Passos rejeita "sinais de ruptura" na coligação
Lusa
16:28
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afastou hoje a existência de "sinais de ruptura" na coligação e admitiu a possibilidade de uma eventual descida de impostos no próximo ano caso não seja posta em causa a meta do défice.
"Nem vejo sinais de ruptura nem vejo crise nenhuma. Teremos
oportunidade agora de discutir em Conselho de Ministros a proposta
de lei do Orçamento do Estado (OE) que será submetida ao parlamento
até dia 15 e não deixaremos, nessa discussão, de atender às
necessidades que todos sentimos de poder aliviar a carga fiscal
sobre os portugueses", disse o chefe do Governo.
Falando aos jornalistas à margem de um almoço com a Associação de
Jovens Empresários (ANJE), em São Bento, Passos Coelho reconheceu
que o país tem "uma elevada carga fiscal", garantindo que esta
poderá ser aliviada desde que haja condições para tal.
"Temos uma elevada carga fiscal e na medida em que tenhamos margem
para a poder aliviar não deixaremos de o fazer. Não é pelo facto de
termos eleições que, se tivermos margem para o poder fazer, o
deixaremos de concretizar", garantiu o primeiro-ministro.
Embora admita ter "dúvidas" sobre se o Governo terá ou não grande
espaço para poder fazer grandes mexidas nos impostos, na medida em
que "são conhecidos os impactos que algumas decisões que foram
tomadas no plano jurídico-constitucional terão no orçamento e nas
contas públicas", Passos Coelho disse tratar-se de "uma tarefa que
tem de ser concretizada com os números à frente".
No entanto, o primeiro-ministro admitiu que a possibilidade de
descer o IRS no próximo ano não está excluída, argumentando
tratar-se de uma matéria que terá de ser analisada e discutida.
"Com certeza, é isso que o Governo fará a seu tempo", assegurou o
líder do executivo, lembrando que "o que é importante é ter noção de
que, nestes últimos três anos, o Governo não escolheu esta
combinação entre redução de despesa e aumento da carga fiscal por
gosto especial, mas por necessidade".
Segundo o primeiro-ministro, esta e outras matérias serão discutidas
em Conselho de Ministros extraordinário na próxima semana para
discutir o Orçamento do Estado para 2015. Depois de ter participado nas
cerimónias oficiais do 5 de Outubro, na Câmara de Lisboa, Passos Coelho
recebe, para um almoço em São Bento, jovens empresários da Associação
Nacional de Jovens Empresários (ANJE).
Numa breve intervenção, proferida nos jardins do palácio de São
Bento, o presidente da ANJE, João Rafael Koehler, defendeu a
necessidade de isentar as 'start-ups' de pagamento de IRC nos
primeiros anos de actividade e de terem benefícios em sede de IRS.
Categorias
Entidades
Passos rejeita "sinais de ruptura" na coligação
Lusa
16:28
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afastou hoje a existência de "sinais de ruptura" na coligação e admitiu a possibilidade de uma eventual descida de impostos no próximo ano caso não seja posta em causa a meta do défice.
"Nem vejo sinais de ruptura nem vejo crise nenhuma. Teremos
oportunidade agora de discutir em Conselho de Ministros a proposta
de lei do Orçamento do Estado (OE) que será submetida ao parlamento
até dia 15 e não deixaremos, nessa discussão, de atender às
necessidades que todos sentimos de poder aliviar a carga fiscal
sobre os portugueses", disse o chefe do Governo.
Falando aos jornalistas à margem de um almoço com a Associação de
Jovens Empresários (ANJE), em São Bento, Passos Coelho reconheceu
que o país tem "uma elevada carga fiscal", garantindo que esta
poderá ser aliviada desde que haja condições para tal.
"Temos uma elevada carga fiscal e na medida em que tenhamos margem
para a poder aliviar não deixaremos de o fazer. Não é pelo facto de
termos eleições que, se tivermos margem para o poder fazer, o
deixaremos de concretizar", garantiu o primeiro-ministro.
Embora admita ter "dúvidas" sobre se o Governo terá ou não grande
espaço para poder fazer grandes mexidas nos impostos, na medida em
que "são conhecidos os impactos que algumas decisões que foram
tomadas no plano jurídico-constitucional terão no orçamento e nas
contas públicas", Passos Coelho disse tratar-se de "uma tarefa que
tem de ser concretizada com os números à frente".
No entanto, o primeiro-ministro admitiu que a possibilidade de
descer o IRS no próximo ano não está excluída, argumentando
tratar-se de uma matéria que terá de ser analisada e discutida.
"Com certeza, é isso que o Governo fará a seu tempo", assegurou o
líder do executivo, lembrando que "o que é importante é ter noção de
que, nestes últimos três anos, o Governo não escolheu esta
combinação entre redução de despesa e aumento da carga fiscal por
gosto especial, mas por necessidade".
Segundo o primeiro-ministro, esta e outras matérias serão discutidas
em Conselho de Ministros extraordinário na próxima semana para
discutir o Orçamento do Estado para 2015. Depois de ter participado nas
cerimónias oficiais do 5 de Outubro, na Câmara de Lisboa, Passos Coelho
recebe, para um almoço em São Bento, jovens empresários da Associação
Nacional de Jovens Empresários (ANJE).
Numa breve intervenção, proferida nos jardins do palácio de São
Bento, o presidente da ANJE, João Rafael Koehler, defendeu a
necessidade de isentar as 'start-ups' de pagamento de IRC nos
primeiros anos de actividade e de terem benefícios em sede de IRS.