"É preciso que nada venha complicar ” o ajustamento

15-09-2012
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Constancio desdramatiza o fim do consenso nacional e diz que “o essencial” é cumprir o memorando, mesmo que só com um governo de maioria.

Um consenso político em torno do programa de ajustamento não é estritamente necessário, “o essencial é haver um governo e uma maioria parlamentar”, que o “processo prossiga” e que “o memorando seja cumprido” . É assim que Vítor Constâncio, vice-presidente do Banco Central Europeu,responde à nova realidade política em Portugal perante uma crescente contestação às últimas medidas do governo e da Troika e a anunciada ruptura do consenso político em torno do memorando.

Para Constâncio, “é preciso que agora nada venha complicar este processo neste momento por forma a continuarmos a beneficiar de uma melhoria da situação que tem sido visível no facto dos spreads das taxas de juro terem vindo a diminuir bastante”.

O que importa, para o ex-governador do banco de Portugal, “é que haja um governo e uma maioria parlamentar que executem os programas e as medidas e o ajustamento continue a ser feito. Isso é essencial. É claro que é melhor umconsenso, isso ajuda ao processo, mas o que é importante é que o processo prossiga”. Cumprir o memorando é cumprir as metas e os objectivos: “é tudo”, explicou.

Dezenas de cidades portuguesas verão hoje manifestações contra as novas medidas anunciadas, nomeadamente o aumento da taxa social única para os trabalhadores. Constâncio não se quis pronunciar sobre essa medida e garantiu apenas que “o importante é que o memorando seja cumprido”, dizendo não saber se o memorando inclui a medida da TSU.

Só o cumprimento do memorando, que é actualizado no final de cada avaliação da Troika, “é que fará com que Portugal num próximo exame continue a ser considerado como estando a cumprir”.

Este Ecofin e Eurogrupo de Nicósia passou largamente ao lado da nova crise política em Portugal, sobrando grandes elogios para o desempenho português até agora, o que resultou inclusive na proposta de mais um ano para o país reduzir o défice. Portugal e Irlanda “são exemplos vivos de como o programa de ajustamento funciona”, disse Jean Claude Juncker, o presidente do Eurogrupo.

Constancio desdramatiza o fim do consenso nacional e diz que “o essencial” é cumprir o memorando, mesmo que só com um governo de maioria.

Um consenso político em torno do programa de ajustamento não é estritamente necessário, “o essencial é haver um governo e uma maioria parlamentar”, que o “processo prossiga” e que “o memorando seja cumprido” . É assim que Vítor Constâncio, vice-presidente do Banco Central Europeu,responde à nova realidade política em Portugal perante uma crescente contestação às últimas medidas do governo e da Troika e a anunciada ruptura do consenso político em torno do memorando.

Para Constâncio, “é preciso que agora nada venha complicar este processo neste momento por forma a continuarmos a beneficiar de uma melhoria da situação que tem sido visível no facto dos spreads das taxas de juro terem vindo a diminuir bastante”.

O que importa, para o ex-governador do banco de Portugal, “é que haja um governo e uma maioria parlamentar que executem os programas e as medidas e o ajustamento continue a ser feito. Isso é essencial. É claro que é melhor umconsenso, isso ajuda ao processo, mas o que é importante é que o processo prossiga”. Cumprir o memorando é cumprir as metas e os objectivos: “é tudo”, explicou.

Dezenas de cidades portuguesas verão hoje manifestações contra as novas medidas anunciadas, nomeadamente o aumento da taxa social única para os trabalhadores. Constâncio não se quis pronunciar sobre essa medida e garantiu apenas que “o importante é que o memorando seja cumprido”, dizendo não saber se o memorando inclui a medida da TSU.

Só o cumprimento do memorando, que é actualizado no final de cada avaliação da Troika, “é que fará com que Portugal num próximo exame continue a ser considerado como estando a cumprir”.

Este Ecofin e Eurogrupo de Nicósia passou largamente ao lado da nova crise política em Portugal, sobrando grandes elogios para o desempenho português até agora, o que resultou inclusive na proposta de mais um ano para o país reduzir o défice. Portugal e Irlanda “são exemplos vivos de como o programa de ajustamento funciona”, disse Jean Claude Juncker, o presidente do Eurogrupo.

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