Conjugar o abrandamento da economia sem aumento do desemprego, como o Governo quer, é algo que causa perplexidade entre economistas. Pela primeira vez, em mais de duas décadas, Portugal pode chegar a uma taxa de desemprego de dois dígitos. A questão não é consensual entre os economistas, mas um dado parece ser certo - a taxa de desemprego de 7,6% prevista pelo Governo no Orçamento do Estado para 2008 e 2009 vai ser ultrapassada. E como a criação de emprego está nas empresas e não pode ser atingida por decreto, o Executivo tem uma margem de manobra relativa. Por aferir está ainda o reflexo que terão as medidas paliativas no sector financeiro. E, a nível estrutural, a especialização da Índia e a produção a baixo custo da China agravam o problema. O Instituto Nacional de Estatística contava 409,9 mil desempregados no segundo trimestre deste ano. Um número que corresponde a 7,3% de taxa de desemprego. Para o final do ano, no Orçamento do Estado, o Governo prevê um ligeiro agravamento para 7,6%. O mesmo valor que espera para o próximo 2009. O Fundo Monetário Internacional, a primeira instituição internacional a apresentar projecções de Outono, não é tão optimista e aponta para uma subida da taxa para 7,8% em 2009.
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Conjugar o abrandamento da economia sem aumento do desemprego, como o Governo quer, é algo que causa perplexidade entre economistas. Pela primeira vez, em mais de duas décadas, Portugal pode chegar a uma taxa de desemprego de dois dígitos. A questão não é consensual entre os economistas, mas um dado parece ser certo - a taxa de desemprego de 7,6% prevista pelo Governo no Orçamento do Estado para 2008 e 2009 vai ser ultrapassada. E como a criação de emprego está nas empresas e não pode ser atingida por decreto, o Executivo tem uma margem de manobra relativa. Por aferir está ainda o reflexo que terão as medidas paliativas no sector financeiro. E, a nível estrutural, a especialização da Índia e a produção a baixo custo da China agravam o problema. O Instituto Nacional de Estatística contava 409,9 mil desempregados no segundo trimestre deste ano. Um número que corresponde a 7,3% de taxa de desemprego. Para o final do ano, no Orçamento do Estado, o Governo prevê um ligeiro agravamento para 7,6%. O mesmo valor que espera para o próximo 2009. O Fundo Monetário Internacional, a primeira instituição internacional a apresentar projecções de Outono, não é tão optimista e aponta para uma subida da taxa para 7,8% em 2009.