A classificação dos filmes serve para nos dizer o seu grau de violência, de nudez e identificar outros conteúdos que possam impressionar os espectadores. Agora, na Suécia, as salas de cinema adoptaram uma nova categorização: a da igualdade de género.
O Teste de Bechdel, criado em 1985 por Allison Bechdel na sua tira cómica Dykes to Watch Out For, verifica a presença activa de personagens femininas no cinema de Hollywood. Para passar este teste - e obter a pontuação máxima - os filmes têm de ter pelo menos duas personagens femininas com nome e que falem entre si sobre qualquer outro assunto que não homens.
“A trilogia Lord of The Rings, todos os filmes Star Wars, The Social Network, Pulp Fiction e todos menos um dos filmes Harry Potter falham este teste”, disse à Associated Press Ellen Tejle, director do cinema independente sueco Bio Rio – um dos quatro cinemas do país que adoptaram esta classificação.
A disputa contínua pela igualdade das mulheres dentro das suas várias áreas de actuação é antiga - e o cinema é apenas mais um dos meios onde a sua presença não é ainda igual à presença masculina. Segundo um estudo do Centre for the Study of Women in Television and Film, instituição que estuda a presença das mulheres no cinema e na televisão, nos 100 blockbusters norte-americanos de 2011, as personagens femininas correspondiam a 33% do total e apenas 11% eram protagonistas. “O objectivo é ver mais histórias e perspectivas femininas nos ecrãs de cinema”, acrescentou Tejle.
Mas o teste de Bedchel não é consensual. Hynek Pallas, crítica de cinema sueca, considera-o uma ferramenta vaga que não revela realmente se um filme é equilibrado no que toca a questões de género. Mas o apoio à iniciativa vem de outras organizações como do Swedish Film Institute ou do canal de televisão por cabo sueco Viasat Film, que se comprometeu a começar a usar a classificação nas suas críticas de cinema e inclusive agendou um dia onde só irá mostrar filmes que passaram no teste – como The Hunger Games, The Iron Lady e Savages.
Quanto a Hollywood, segundo Amy Bleakley, autora de um outro estudo sobre a questão da igualdade de género no cinema norte-americano entre 1950 e 2006, a presença dominante e o pensamento marcadamente masculino continuam e tudo indica que irão continuar a prevalecer.
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A classificação dos filmes serve para nos dizer o seu grau de violência, de nudez e identificar outros conteúdos que possam impressionar os espectadores. Agora, na Suécia, as salas de cinema adoptaram uma nova categorização: a da igualdade de género.
O Teste de Bechdel, criado em 1985 por Allison Bechdel na sua tira cómica Dykes to Watch Out For, verifica a presença activa de personagens femininas no cinema de Hollywood. Para passar este teste - e obter a pontuação máxima - os filmes têm de ter pelo menos duas personagens femininas com nome e que falem entre si sobre qualquer outro assunto que não homens.
“A trilogia Lord of The Rings, todos os filmes Star Wars, The Social Network, Pulp Fiction e todos menos um dos filmes Harry Potter falham este teste”, disse à Associated Press Ellen Tejle, director do cinema independente sueco Bio Rio – um dos quatro cinemas do país que adoptaram esta classificação.
A disputa contínua pela igualdade das mulheres dentro das suas várias áreas de actuação é antiga - e o cinema é apenas mais um dos meios onde a sua presença não é ainda igual à presença masculina. Segundo um estudo do Centre for the Study of Women in Television and Film, instituição que estuda a presença das mulheres no cinema e na televisão, nos 100 blockbusters norte-americanos de 2011, as personagens femininas correspondiam a 33% do total e apenas 11% eram protagonistas. “O objectivo é ver mais histórias e perspectivas femininas nos ecrãs de cinema”, acrescentou Tejle.
Mas o teste de Bedchel não é consensual. Hynek Pallas, crítica de cinema sueca, considera-o uma ferramenta vaga que não revela realmente se um filme é equilibrado no que toca a questões de género. Mas o apoio à iniciativa vem de outras organizações como do Swedish Film Institute ou do canal de televisão por cabo sueco Viasat Film, que se comprometeu a começar a usar a classificação nas suas críticas de cinema e inclusive agendou um dia onde só irá mostrar filmes que passaram no teste – como The Hunger Games, The Iron Lady e Savages.
Quanto a Hollywood, segundo Amy Bleakley, autora de um outro estudo sobre a questão da igualdade de género no cinema norte-americano entre 1950 e 2006, a presença dominante e o pensamento marcadamente masculino continuam e tudo indica que irão continuar a prevalecer.