Rui Barreto 'consciente' de que pagará 'preço' pelo voto contra

09-11-2013
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O deputado do CDS-PP eleito pela Madeira, Rui Barreto, disse hoje ter «a plena noção» de que pagará «um preço» por ter votado contra o Orçamento do Estado para 2013, justificando a decisão com «razões nacionais e regionais».

«Tenho a plena noção. Votei livre e conscientemente este Orçamento e tenho a noção que pagarei obviamente um preço sobre essa matéria», afirmou Rui Barreto, em declarações aos jornalistas após sair do plenário onde foi aprovado o OE para 2013.

Questionado pelos jornalistas sobre as consequências disciplinares da quebra da disciplina de voto, Rui Barreto disse não querer «especular» por o assunto ser do foro interno do partido.

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, tinha dito antes da votação que os estatutos do partido prevêem «consequências» para quem não respeitasse o sentido de voto.

Em declarações aos jornalistas, Rui Barreto fez questão de expor as razões "nacionais e regionais" que motivaram o voto contra a proposta orçamental na generalidade.

Por um lado, disse, o Orçamento vai conduzir o país a «maior recessão» e «não cumpre uma premissa essencial» do memorando de entendimento - que a consolidação se deve fazer dois terços do lado da despesa e um terço do lado da receita.

«Esta deriva de austeridade para austeridade não está a conduzir o país a bom termo. Julgo que os portugueses percebem o trabalho que se está a fazer mas não entendem alguma timidez do Governo no discurso europeu porque esta receita neste orçamento vai traduzir-se numa maior recessão da economia», argumentou.

Quanto às «razões regionais», Rui Barreto recordou as razões já publicamente divulgadas pela estrutura do CDS-PP da Madeira para o voto contra: o facto de o OE para 2013 prever que a receita da sobretaxa do IRS reverte para o Estado «quando deveria pertencer às regiões» e não assegura «a reposição dos benefícios fiscais retirados ao Centro Internacional de Negócios».

«O que nós pedimos e queremos é que o Governo se empenhe na resolução desse problema porque os madeirenses querem pagar a dívida à República e não aceitam que a República não disponibilize os instrumentos para que a Madeira possa arrecadar a receita», argumentou Rui Barreto.

Lusa/SOL

O deputado do CDS-PP eleito pela Madeira, Rui Barreto, disse hoje ter «a plena noção» de que pagará «um preço» por ter votado contra o Orçamento do Estado para 2013, justificando a decisão com «razões nacionais e regionais».

«Tenho a plena noção. Votei livre e conscientemente este Orçamento e tenho a noção que pagarei obviamente um preço sobre essa matéria», afirmou Rui Barreto, em declarações aos jornalistas após sair do plenário onde foi aprovado o OE para 2013.

Questionado pelos jornalistas sobre as consequências disciplinares da quebra da disciplina de voto, Rui Barreto disse não querer «especular» por o assunto ser do foro interno do partido.

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, tinha dito antes da votação que os estatutos do partido prevêem «consequências» para quem não respeitasse o sentido de voto.

Em declarações aos jornalistas, Rui Barreto fez questão de expor as razões "nacionais e regionais" que motivaram o voto contra a proposta orçamental na generalidade.

Por um lado, disse, o Orçamento vai conduzir o país a «maior recessão» e «não cumpre uma premissa essencial» do memorando de entendimento - que a consolidação se deve fazer dois terços do lado da despesa e um terço do lado da receita.

«Esta deriva de austeridade para austeridade não está a conduzir o país a bom termo. Julgo que os portugueses percebem o trabalho que se está a fazer mas não entendem alguma timidez do Governo no discurso europeu porque esta receita neste orçamento vai traduzir-se numa maior recessão da economia», argumentou.

Quanto às «razões regionais», Rui Barreto recordou as razões já publicamente divulgadas pela estrutura do CDS-PP da Madeira para o voto contra: o facto de o OE para 2013 prever que a receita da sobretaxa do IRS reverte para o Estado «quando deveria pertencer às regiões» e não assegura «a reposição dos benefícios fiscais retirados ao Centro Internacional de Negócios».

«O que nós pedimos e queremos é que o Governo se empenhe na resolução desse problema porque os madeirenses querem pagar a dívida à República e não aceitam que a República não disponibilize os instrumentos para que a Madeira possa arrecadar a receita», argumentou Rui Barreto.

Lusa/SOL

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