Santos de casa não fazem milagres?É a regra geral do comum dos mortais.Mas está a provar-se que Sara Santos se rege por regras próprias.Pertence à categoria dos Santos de casa que fazem milagres. Em casa. Na própria casa e em casa alheia. Alternando não só nas casas, mas também na qualidade dos milagres. Uns são bons. Outros não podiam ser piores.Milagre, verdadeiro milagre. E dos bons, é a revista Magma. Conseguir lançar uma revista de qualidade literária reconhecida e, sobretudo, badalada, dentro e fora das fronteiras regionais dos Açores, é autêntico milagre. Milagre da sua "casa" municipal e feito na sua "casa" municipal.Mas, conseguido este suave milagre, Sara Santos resolveu alternar. Na casa e no tipo de magia. Da casa municipal voltou-se para a sua própria casa. E da magia branca daquele primeiro milagre para um segundo, de magia muito mais escura.Porque não transformar o marido, em chefe de gabinete?Se bem pensou, melhor o fez, como é da praxe dizer-se nas histórias mais antigas.Sobretudo daquelas que têm nomes também muito antigos como o de nepotismo.Mas, contra estas apressadas classificações históricas, tem, a Santos de casa que faz milagres em casa, sólidos contra argumentos.Miraculosamente irrefutáveis.E sofisticados.Ninguém consegue provar que, se o marido, porventura não o fosse, não seria nomeado, por ela, para o mesmo cargo.Conclusão.Não se podendo prová-lo, passa a ser, miraculosamente óbvio, que ela, se o não fizesse, estaria a prejudicar o marido, por ser marido.Não é evidente?Claro que não.Mas também não é ilegal.Bem. Mas não há aquela regra da "mulher de César"...?Dirá a Santos de casa que faz milagres em casa, está na cara, isto é, na própria letra, que esta regra é para a mulher do marido.Não, para o marido da mulher.É abusivo tentar alargar esta interpretação, aplicando-a ao marido.Seria uma "liberdade" literária admissível na Sara Santos, directora da "Magma", mas que a Sara Santos, Presidente da Câmara, rejeita peremptoriamente.Mas estes milagres chegarão para a canonização da Santos de casa que faz milagres em casa?Não.Mas há mais milagres.E milagres tais, que vão obrigar a abrir o processo de declaração de santidade exemplar.Exemplos.O dom da ubiquidade concedido ao marido no despacho de nomeação, permitindo-lhe ser chefe de gabinete da Câmara das Lajes do Pico, nos Açores, e exercer a actividade docente, algures, no Continente.Querem mais?Pois aí vai.Os tradicionais eleitores do velho PSD-Açores desesperam, à procura da antiga herança política dos tempos de Mota Amaral, malbaratada pelos seus, sucessivamente mais precários, continuadores.Esta é precisamente uma das mais típicas tradições desses "saudosos" tempos.E começo a acreditar que o actual líder do PSD-Açores, Costa Neves, está a conseguir recuperá-la.Ele, que foi seu infatigável praticante, nos seus tempos de Secretário Regional.Tinha mesmo uma prática magnanimamente alargada a ascendentes e a colaterais.Se ressuscitar estas práticas não é verdadeiro milagre, o que é que será um milagre?Nem sequer é ressurreição, por inércia de uma prática recente.É mesmo o regresso a um passado longínquo que, se está mesmo a ver, que os açorianos "anseiam" que reapareça no Pico e se transforme num "tsunami" político a chegar a todas as ilhas.Será preciso ainda falar de mais milagres?Não, acho que não.Mas, para os cépticos que ainda restem, tomem lá mais um.Quem tenha lido as notícias sobre este assunto na imprensa regional, deve ter reparado no mesmo fenómeno que eu.Os títulos da notícia falam é dos socialistas que acusam. Não, dos acusados. O marido e a Sara Santos.Quem quiser saber algo sobre os dois, tem de ter o trabalho de ler a notícia.E toda a gente sabe, a começar pelos jornalistas, que os olhos dos leitores são preguiçosos.E muitos passarão adiante, encolhendo os ombros e carregando o sobrolho, diante de "mais uma estúpida briga entre partidos".Que chamar a isso?Pura magia milagreira.Daquela que, se não leva aos altares, leva aos palcos da grande política.É por isto, que julgo traçado o destino da Sara Santos de casa que faz milagres em casa própria e alheia.É deste confuso magma que a nossa vida política (não) necessita, mas vive..
