Rui Pereira deverá hoje ser eleito presidente do Observatório de Segurança Criminalidade Organizada e Terrorismo.
O ex-ministro da Administração Interna, Rui Pereira, lidera a única lista candidata aos órgãos sociais do Observatório de Segurança Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), devendo por isso ser hoje eleito presidente deste organismo.
Rui Pereira, também ex-diretor do Serviço de Informações de (SIS), sucederá a José Manuel Anes, regressando à organização que fundou em 2003.
Na sua edição de hoje, o "Público" faz manchete com a presença nesta lista única de vários membros da Maçonaria e espiões. O jornal refere o coronel Francisco Rodrigues, director do departamento comum de segurança do SIS e do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) e Arménio Marques Ferreira, ex-diretor adjunto do SIS, são dois dos elementos concorrentes Às eleições.
Outros são Paulo Noguês, co-fundador da loja maçónica Mozart 49 (recentemente citada a propósito das ligações entre os serviços de informações e a Maçonaria) e Jorge Silva Carvalho, ex-diretor do SIED, que se encontra sob investigação pelo alegado envolvimento em fugas de informação das secretas para a Ongoing e em escutas ilegais a um jornalista.
Candidatos sem consulta prévia
Candiatos à vice-presidência do conselho diretivo são o economista António Rebelo de Sousa e o superintendente-chefe Oliveira Pereira, exonerado em janeiro da direcção nacional da PSP.
Segundo o "Público", a lista de vogais do conselho consultivo inclui o secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), Júlio Pereira.
Quanto a Rui Pereira - também ele maçon -, terá sido seu objectivo reunir na lista uma maior presença de sociais-democratas, chegando a nela incluir Ângelo Correia e Figueiredo Lopes (ambos ex-ministros da Administração Interna) e do deputado Fernando Negrão. O mesmo jornal adianta, contudo, que estes nomes foram colocados sem a consulta prévia dos visados, pelo que a lista acabou por ser refeita.
Fonte do OSCOT disse à Lusa que a lista única para os corpos sociais "acabou por reunir o consenso possível" depois de alguma controvérsia na escolha de Rui Pereira, considerando alguns dos seus membros que o ex-ministro da Administração Interna devia esperar mais algum tempo para se candidatar ao cargo.
Fundado em 2003 por Rui Pereira, o Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo declara-se como "uma organização da sociedade civil, independente do Estado, que se preocupa com todos os aspetos que envolvem a segurança do cidadão e da sociedade em geral".
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Rui Pereira deverá hoje ser eleito presidente do Observatório de Segurança Criminalidade Organizada e Terrorismo.
O ex-ministro da Administração Interna, Rui Pereira, lidera a única lista candidata aos órgãos sociais do Observatório de Segurança Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), devendo por isso ser hoje eleito presidente deste organismo.
Rui Pereira, também ex-diretor do Serviço de Informações de (SIS), sucederá a José Manuel Anes, regressando à organização que fundou em 2003.
Na sua edição de hoje, o "Público" faz manchete com a presença nesta lista única de vários membros da Maçonaria e espiões. O jornal refere o coronel Francisco Rodrigues, director do departamento comum de segurança do SIS e do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) e Arménio Marques Ferreira, ex-diretor adjunto do SIS, são dois dos elementos concorrentes Às eleições.
Outros são Paulo Noguês, co-fundador da loja maçónica Mozart 49 (recentemente citada a propósito das ligações entre os serviços de informações e a Maçonaria) e Jorge Silva Carvalho, ex-diretor do SIED, que se encontra sob investigação pelo alegado envolvimento em fugas de informação das secretas para a Ongoing e em escutas ilegais a um jornalista.
Candidatos sem consulta prévia
Candiatos à vice-presidência do conselho diretivo são o economista António Rebelo de Sousa e o superintendente-chefe Oliveira Pereira, exonerado em janeiro da direcção nacional da PSP.
Segundo o "Público", a lista de vogais do conselho consultivo inclui o secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), Júlio Pereira.
Quanto a Rui Pereira - também ele maçon -, terá sido seu objectivo reunir na lista uma maior presença de sociais-democratas, chegando a nela incluir Ângelo Correia e Figueiredo Lopes (ambos ex-ministros da Administração Interna) e do deputado Fernando Negrão. O mesmo jornal adianta, contudo, que estes nomes foram colocados sem a consulta prévia dos visados, pelo que a lista acabou por ser refeita.
Fonte do OSCOT disse à Lusa que a lista única para os corpos sociais "acabou por reunir o consenso possível" depois de alguma controvérsia na escolha de Rui Pereira, considerando alguns dos seus membros que o ex-ministro da Administração Interna devia esperar mais algum tempo para se candidatar ao cargo.
Fundado em 2003 por Rui Pereira, o Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo declara-se como "uma organização da sociedade civil, independente do Estado, que se preocupa com todos os aspetos que envolvem a segurança do cidadão e da sociedade em geral".