Piquenique contra fecho do Estádio Universitário sem comida e com pouca gente

21-01-2012
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No relvado, entre as árvores, um tupperware com ameixas colhidas há escassas horas e pouco mais. Aproximava-se a hora do lanche e no meio do braseiro da canícula ninguém quis saber da comida.

O piquenique foi apenas um pretexto para novos e velhos deitarem cá para fora as preocupações que os assolam desde Maio, quando perceberam que o Governo tinha cativado as receitas que permitiam ao Estádio Universitário continuar a funcionar. De então para cá já houve montantes que foram desbloqueados, mas o problema não está resolvido, garantem os utentes da piscina, do ginásio, das pistas de atletismo e dos campos de ténis, que lançaram uma petição que conta já com perto de 2000 assinaturas. “Este é o único sítio que os nossos atletas para-olímpicos têm para treinar”, disse uma das responsáveis pelo protesto, a jornalista aposentada Lucina Gomes.

Pequenina e roliça, Ana Santos, de 59 anos, vai ao estádio todos os sábados para fazer ginástica com um grupo de “mais de 100 pessoas”.“Corremos, deitamo-nos no chão, fazemos flexões... tudo!”, dizia, contente, esta moradora da Quinta dos Barros. Noutros casos, como o de Eduarda Torres, uma engenheira informática aposentada, o exercício físico é essencial para a saúde não se deteriorar: “O ginásio tem uma área dedicada aos exercícios contra a osteoporose.”

“Como sou federado, só pago 40 euros por mês para vir para aqui treinar atletismo”, explica o maratonista Domingos Costa, frequentador do local há 35 anos. Dados divulgados há dias pela presidente da Associação Desportiva do Ensino Superior de Lisboa, Vanda Guerra, indicam que os jogos do Estádio Universitário envolvem cerca de 4000 atletas de diversas modalidades.

E se há quem não acredite na possibilidade de fecho de um recinto frequentado ao todo por mais de 11.000 pessoas, já a hipótese de encerramento parcial não espanta ninguém. Um professor do estádio presente no protesto conta que os meses de Verão servem para fazer a manutenção dos equipamentos desportivos, com o dinheiro das inscrições para o ano seguinte, que é recebido em Maio. Como as inscrições foram suspensas, porque o director do recinto não sabe se terá condições para reabrir em Setembro, não há verbas para arranjar coisa nenhuma, lamenta o professor.

No relvado, entre as árvores, um tupperware com ameixas colhidas há escassas horas e pouco mais. Aproximava-se a hora do lanche e no meio do braseiro da canícula ninguém quis saber da comida.

O piquenique foi apenas um pretexto para novos e velhos deitarem cá para fora as preocupações que os assolam desde Maio, quando perceberam que o Governo tinha cativado as receitas que permitiam ao Estádio Universitário continuar a funcionar. De então para cá já houve montantes que foram desbloqueados, mas o problema não está resolvido, garantem os utentes da piscina, do ginásio, das pistas de atletismo e dos campos de ténis, que lançaram uma petição que conta já com perto de 2000 assinaturas. “Este é o único sítio que os nossos atletas para-olímpicos têm para treinar”, disse uma das responsáveis pelo protesto, a jornalista aposentada Lucina Gomes.

Pequenina e roliça, Ana Santos, de 59 anos, vai ao estádio todos os sábados para fazer ginástica com um grupo de “mais de 100 pessoas”.“Corremos, deitamo-nos no chão, fazemos flexões... tudo!”, dizia, contente, esta moradora da Quinta dos Barros. Noutros casos, como o de Eduarda Torres, uma engenheira informática aposentada, o exercício físico é essencial para a saúde não se deteriorar: “O ginásio tem uma área dedicada aos exercícios contra a osteoporose.”

“Como sou federado, só pago 40 euros por mês para vir para aqui treinar atletismo”, explica o maratonista Domingos Costa, frequentador do local há 35 anos. Dados divulgados há dias pela presidente da Associação Desportiva do Ensino Superior de Lisboa, Vanda Guerra, indicam que os jogos do Estádio Universitário envolvem cerca de 4000 atletas de diversas modalidades.

E se há quem não acredite na possibilidade de fecho de um recinto frequentado ao todo por mais de 11.000 pessoas, já a hipótese de encerramento parcial não espanta ninguém. Um professor do estádio presente no protesto conta que os meses de Verão servem para fazer a manutenção dos equipamentos desportivos, com o dinheiro das inscrições para o ano seguinte, que é recebido em Maio. Como as inscrições foram suspensas, porque o director do recinto não sabe se terá condições para reabrir em Setembro, não há verbas para arranjar coisa nenhuma, lamenta o professor.

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