Tod@s pela liberdade

10-07-2011
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“Carrinhas com polícias de choque à s largas dezenas desceram em grande velocidade o Chiado, selando o alto da rua do Carmo, enquanto outras com igual força e os referidos polícias de choque subiam a rua do Carmo. Estes últimos desceram imediatamente dos carros, ainda antes destes travarem e começaram a correr em direcção aos manifestantes, agredindo-os à bastonada enquanto estes tentavam escapar desesperadamente. Os que estavam perto, meros espectadores ou pessoas que acompanharam o cortejo de lado, ficaram também encurralados por polícias agressivos, com ameaça física a toda a gente, mas que batiam selvaticamente e sem hesitação em alguém que tivesse «aspecto» de manifestante. Vi polícias em grupos de cinco ou mais «dar caça» na baixa a manifestantes ou outras pessoas. Uma rapariga que ia a fugir, estava diante da Pastelaria Suiça, quando foi agredida, imobilizada no chão e arrastada sob prisão a 500 metros de distância para ser encurralada nos carros celulares. O mesmo passou-se com outros (eles não fizeram nenhum gesto agressivo, a fuga era para os polícias o «motivo» para perseguirem e baterem selvaticamente nessas pessoas).”

“Na rua dos armazéns do chiado, 5 carrinhas de polícia de choque com armaduras carregaram sobre os manifestantes sem ter sido provocada (elementos à paisana no meio da manifestação começaram a distribuir porrada com cassetetes desdobráveis). Eu vi isto acontecer à minha frente, como transeunte. Arrearam a rua toda à porrada. Bateram em cães, turistas, pessoas que estavam a sair da Springfield e da h&m … Eu vi isto à minha frente e não sou anarquista. Nunca imaginei que a polícia num estado democrático se pudesse comportar assim. Alguns pareciam cães raivosos, desejando mais confronto enquanto o pessoal fugia. Até é errado chamar confrontos porque ninguém ofereceu resistência, o que aquilo foi foi um massacre . Soube que há pelo menos 10 pessoas detidas, que foram espancadas ainda mais brutalmente na esquadra. Apareceu uma carrinha do INEM que levou uma rapariga de braço partido. Vi um casal de turistas italianos com marcas de bastonadas.”

Relatos da manifestação anti-autoritária de 25 de Abril de 2007, disponíveis em Cravado no Carmo.

Está em curso um processo judicial contra as 12 pessoas detidas pela polícia. Temo pela saúde da nossa democracia e pela liberdade de quem se manifestava contra o fascismo. Acho que as patifarias cometidas por Sócrates através dos seus tentáculos no mundo da polícia, dos magistrados e dos tribunais, devem preocupar qualquer cidadão honesto e decente. Mas nada temo, porque imagino estar para breve uma vaga de indignação contra este atentado à liberdade. Da esquerda à direita, ninguém deve estar satisfeita.

Nuno, podes iniciar os contactos com os camaradas da moral majority? Um Darth Vader também dava jeito. Afinal de contas, também eles sabem o que é ser perseguido injustamente pela policia e prezam o valor da desobediência civil. Há princípios que estão acima das divergências políticas. Temos que ser uns para os outros. Proibido voltar atrás, viva a liberdade.

“Carrinhas com polícias de choque à s largas dezenas desceram em grande velocidade o Chiado, selando o alto da rua do Carmo, enquanto outras com igual força e os referidos polícias de choque subiam a rua do Carmo. Estes últimos desceram imediatamente dos carros, ainda antes destes travarem e começaram a correr em direcção aos manifestantes, agredindo-os à bastonada enquanto estes tentavam escapar desesperadamente. Os que estavam perto, meros espectadores ou pessoas que acompanharam o cortejo de lado, ficaram também encurralados por polícias agressivos, com ameaça física a toda a gente, mas que batiam selvaticamente e sem hesitação em alguém que tivesse «aspecto» de manifestante. Vi polícias em grupos de cinco ou mais «dar caça» na baixa a manifestantes ou outras pessoas. Uma rapariga que ia a fugir, estava diante da Pastelaria Suiça, quando foi agredida, imobilizada no chão e arrastada sob prisão a 500 metros de distância para ser encurralada nos carros celulares. O mesmo passou-se com outros (eles não fizeram nenhum gesto agressivo, a fuga era para os polícias o «motivo» para perseguirem e baterem selvaticamente nessas pessoas).”

“Na rua dos armazéns do chiado, 5 carrinhas de polícia de choque com armaduras carregaram sobre os manifestantes sem ter sido provocada (elementos à paisana no meio da manifestação começaram a distribuir porrada com cassetetes desdobráveis). Eu vi isto acontecer à minha frente, como transeunte. Arrearam a rua toda à porrada. Bateram em cães, turistas, pessoas que estavam a sair da Springfield e da h&m … Eu vi isto à minha frente e não sou anarquista. Nunca imaginei que a polícia num estado democrático se pudesse comportar assim. Alguns pareciam cães raivosos, desejando mais confronto enquanto o pessoal fugia. Até é errado chamar confrontos porque ninguém ofereceu resistência, o que aquilo foi foi um massacre . Soube que há pelo menos 10 pessoas detidas, que foram espancadas ainda mais brutalmente na esquadra. Apareceu uma carrinha do INEM que levou uma rapariga de braço partido. Vi um casal de turistas italianos com marcas de bastonadas.”

Relatos da manifestação anti-autoritária de 25 de Abril de 2007, disponíveis em Cravado no Carmo.

Está em curso um processo judicial contra as 12 pessoas detidas pela polícia. Temo pela saúde da nossa democracia e pela liberdade de quem se manifestava contra o fascismo. Acho que as patifarias cometidas por Sócrates através dos seus tentáculos no mundo da polícia, dos magistrados e dos tribunais, devem preocupar qualquer cidadão honesto e decente. Mas nada temo, porque imagino estar para breve uma vaga de indignação contra este atentado à liberdade. Da esquerda à direita, ninguém deve estar satisfeita.

Nuno, podes iniciar os contactos com os camaradas da moral majority? Um Darth Vader também dava jeito. Afinal de contas, também eles sabem o que é ser perseguido injustamente pela policia e prezam o valor da desobediência civil. Há princípios que estão acima das divergências políticas. Temos que ser uns para os outros. Proibido voltar atrás, viva a liberdade.

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