Passos rejeita "sinais de ruptura" na coligação

05-10-2014
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Passos rejeita "sinais de ruptura" na coligação

Lusa

16:28

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afastou hoje a existência de "sinais de ruptura" na coligação e admitiu a possibilidade de uma eventual descida de impostos no próximo ano caso não seja posta em causa a meta do défice.

"Nem vejo sinais de ruptura nem vejo crise nenhuma. Teremos

oportunidade agora de discutir em Conselho de Ministros a proposta

de lei do Orçamento do Estado (OE) que será submetida ao parlamento

até dia 15 e não deixaremos, nessa discussão, de atender às

necessidades que todos sentimos de poder aliviar a carga fiscal

sobre os portugueses", disse o chefe do Governo.

Falando aos jornalistas à margem de um almoço com a Associação de

Jovens Empresários (ANJE), em São Bento, Passos Coelho reconheceu

que o país tem "uma elevada carga fiscal", garantindo que esta

poderá ser aliviada desde que haja condições para tal.

"Temos uma elevada carga fiscal e na medida em que tenhamos margem

para a poder aliviar não deixaremos de o fazer. Não é pelo facto de

termos eleições que, se tivermos margem para o poder fazer, o

deixaremos de concretizar", garantiu o primeiro-ministro.

Embora admita ter "dúvidas" sobre se o Governo terá ou não grande

espaço para poder fazer grandes mexidas nos impostos, na medida em

que "são conhecidos os impactos que algumas decisões que foram

tomadas no plano jurídico-constitucional terão no orçamento e nas

contas públicas", Passos Coelho disse tratar-se de "uma tarefa que

tem de ser concretizada com os números à frente".

No entanto, o primeiro-ministro admitiu que a possibilidade de

descer o IRS no próximo ano não está excluída, argumentando

tratar-se de uma matéria que terá de ser analisada e discutida.

"Com certeza, é isso que o Governo fará a seu tempo", assegurou o

líder do executivo, lembrando que "o que é importante é ter noção de

que, nestes últimos três anos, o Governo não escolheu esta

combinação entre redução de despesa e aumento da carga fiscal por

gosto especial, mas por necessidade".

Segundo o primeiro-ministro, esta e outras matérias serão discutidas

em Conselho de Ministros extraordinário na próxima semana para

discutir o Orçamento do Estado para 2015. Depois de ter participado nas

cerimónias oficiais do 5 de Outubro, na Câmara de Lisboa, Passos Coelho

recebe, para um almoço em São Bento, jovens empresários da Associação

Nacional de Jovens Empresários (ANJE).

Numa breve intervenção, proferida nos jardins do palácio de São

Bento, o presidente da ANJE, João Rafael Koehler, defendeu a

necessidade de isentar as 'start-ups' de pagamento de IRC nos

primeiros anos de actividade e de terem benefícios em sede de IRS.

Passos rejeita "sinais de ruptura" na coligação

Lusa

16:28

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afastou hoje a existência de "sinais de ruptura" na coligação e admitiu a possibilidade de uma eventual descida de impostos no próximo ano caso não seja posta em causa a meta do défice.

"Nem vejo sinais de ruptura nem vejo crise nenhuma. Teremos

oportunidade agora de discutir em Conselho de Ministros a proposta

de lei do Orçamento do Estado (OE) que será submetida ao parlamento

até dia 15 e não deixaremos, nessa discussão, de atender às

necessidades que todos sentimos de poder aliviar a carga fiscal

sobre os portugueses", disse o chefe do Governo.

Falando aos jornalistas à margem de um almoço com a Associação de

Jovens Empresários (ANJE), em São Bento, Passos Coelho reconheceu

que o país tem "uma elevada carga fiscal", garantindo que esta

poderá ser aliviada desde que haja condições para tal.

"Temos uma elevada carga fiscal e na medida em que tenhamos margem

para a poder aliviar não deixaremos de o fazer. Não é pelo facto de

termos eleições que, se tivermos margem para o poder fazer, o

deixaremos de concretizar", garantiu o primeiro-ministro.

Embora admita ter "dúvidas" sobre se o Governo terá ou não grande

espaço para poder fazer grandes mexidas nos impostos, na medida em

que "são conhecidos os impactos que algumas decisões que foram

tomadas no plano jurídico-constitucional terão no orçamento e nas

contas públicas", Passos Coelho disse tratar-se de "uma tarefa que

tem de ser concretizada com os números à frente".

No entanto, o primeiro-ministro admitiu que a possibilidade de

descer o IRS no próximo ano não está excluída, argumentando

tratar-se de uma matéria que terá de ser analisada e discutida.

"Com certeza, é isso que o Governo fará a seu tempo", assegurou o

líder do executivo, lembrando que "o que é importante é ter noção de

que, nestes últimos três anos, o Governo não escolheu esta

combinação entre redução de despesa e aumento da carga fiscal por

gosto especial, mas por necessidade".

Segundo o primeiro-ministro, esta e outras matérias serão discutidas

em Conselho de Ministros extraordinário na próxima semana para

discutir o Orçamento do Estado para 2015. Depois de ter participado nas

cerimónias oficiais do 5 de Outubro, na Câmara de Lisboa, Passos Coelho

recebe, para um almoço em São Bento, jovens empresários da Associação

Nacional de Jovens Empresários (ANJE).

Numa breve intervenção, proferida nos jardins do palácio de São

Bento, o presidente da ANJE, João Rafael Koehler, defendeu a

necessidade de isentar as 'start-ups' de pagamento de IRC nos

primeiros anos de actividade e de terem benefícios em sede de IRS.

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