Penedos tenta hoje derrubar escutas
Económico
08 Fev 2011
José Penedos vai alegar hoje em sua defesa que as escutas que, segundo o Ministério Público, o incriminam foram interceptadas já depois de terminado o contrato da REN com a empresa de Manuel Godinho, o principal arguido do processo Face Oculta.
O ex-presidente da Rede Eléctrica Nacional (REN) é hoje ouvido no Tribunal de Instrução Criminal - na fase instrutória - pelo juiz Carlos Alexandre, que vai decidir se os arguidos do Face Oculta vão ou não a julgamento.
A tentativa de deitar por terra as escutas e de declarar nulo o inquérito tem sido uma das armas dos arguidos mas o juiz adiou para mais tarde uma decisão sobre este assunto. O próprio advogado de Armando Vara, arguido que é amanhã ouvido em tribunal, já disse que a não destruição das escutas "é um golpe de estado na Justiça".
José Penedos, acusado de dois crimes de corrupção e de dois de participação económica em negócios, está, segundo disse ao Diário Económico o seu advogado, Rui Patrício, "totalmente disponível para falar e nunca invocará o silêncio seja com os restantes arguidos, o juiz ou outros". E terá como estratégia tentar "anular" as escutas que o MP apresenta como prova, alegando que ocorreram quando já esta prorrogado o contrato da REN com a O2 do sucateiro Manuel Godinho - principal arguido e o único em prisão preventiva - para a remoção de resíduos. O juiz deverá decidir até ao final do mês se leva ou não os arguidos a julgamento.
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Penedos tenta hoje derrubar escutas
Económico
08 Fev 2011
José Penedos vai alegar hoje em sua defesa que as escutas que, segundo o Ministério Público, o incriminam foram interceptadas já depois de terminado o contrato da REN com a empresa de Manuel Godinho, o principal arguido do processo Face Oculta.
O ex-presidente da Rede Eléctrica Nacional (REN) é hoje ouvido no Tribunal de Instrução Criminal - na fase instrutória - pelo juiz Carlos Alexandre, que vai decidir se os arguidos do Face Oculta vão ou não a julgamento.
A tentativa de deitar por terra as escutas e de declarar nulo o inquérito tem sido uma das armas dos arguidos mas o juiz adiou para mais tarde uma decisão sobre este assunto. O próprio advogado de Armando Vara, arguido que é amanhã ouvido em tribunal, já disse que a não destruição das escutas "é um golpe de estado na Justiça".
José Penedos, acusado de dois crimes de corrupção e de dois de participação económica em negócios, está, segundo disse ao Diário Económico o seu advogado, Rui Patrício, "totalmente disponível para falar e nunca invocará o silêncio seja com os restantes arguidos, o juiz ou outros". E terá como estratégia tentar "anular" as escutas que o MP apresenta como prova, alegando que ocorreram quando já esta prorrogado o contrato da REN com a O2 do sucateiro Manuel Godinho - principal arguido e o único em prisão preventiva - para a remoção de resíduos. O juiz deverá decidir até ao final do mês se leva ou não os arguidos a julgamento.