UE exige cedências de Washington para perder votos no FMI
Bárbara Silva
16 Set 2010
Em Bruxelas, o Conselho Europeu debate hoje estratégias para melhorar a política externa europeia.
A luta pelo poder entre a União Europeia e os Estados Unidos no Fundo Monetário Internacional acentuou-se ontem, com o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, a contra-atacar dizendo que os EUA devem dizer adeus ao poder de veto em decisões importantes no conselho executivo do FMI.
O extremar da posição europeia surgiu depois de Washington ter exigido que nove países europeus com assento no FMI (30% dos votos, num total de 24 membros) abdiquem de votos a favor dos países emergentes. Washington e Bruxelas devem chegar a acordo até 31 de Outubro, quando termina o mandato do actual conselho executivo do FMI.
A dominar as conversas de bastidores, o tema deverá estar em destaque hoje na cimeira extraordinária do Conselho Europeu, convocada pelo próprio presidente Herman Van Rompuy para debater a nova política externa de Bruxelas e também o ‘dossier' da governação económica.
Apesar de concordar, em teoria, com a necessidade de um novo equilíbrio do poder no FMI, o governo alemão deixou claro que a UE não está disposta a perder peso nas instituições internacionais, um dos alicerces da projecção e influência europeia no mundo. Um outro responsável alemão, sob anonimato, disse ontem à Reuters que a Alemanha e outros países europeus estão prontos para rever a distribuição de poder no FMI, favorecendo um sistema de rotação, mas não garantiu que o assunto fique resolvido até ao final de Outubro.
*Leia a versão completa na edição de hoje do Diário Económico
UE exige cedências de Washington para perder votos no FMI
Bárbara Silva
16 Set 2010
Em Bruxelas, o Conselho Europeu debate hoje estratégias para melhorar a política externa europeia.
A luta pelo poder entre a União Europeia e os Estados Unidos no Fundo Monetário Internacional acentuou-se ontem, com o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, a contra-atacar dizendo que os EUA devem dizer adeus ao poder de veto em decisões importantes no conselho executivo do FMI.
O extremar da posição europeia surgiu depois de Washington ter exigido que nove países europeus com assento no FMI (30% dos votos, num total de 24 membros) abdiquem de votos a favor dos países emergentes. Washington e Bruxelas devem chegar a acordo até 31 de Outubro, quando termina o mandato do actual conselho executivo do FMI.
A dominar as conversas de bastidores, o tema deverá estar em destaque hoje na cimeira extraordinária do Conselho Europeu, convocada pelo próprio presidente Herman Van Rompuy para debater a nova política externa de Bruxelas e também o ‘dossier' da governação económica.
Apesar de concordar, em teoria, com a necessidade de um novo equilíbrio do poder no FMI, o governo alemão deixou claro que a UE não está disposta a perder peso nas instituições internacionais, um dos alicerces da projecção e influência europeia no mundo. Um outro responsável alemão, sob anonimato, disse ontem à Reuters que a Alemanha e outros países europeus estão prontos para rever a distribuição de poder no FMI, favorecendo um sistema de rotação, mas não garantiu que o assunto fique resolvido até ao final de Outubro.
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