesas para o Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC), a Escola Superior Agrária de Viseu (ESAV) deve repensar o seu projecto, adaptando-o à realidade regional e nacional.
A escola, frequentada por cerca de 600 alunos, foi criada há oito anos pelo então secretário de Estado do Ensino Superior, Pedro Lynce, mas até hoje não tem instalações próprias. No PIDDAC 2002, estava prevista a atribuição de 100 mil euros, destinados a iniciar o projecto de construção das instalações, mas a verba foi retirada do plano de investimentos para o próximo ano. Este facto tem motivado críticas sucessivas por parte dos deputados socialistas e esteve na base de uma manifestação dos alunos, no passado dia 30 de Outubro.
O deputado do PSD, Almeida Henriques, explicou a proposta, lembrando que "foi unanimemente reconhecido que o projecto [da ESAV] poderá não estar perfeitamente adequado à realidade", uma vez que já tem dois anos. Por isso, os sociais-democratas acreditam que, primeiro, é preciso pensar no futuro da ESAV, sendo que este deverá passar pela especialização, nomeadamente nas áreas do vinho e da vinha, da avicultura e do gado ovino. Esta foi, aliás, uma das ideias defendidas por Almeida Henriques, numa reunião com Pedro Lynce, o ministro do Ensino Superior, os presidentes da Agrária e do Politécnico de Viseu e a associação de estudantes da ESAV.
O objectivo é que a ESAV "se assuma cada vez mais, a nível nacional, como uma escola especializada na vinha e no vinho, procurando tirar partido do potencial da região do Dão", bem como nos sectores (emergentes no distrito) da avicultura e do gado ovino. "Não nos colocamos numa postura de reivindicação balofa, mas sim numa lógica de, com responsabilidade, dizer como é que vamos resolver o problema. Não é pelo facto de gritarmos que estava no PIDDAC que estamos a prestar um bom serviço ao país", frisou Almeida Henriques.
Os sociais-democratas não têm dúvidas de que este processo deve anteceder a inclusão da obra em PIDDAC. "Investir, neste momento, mais de um milhão de contos numa escola que tem à partida 600 alunos pode não ser uma boa política", salientou o deputado. Reconhece, no entanto, que é importante continuar a exigir do Governo "a prioridade da sua construção, mas numa lógica de um laboratório de serviço à região".
"PIDDAC socialista era fraudulento"
Os deputados do PSD criticaram, ainda, o comportamento do anterior Governo PS, que acusaram de inscrever obras em PIDDAC sem pensarem na respectiva execução. "A prática socialista era: passa-se num local, há uma reivindicação, então inscreva-se no PIDDAC. Depois, logo se vê quando a obra será feita", frisou Almeida Henriques. Esta atitude é, segundo o PSD, "demagógica" e fraudulenta, uma vez que só devem estar no PIDDAC as "obras que objectivamente se contam fazer naquele ano". Exemplificando, os deputados lembram que duas obras consideradas fundamentais pelos sociais-democratas - as variantes de Penalva do Castelo e de S. Pedro do Sul - foram retiradas do programa de investimentos do próximo ano, porque não tinham projecto. "Os deputados do PS deviam ter vergonha! Andarem sistematicamente com cinco mil contos em PIDDAC (para estas duas variantes) só para enganarem as populações. Se não tinham nem estudo prévio, nem projecto, como é que as obras podiam ser lançadas em PIDDAC?", questionou o deputado Melchior Moreira.