NO Público de hoje encontramos uma entrevista a João Soares que espelha bem o estado da sua candidatura. Provavelmente motivada (ou, no mínimo, largamente influenciada) pelo desespero, João Soares defende que todos os portugueses que se identifiquem com o PS pudessem participar nas eleições internas, um pouco como é feito por todo o mundo(?), como por exemplo nos EUA - apesar de, provavelmente, existirem modelos semelhantes, só conheço o modelo norte-americano -.
Reitera que não desiste em função de Manuel Alegre porque só tem de se identificar com a Moção dele e está nisto até ao fim (uma posição indefectível que só prejudica as pessoas que dentro do PS partilham daquela visão de PS socialista - e a repetição não é uma gralha); critica o nível de ofensas entre os outros dois candidatos no mesmo parágrafo em que se refere aos supostos avisos de Sérgio Sousa Pinto (se realmente o repudia esse tipo de conversação devia, no mínimo, recusar-se a falar sobre o triste episódio em que esbracejou frenéticamente em busca de atenção); admite renacionalizar, no limite, a Petrogal, ainda que acredite que esta última, a EDP e as Águas devessem ser entregues à Administração Central ou Local, dizendo, no mesmo parágrafo, que foi contra as nacionalizações do 11 de Março, em que alguns dos apoiantes de Manuel Alegre tiveram responsabilidades.
Este último ponto é brilhante, já que permite três posturas diferentes: critica as nacionalizações (e Manuel Alegre); admite uma renacionalização no limite por se tratar do sector energético, sector onde Portugal é inelutavelmente dependente; defende que indústrias cruciais estejam na mão da administração local (e os autarcas esfregam as mãos de contentamento: apoios extraordinários, receitas camarárias e capacidade de emprego) ou da administração central.
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NO Público de hoje encontramos uma entrevista a João Soares que espelha bem o estado da sua candidatura. Provavelmente motivada (ou, no mínimo, largamente influenciada) pelo desespero, João Soares defende que todos os portugueses que se identifiquem com o PS pudessem participar nas eleições internas, um pouco como é feito por todo o mundo(?), como por exemplo nos EUA - apesar de, provavelmente, existirem modelos semelhantes, só conheço o modelo norte-americano -.
Reitera que não desiste em função de Manuel Alegre porque só tem de se identificar com a Moção dele e está nisto até ao fim (uma posição indefectível que só prejudica as pessoas que dentro do PS partilham daquela visão de PS socialista - e a repetição não é uma gralha); critica o nível de ofensas entre os outros dois candidatos no mesmo parágrafo em que se refere aos supostos avisos de Sérgio Sousa Pinto (se realmente o repudia esse tipo de conversação devia, no mínimo, recusar-se a falar sobre o triste episódio em que esbracejou frenéticamente em busca de atenção); admite renacionalizar, no limite, a Petrogal, ainda que acredite que esta última, a EDP e as Águas devessem ser entregues à Administração Central ou Local, dizendo, no mesmo parágrafo, que foi contra as nacionalizações do 11 de Março, em que alguns dos apoiantes de Manuel Alegre tiveram responsabilidades.
Este último ponto é brilhante, já que permite três posturas diferentes: critica as nacionalizações (e Manuel Alegre); admite uma renacionalização no limite por se tratar do sector energético, sector onde Portugal é inelutavelmente dependente; defende que indústrias cruciais estejam na mão da administração local (e os autarcas esfregam as mãos de contentamento: apoios extraordinários, receitas camarárias e capacidade de emprego) ou da administração central.
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