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Santos de casa não fazem milagres?É a regra geral do comum dos mortais.Mas está a provar-se que Sara Santos se rege por regras próprias.Pertence à categoria dos Santos de casa que fazem milagres. Em casa. Na própria casa e em casa alheia. Alternando não só nas casas, mas também na qualidade dos milagres. Uns são bons. Outros não podiam ser piores.Milagre, verdadeiro milagre. E dos bons, é a revista Magma. Conseguir lançar uma revista de qualidade literária reconhecida e, sobretudo, badalada, dentro e fora das fronteiras regionais dos Açores, é autêntico milagre. Milagre da sua "casa" municipal e feito na sua "casa" municipal.Mas, conseguido este suave milagre, Sara Santos resolveu alternar. Na casa e no tipo de magia. Da casa municipal voltou-se para a sua própria casa. E da magia branca daquele primeiro milagre para um segundo, de magia muito mais escura.Porque não transformar o marido, em chefe de gabinete?Se bem pensou, melhor o fez, como é da praxe dizer-se nas histórias mais antigas.Sobretudo daquelas que têm nomes também muito antigos como o de nepotismo.Mas, contra estas apressadas classificações históricas, tem, a Santos de casa que faz milagres em casa, sólidos contra argumentos.Miraculosamente irrefutáveis.E sofisticados.Ninguém consegue provar que, se o marido, porventura não o fosse, não seria nomeado, por ela, para o mesmo cargo.Conclusão.Não se podendo prová-lo, passa a ser, miraculosamente óbvio, que ela, se o não fizesse, estaria a prejudicar o marido, por ser marido.Não é evidente?Claro que não.Mas também não é ilegal.Bem. Mas não há aquela regra da "mulher de César"...?Dirá a Santos de casa que faz milagres em casa, está na cara, isto é, na própria letra, que esta regra é para a mulher do marido.Não, para o marido da mulher.É abusivo tentar alargar esta interpretação, aplicando-a ao marido.Seria uma "liberdade" literária admissível na Sara Santos, directora da "Magma", mas que a Sara Santos, Presidente da Câmara, rejeita peremptoriamente.Mas estes milagres chegarão para a canonização da Santos de casa que faz milagres em casa?Não.Mas há mais milagres.E milagres tais, que vão obrigar a abrir o processo de declaração de santidade exemplar.Exemplos.O dom da ubiquidade concedido ao marido no despacho de nomeação, permitindo-lhe ser chefe de gabinete da Câmara das Lajes do Pico, nos Açores, e exercer a actividade docente, algures, no Continente.Querem mais?Pois aí vai.Os tradicionais eleitores do velho PSD-Açores desesperam, à procura da antiga herança política dos tempos de Mota Amaral, malbaratada pelos seus, sucessivamente mais precários, continuadores.Esta é precisamente uma das mais típicas tradições desses "saudosos" tempos.E começo a acreditar que o actual líder do PSD-Açores, Costa Neves, está a conseguir recuperá-la.Ele, que foi seu infatigável praticante, nos seus tempos de Secretário Regional.Tinha mesmo uma prática magnanimamente alargada a ascendentes e a colaterais.Se ressuscitar estas práticas não é verdadeiro milagre, o que é que será um milagre?Nem sequer é ressurreição, por inércia de uma prática recente.É mesmo o regresso a um passado longínquo que, se está mesmo a ver, que os açorianos "anseiam" que reapareça no Pico e se transforme num "tsunami" político a chegar a todas as ilhas.Será preciso ainda falar de mais milagres?Não, acho que não.Mas, para os cépticos que ainda restem, tomem lá mais um.Quem tenha lido as notícias sobre este assunto na imprensa regional, deve ter reparado no mesmo fenómeno que eu.Os títulos da notícia falam é dos socialistas que acusam. Não, dos acusados. O marido e a Sara Santos.Quem quiser saber algo sobre os dois, tem de ter o trabalho de ler a notícia.E toda a gente sabe, a começar pelos jornalistas, que os olhos dos leitores são preguiçosos.E muitos passarão adiante, encolhendo os ombros e carregando o sobrolho, diante de "mais uma estúpida briga entre partidos".Que chamar a isso?Pura magia milagreira.Daquela que, se não leva aos altares, leva aos palcos da grande política.É por isto, que julgo traçado o destino da Sara Santos de casa que faz milagres em casa própria e alheia.É deste confuso magma que a nossa vida política (não) necessita, mas vive..