Crise na coligação PSD/CDS sobe de tom com lei autárquica

10-09-2012
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Privatização da RTP, legislação quanto ao crédito à habitação, ameaça de cortes no sector privado e enriquecimento ilícito podem aumentar divergências.

A ausência de acordo na nova lei eleitoral autárquica veio lançar mais achas para a fogueira que começa a arder entre PSD e CDS, partidos que sustentam a coligação no poder. Nuno Magalhães, líder parlamentar do CDS, garante ao Diário Económico que não será este caso a "por em causa a coesão da coligação", mas são cada vez mais as vozes dissonantes entre os dois partidos do poder. O processo de privatização da RTP, o projecto de combate ao enriquecimento ilícito, a ameaça de mais austeridade no sector privado, a clarificação quanto à limitação dos mandatos autárquicos e mesmo a nova lei das competências, que será discutida nas próximas semanas em conselho de ministros, ameaçam voltar a fazer brechas na coligação.

"Estou de consciência completamente tranquila. Tanto eu como o ministro Miguel Relvas colocámos os interesses do país e dos cidadãos à frente de todos os outros", garante ao Diário Económico Paulo Júlio, secretário de estado da administração local e da reforma administrativa, um dia depois de PSD/CDS abandonarem o projecto para uma nova lei eleitoral. No entanto, do lado da oposição não falta quem aponte o dedo. Mota Andrade, deputado socialista com o pelouro autárquico, vê no caso uma prova do "desnorte e grande fragilidade na tutela das autarquias". "Estes tristes espectáculos não são um bom cartão de visita para esta coligação", diz o deputado em declarações ao Diário Económico. Quanto à possibilidade do PS avançar com a sua própria proposta, Mota Andrade volta a reafirmar a disponibilidade dos socialistas para votar e discutir o tema, mas garante que os socialistas não irão a apresentar o ante projecto de lei que garante terem pronto. "O PSD já disse que não votará. Seria um desperdício de tempo e dinheiro", reafirma.

Mas há quem veja no abandono da nova lei eleitoral um sinal de saúde da coligação. "A queda da proposta é um sinal de esforço do PSD para manter a coligação . Colocou a estabilidade governativa à frente de qualquer interesse partidário", diz ao Diário Económico Viriato Soromenho Marques, o professor catedrático de filosofia política na Universidade de Lisboa.

Privatização da RTP, legislação quanto ao crédito à habitação, ameaça de cortes no sector privado e enriquecimento ilícito podem aumentar divergências.

A ausência de acordo na nova lei eleitoral autárquica veio lançar mais achas para a fogueira que começa a arder entre PSD e CDS, partidos que sustentam a coligação no poder. Nuno Magalhães, líder parlamentar do CDS, garante ao Diário Económico que não será este caso a "por em causa a coesão da coligação", mas são cada vez mais as vozes dissonantes entre os dois partidos do poder. O processo de privatização da RTP, o projecto de combate ao enriquecimento ilícito, a ameaça de mais austeridade no sector privado, a clarificação quanto à limitação dos mandatos autárquicos e mesmo a nova lei das competências, que será discutida nas próximas semanas em conselho de ministros, ameaçam voltar a fazer brechas na coligação.

"Estou de consciência completamente tranquila. Tanto eu como o ministro Miguel Relvas colocámos os interesses do país e dos cidadãos à frente de todos os outros", garante ao Diário Económico Paulo Júlio, secretário de estado da administração local e da reforma administrativa, um dia depois de PSD/CDS abandonarem o projecto para uma nova lei eleitoral. No entanto, do lado da oposição não falta quem aponte o dedo. Mota Andrade, deputado socialista com o pelouro autárquico, vê no caso uma prova do "desnorte e grande fragilidade na tutela das autarquias". "Estes tristes espectáculos não são um bom cartão de visita para esta coligação", diz o deputado em declarações ao Diário Económico. Quanto à possibilidade do PS avançar com a sua própria proposta, Mota Andrade volta a reafirmar a disponibilidade dos socialistas para votar e discutir o tema, mas garante que os socialistas não irão a apresentar o ante projecto de lei que garante terem pronto. "O PSD já disse que não votará. Seria um desperdício de tempo e dinheiro", reafirma.

Mas há quem veja no abandono da nova lei eleitoral um sinal de saúde da coligação. "A queda da proposta é um sinal de esforço do PSD para manter a coligação . Colocou a estabilidade governativa à frente de qualquer interesse partidário", diz ao Diário Económico Viriato Soromenho Marques, o professor catedrático de filosofia política na Universidade de Lisboa.

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