Sobram vagas em áreas com elevadas saídas profissionais

03-05-2015
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Sobram vagas em áreas com elevadas saídas profissionais

Carla Castro

01 Mai 2015

Engenharias não preenchem todas as vagas. Matemática justifica muitas desistências.

Enquanto existem cursos com elevado nível de desemprego que têm demasiados candidatos para o número de vagas, outros que estão entre os que registam taxas de empregabilidade mais elevadas, continuam a ter muito mais vagas do que candidatos. Acontece, por exemplo, no caso das engenharias, quando as previsões são para que Portugal e a Europa continuem a precisar de engenheiros nos próximos anos. As estimativas apontam para um défice na Europa de 200 mil engenheiros nos próximos anos.O bastonário da Ordem dos Engenheiros, Carlos Matias Ramos, lembra que existe pouco mais de 3% de desemprego no sector, quando o desemprego jovem ultrapassa os 30%.

No caso particular das Tecnologias de Informação, a empregabilidade tem se mantido sempre alta, mesmo no período mais negro da crise, em que só se falava em desemprego. Hoje, as empresas de TI continuam a recrutar activamente e a instalação dos centros de competências de muitas multinacionais em Portugal também tem ajudado este fenómeno.

Arazão para muitos alunos fugirem destes cursos é, muitas vezes, explicada pelas dificuldades que sentem em terboas notas a Matemática. Isto porque o sucesso na Matemática é essencial para todos estes cursos de engenharias. Nos próprios departamentos técnicos das faculdades acredita-se que é por causa da Matemática que muitos jovens não se candidatam a certas áreas de formação.

Isso mesmo já foi também admitido pelo próprio bastonário da Ordem dos Engenheiros, para quem a exigência de os candidatos aos cursos de engenharia terem obrigatoriamente de ter notas positivas às disciplinas de Matemática e Física limita, à partida, o número de alunos que podem candidatar-se, por causa das médias negativas nestas matérias. "É uma situação que devemos encarar com muita seriedade. É responsável por alguma quebra de alunos para estas áreas de engenharia", já disse Carlos Matias Ramos.

O caso da Engenharia Civil

No caso particular da Engenharia Civil, os alunos têm também fugido da falta de emprego, dada a paragem na actividade de construção que se deu em Portugal com a crise. No entanto, o bastonário da Ordem dos Engenheiros mostrou-se já preocupado com a redução de candidatos. Com a "fuga" dos jovens do curso de Engenharia Civil, daqui a uns anos haverá "uma situação de fragilidade da capacidade produtiva do país e da disponibilidade de técnicos altamente qualificados em algumas das áreas fundamentais para o desenvolvimento da indústria e da produção", avisou. Emesmo actualmente os engenheiros civis têm encontrado emprego em obras no estrangeiro de empresas portuguesas ou mesmo trabalhando para empresas estrangeiras.

Sobram vagas em áreas com elevadas saídas profissionais

Carla Castro

01 Mai 2015

Engenharias não preenchem todas as vagas. Matemática justifica muitas desistências.

Enquanto existem cursos com elevado nível de desemprego que têm demasiados candidatos para o número de vagas, outros que estão entre os que registam taxas de empregabilidade mais elevadas, continuam a ter muito mais vagas do que candidatos. Acontece, por exemplo, no caso das engenharias, quando as previsões são para que Portugal e a Europa continuem a precisar de engenheiros nos próximos anos. As estimativas apontam para um défice na Europa de 200 mil engenheiros nos próximos anos.O bastonário da Ordem dos Engenheiros, Carlos Matias Ramos, lembra que existe pouco mais de 3% de desemprego no sector, quando o desemprego jovem ultrapassa os 30%.

No caso particular das Tecnologias de Informação, a empregabilidade tem se mantido sempre alta, mesmo no período mais negro da crise, em que só se falava em desemprego. Hoje, as empresas de TI continuam a recrutar activamente e a instalação dos centros de competências de muitas multinacionais em Portugal também tem ajudado este fenómeno.

Arazão para muitos alunos fugirem destes cursos é, muitas vezes, explicada pelas dificuldades que sentem em terboas notas a Matemática. Isto porque o sucesso na Matemática é essencial para todos estes cursos de engenharias. Nos próprios departamentos técnicos das faculdades acredita-se que é por causa da Matemática que muitos jovens não se candidatam a certas áreas de formação.

Isso mesmo já foi também admitido pelo próprio bastonário da Ordem dos Engenheiros, para quem a exigência de os candidatos aos cursos de engenharia terem obrigatoriamente de ter notas positivas às disciplinas de Matemática e Física limita, à partida, o número de alunos que podem candidatar-se, por causa das médias negativas nestas matérias. "É uma situação que devemos encarar com muita seriedade. É responsável por alguma quebra de alunos para estas áreas de engenharia", já disse Carlos Matias Ramos.

O caso da Engenharia Civil

No caso particular da Engenharia Civil, os alunos têm também fugido da falta de emprego, dada a paragem na actividade de construção que se deu em Portugal com a crise. No entanto, o bastonário da Ordem dos Engenheiros mostrou-se já preocupado com a redução de candidatos. Com a "fuga" dos jovens do curso de Engenharia Civil, daqui a uns anos haverá "uma situação de fragilidade da capacidade produtiva do país e da disponibilidade de técnicos altamente qualificados em algumas das áreas fundamentais para o desenvolvimento da indústria e da produção", avisou. Emesmo actualmente os engenheiros civis têm encontrado emprego em obras no estrangeiro de empresas portuguesas ou mesmo trabalhando para empresas estrangeiras.

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