Eu louvo a pasmaceira que se eleva assim que se despede o mês de Agosto.E nem é, talvez, a palavra bem empregue, que é de pasmo que falo, de espanto.Falo de um tempo espraiado, assim como se fossem os restos do mês antes, deslizando à espera que chegue o Outono.Um tempo lasso.Um tempo espreguiceiro.Os dias a encolherem-se devagar para de dentro do aconchego das noites.Despontam sobre as terras os orvalhos.A terra transpira restos de calores, restos de sóis.Caem as primeiras chuvas. Mornas, afagosas. Apetece rezar e terminar dizendo: E que assim seja para todo o sempre.Ámen.Oremos, pois.
Categorias
Entidades
Eu louvo a pasmaceira que se eleva assim que se despede o mês de Agosto.E nem é, talvez, a palavra bem empregue, que é de pasmo que falo, de espanto.Falo de um tempo espraiado, assim como se fossem os restos do mês antes, deslizando à espera que chegue o Outono.Um tempo lasso.Um tempo espreguiceiro.Os dias a encolherem-se devagar para de dentro do aconchego das noites.Despontam sobre as terras os orvalhos.A terra transpira restos de calores, restos de sóis.Caem as primeiras chuvas. Mornas, afagosas. Apetece rezar e terminar dizendo: E que assim seja para todo o sempre.Ámen.Oremos, pois.