Constâncio aconselha Portugal a "seguir à risca" programa do FMI
Económico com Lusa
15 Abr 2011
Vítor Constâncio diz nada saber sobre uma eventual reestruturação da dívida grega.
O vice-presidente do Banco Central Europeu disse hoje que não tinha quaisquer informações sobre uma reestruturação da dívida grega, preferindo não se adiantar sobre o assunto em entrevista à Market News International, citado pela agência Bloomberg.
Não há "nada que eu saiba", disse Constâncio, sobre uma eventual reestruturação da dívida pública da Grécia em entrevista a agência de notícias financeira Market News International.
Os juros da dívida grega continuam a bater máximos no mercado secundário, o que faz crescer o receio de que o país possa a vir a reestruturar a dívida. Nos prazos a cinco e dez anos, a dívida grega está hoje a negociar nos valores recordes de 15,383 e 13,285%, respectivamente.
O economista Nouriel Roubini disse hoje que a reestruturação da dívida soberana grega é só uma questão de tempo.
"A questão na Grécia não é se vai haver uma reestruturação da dívida, mas quando é que vai acontecer", disse hoje, citado pela agência de informação financeira Bloomberg, o economista que ficou conhecido da opinião pública por ter previsto a crise financeira global.
Ainda segundo o ex-governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, o que os países que foram resgatados devem fazer é "seguir à risca o programa projectado pelo Fundo Monetário Internacional e pela Comissão Europeia em ligação com o Banco Central Europeu", preferindo não se adiantar sobre eventuais reestruturação de dívida.
Também na quinta-feira, o Comissário Europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, descartou uma eventual reestruturação na Grécia, já que tal poderia causar uma "reacção em cadeia" no sector bancário.
Vítor Constâncio disse ainda, na mesma entrevista, que os preços crescentes do petróleo poderão ter um efeito de "estagflação" na zona euro e na economia global, ou seja, a junção de recessão e inflação.
Ainda assim, a recuperação da zona euro continua no bom caminho, afirmou Constâncio.
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Constâncio aconselha Portugal a "seguir à risca" programa do FMI
Económico com Lusa
15 Abr 2011
Vítor Constâncio diz nada saber sobre uma eventual reestruturação da dívida grega.
O vice-presidente do Banco Central Europeu disse hoje que não tinha quaisquer informações sobre uma reestruturação da dívida grega, preferindo não se adiantar sobre o assunto em entrevista à Market News International, citado pela agência Bloomberg.
Não há "nada que eu saiba", disse Constâncio, sobre uma eventual reestruturação da dívida pública da Grécia em entrevista a agência de notícias financeira Market News International.
Os juros da dívida grega continuam a bater máximos no mercado secundário, o que faz crescer o receio de que o país possa a vir a reestruturar a dívida. Nos prazos a cinco e dez anos, a dívida grega está hoje a negociar nos valores recordes de 15,383 e 13,285%, respectivamente.
O economista Nouriel Roubini disse hoje que a reestruturação da dívida soberana grega é só uma questão de tempo.
"A questão na Grécia não é se vai haver uma reestruturação da dívida, mas quando é que vai acontecer", disse hoje, citado pela agência de informação financeira Bloomberg, o economista que ficou conhecido da opinião pública por ter previsto a crise financeira global.
Ainda segundo o ex-governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, o que os países que foram resgatados devem fazer é "seguir à risca o programa projectado pelo Fundo Monetário Internacional e pela Comissão Europeia em ligação com o Banco Central Europeu", preferindo não se adiantar sobre eventuais reestruturação de dívida.
Também na quinta-feira, o Comissário Europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, descartou uma eventual reestruturação na Grécia, já que tal poderia causar uma "reacção em cadeia" no sector bancário.
Vítor Constâncio disse ainda, na mesma entrevista, que os preços crescentes do petróleo poderão ter um efeito de "estagflação" na zona euro e na economia global, ou seja, a junção de recessão e inflação.
Ainda assim, a recuperação da zona euro continua no bom caminho, afirmou Constâncio.