Maioria escolhe ex-membro da CIP para liderar concertação social

08-05-2015
marcar artigo

Maioria escolhe ex-membro da CIP para liderar concertação social

Denise Fernandes e Marta Moitinho Oliveira

Ontem 00:07

Luís Filipe Pereira vai substituir Silva Peneda. PS lembra que depois das legislativas, haverá nova eleição.

O empresário e ex-ministro da Saúde Luís Filipe Pereira é o nome indicado pelo PSD e CDS para presidir ao Conselho Económico e Social (CES), tendo reunido consenso entre os dois partidos da coligação governamental. Uma escolha que agradou à CIP - Confederação Empresarial de Portugal, uma vez que Luís Filipe Pereira já foi membro do conselho geral daquela estrutura patronal.

"É uma excelente escolha, conheço-o perfeitamente, era membro do conselho geral da CIP por minha escolha", sublinha, em declarações ao Diário Económico, António Saraiva.

Luís Filipe Pereira sucede assim a José Silva Peneda na presidência do CES, órgão máximo da concertação social. Silva Peneda abandonou o cargo no dia 1 de Maio para ser assessor da presidência da Comissão Europeia, em Bruxelas.

A eleição de Luís Filipe Pereira está marcada para dia 15 e exige maioria de dois terços no Parlamento. O PS aceita o nome de Luís Filipe Pereira para liderar o CES nos próximos meses, mas o eleito não será necessariamente reconduzido depois das legislativas, caso os socialistas vençam as eleições. Nessa altura, haverá nova eleição para CES, desta vez para o prazo da legislatura.

"Era um dos nomes que nos tinha sido apresentado, trata-se de eleger alguém para completar o mandato de Silva Peneda. Antes do fim do ano, teremos nova eleição", disse ao Diário Económico o líder parlamentar do PS, Eduardo Ferro Rodrigues.

Já o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, não quis, para já, fazer comentários. "Quando houver uma proposta formal, pronunciar-nos-emos", declarou o líder da intersindical.

Luís Filipe Pereira foi membro de vários governos, tendo sido ministro da Saúde do Executivo liderado por Durão Barroso e secretário de Estado da Energia do governo de Cavaco Silva. Foi ainda membro da Comissão do Livro Branco para a Reforma da Segurança Social. Presidiu a várias empresas, entre elas, a EFACEC e a CUF, tendo sido administrador da EDP.

Caso seja eleito presidente do CES, Luís Filipe Vieira terá de fazer, sobretudo, trabalho de bastidores. Ao presidente do CES cabe tentar conciliar posições entre os vários parceiros sociais (associações sindicais, confederações patronais e Governo) sobre os temas em discussão. Pela concertação passam, sobretudo, temas ligados ao emprego, como salário mínimo, alterações ao Código do Trabalho e matérias de Segurança Social. Esta é a parte do seu trabalho mais conhecida da opinião pública - até porque o presidente do CES não tem direito de voto.

Porém, o papel do presidente do CESnão se esgota na concertação social. Em Março, o ainda presidente Silva Peneda enumerou precisamente um conjunto de atribuições específicas deste cargo para mostrar a importância de escolher a tempo um sucessor para a função. Cabe ao presidente do CES, por exemplo, determinar a constituição de tribunais arbitrais durante as férias judiciais de Verão, para definir serviços mínimos em greves.

Com a saída do presidente, também o pessoal que integra o seu gabinete volta aos lugares de origem.

Maioria escolhe ex-membro da CIP para liderar concertação social

Denise Fernandes e Marta Moitinho Oliveira

Ontem 00:07

Luís Filipe Pereira vai substituir Silva Peneda. PS lembra que depois das legislativas, haverá nova eleição.

O empresário e ex-ministro da Saúde Luís Filipe Pereira é o nome indicado pelo PSD e CDS para presidir ao Conselho Económico e Social (CES), tendo reunido consenso entre os dois partidos da coligação governamental. Uma escolha que agradou à CIP - Confederação Empresarial de Portugal, uma vez que Luís Filipe Pereira já foi membro do conselho geral daquela estrutura patronal.

"É uma excelente escolha, conheço-o perfeitamente, era membro do conselho geral da CIP por minha escolha", sublinha, em declarações ao Diário Económico, António Saraiva.

Luís Filipe Pereira sucede assim a José Silva Peneda na presidência do CES, órgão máximo da concertação social. Silva Peneda abandonou o cargo no dia 1 de Maio para ser assessor da presidência da Comissão Europeia, em Bruxelas.

A eleição de Luís Filipe Pereira está marcada para dia 15 e exige maioria de dois terços no Parlamento. O PS aceita o nome de Luís Filipe Pereira para liderar o CES nos próximos meses, mas o eleito não será necessariamente reconduzido depois das legislativas, caso os socialistas vençam as eleições. Nessa altura, haverá nova eleição para CES, desta vez para o prazo da legislatura.

"Era um dos nomes que nos tinha sido apresentado, trata-se de eleger alguém para completar o mandato de Silva Peneda. Antes do fim do ano, teremos nova eleição", disse ao Diário Económico o líder parlamentar do PS, Eduardo Ferro Rodrigues.

Já o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, não quis, para já, fazer comentários. "Quando houver uma proposta formal, pronunciar-nos-emos", declarou o líder da intersindical.

Luís Filipe Pereira foi membro de vários governos, tendo sido ministro da Saúde do Executivo liderado por Durão Barroso e secretário de Estado da Energia do governo de Cavaco Silva. Foi ainda membro da Comissão do Livro Branco para a Reforma da Segurança Social. Presidiu a várias empresas, entre elas, a EFACEC e a CUF, tendo sido administrador da EDP.

Caso seja eleito presidente do CES, Luís Filipe Vieira terá de fazer, sobretudo, trabalho de bastidores. Ao presidente do CES cabe tentar conciliar posições entre os vários parceiros sociais (associações sindicais, confederações patronais e Governo) sobre os temas em discussão. Pela concertação passam, sobretudo, temas ligados ao emprego, como salário mínimo, alterações ao Código do Trabalho e matérias de Segurança Social. Esta é a parte do seu trabalho mais conhecida da opinião pública - até porque o presidente do CES não tem direito de voto.

Porém, o papel do presidente do CESnão se esgota na concertação social. Em Março, o ainda presidente Silva Peneda enumerou precisamente um conjunto de atribuições específicas deste cargo para mostrar a importância de escolher a tempo um sucessor para a função. Cabe ao presidente do CES, por exemplo, determinar a constituição de tribunais arbitrais durante as férias judiciais de Verão, para definir serviços mínimos em greves.

Com a saída do presidente, também o pessoal que integra o seu gabinete volta aos lugares de origem.

marcar artigo