Este blogue - o seu autor - é muito fustigado com coisas do género "só sabe dizer mal". É sinal de que, apesar de tudo, ainda sei dizer alguma coisa. Mas hoje concedo um elogio que não é vitupério. Cavaco Silva foi eleito Chefe de Estado há quatro anos. Depois de Eanes (atípico) e de dois socialistas, a chegada a Belém de alguém que nada devia à legitimidade militar ou à "anti-fascista" repôs algum equilíbrio no regime. A prova disto reside nos persistentes ataques que aqueles que se julgam donos do dito regime, directa ou indirectamente, lançam, alarve ou menos alarvemente. ao PR. Cavaco não "faz o género" desta gente. Não fez quando arrebatou duas maiorias absolutas, nem faz agora. A autoridade de Cavaco foi construída. Nunca foi outorgada em atestados de bom comportamento passados pelo patronato democrático ou pelos critérios de eugenia político-cultural em vigor que Pulido Valente (não o historiador mas o "admirador" de Soares) sintetizou na sentença "não ficará na história". Como escrevi na altura no falecido Independente, «a sobranceria das esquerdas acerca de tudo e de todos, particularmente em matéria de subtileza "cultural", teve a resposta que merecia.» Voltará a tê-la daqui a um ano.Adenda: É triste a figura que um jornalista com a idade de Mário Crespo fez diante de Passos Coelho por causa do seu ódio primitivo - e inteiramente pessoal - ao PR. Ao pé de Crespo, e até pelas respostas que deu, Passos Coelho foi um senhor e ele apenas patético.
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Este blogue - o seu autor - é muito fustigado com coisas do género "só sabe dizer mal". É sinal de que, apesar de tudo, ainda sei dizer alguma coisa. Mas hoje concedo um elogio que não é vitupério. Cavaco Silva foi eleito Chefe de Estado há quatro anos. Depois de Eanes (atípico) e de dois socialistas, a chegada a Belém de alguém que nada devia à legitimidade militar ou à "anti-fascista" repôs algum equilíbrio no regime. A prova disto reside nos persistentes ataques que aqueles que se julgam donos do dito regime, directa ou indirectamente, lançam, alarve ou menos alarvemente. ao PR. Cavaco não "faz o género" desta gente. Não fez quando arrebatou duas maiorias absolutas, nem faz agora. A autoridade de Cavaco foi construída. Nunca foi outorgada em atestados de bom comportamento passados pelo patronato democrático ou pelos critérios de eugenia político-cultural em vigor que Pulido Valente (não o historiador mas o "admirador" de Soares) sintetizou na sentença "não ficará na história". Como escrevi na altura no falecido Independente, «a sobranceria das esquerdas acerca de tudo e de todos, particularmente em matéria de subtileza "cultural", teve a resposta que merecia.» Voltará a tê-la daqui a um ano.Adenda: É triste a figura que um jornalista com a idade de Mário Crespo fez diante de Passos Coelho por causa do seu ódio primitivo - e inteiramente pessoal - ao PR. Ao pé de Crespo, e até pelas respostas que deu, Passos Coelho foi um senhor e ele apenas patético.