CMVM avalia hoje legalidade da oferta da UnitedHealth
Hermínia Saraiva
00:05
CMVMdeve pronuncia-se hoje sobre a legalidade da oferta da UnitedHealth. Requerimento da Fidelidade não fala de prorrogação do prazo ou revisão do preço.
A Fidelidade quer que a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) se pronuncie sobre a legalidade da oferta vinculativa feita pela UnitedHealth sobre o capital da Espírito Santo (ES) Health Care Investments (ESCHI), maior accionista da ES Saúde. O requerimento da Fidelidade, que deu entrada ontem de manhã, não faz qualquer referência a uma eventual prorrogação do prazo ou revisão da contrapartida, que é agora inferior à proposta pela UnitedHealth: 4,82 euros contra os cinco euros propostos pelo americanos.
A UnitedHealth, que através da Amil controla em Portugal os Hospitais Lusíadas, confirmou na terça-feira que avançou com uma oferta vinculativa para adquirir as acções da ES Saúde detidas pela ESCHI, controlada pela Rioforte, Novo Banco e Espírito Santo Financial Group. A oferta, que é válida até às 17 horas da próxima sexta, prevê o pagamento de cinco euros por acção e o lançamento de uma OPA obrigatória, "e, iguais termos e condições", sobre o restante capital da ES Saúde, caso a primeira oferta tenha sucesso.
A oferta da UnitedHealth termina cerca de hora e meia depois da conclusão da OPA da Fidelidade, cujo o prazo de registo de ordens termina às 15h30 de dia 10 de Outubro. Até lá a seguradora, detida pela Fosun, terá de decidir se avança ou não com um pedido de prorrogação do prazo, o que poderá pressupor uma revisão da oferta. Se a UnitedHealth tivesse avançado com uma OPA concorrente, a Fidelidade estaria obrigada a rever a sua contrapartida para pelo menos 5,10 euros. Admitindo-se como possível que a Fidelidade possa querer perceber primeiro qual irá ser o entendimento da CMVM, que deverá decidir ainda hoje, antes de agir.
No mercado, e enquanto se aguarda uma decisão do regulador, questiona-se não a legalidade da operação da UnitedHealth, que já havia sido apreciada pela CMVM aquando da proposta não vinculativa, mas a moralidade da operação. "Estamos a castigar quem respeita as regras", diz fonte do sector da saúde, questionando sobre a mensagem que se está a passar aos investidores sobre o mercado de capitais português.
Ao contrário do que aconteceu com as propostas da Fidelidade, Ángeles ou José de Mello Saúde, tendo as últimas desistido do processo, a actual proposta não passou pelo crivo da administração da ES Saúde. Em comunicado, a UnitedHealth diz que a fusão da Lusíadas Saúde e da ES Saúde contribuirá "para ajudar a melhorar o sistema de saúde em Portugal". Ainda que se trate de uma integração horizontal, que poderá colocar problemas de concorrência, a UnitedHealth esclarece que "não prevê que seja necessário mudar as condições de trabalho, nem transferir trabalhadores ou reduzir o número de empregados".
A UnitedHealth recebeu ontem autorização do Governo para controlar o Hospital de Loures, gerido pelaES Saúde em regime de parceria público privada.
CMVM avalia hoje legalidade da oferta da UnitedHealth
Hermínia Saraiva
00:05
CMVMdeve pronuncia-se hoje sobre a legalidade da oferta da UnitedHealth. Requerimento da Fidelidade não fala de prorrogação do prazo ou revisão do preço.
A Fidelidade quer que a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) se pronuncie sobre a legalidade da oferta vinculativa feita pela UnitedHealth sobre o capital da Espírito Santo (ES) Health Care Investments (ESCHI), maior accionista da ES Saúde. O requerimento da Fidelidade, que deu entrada ontem de manhã, não faz qualquer referência a uma eventual prorrogação do prazo ou revisão da contrapartida, que é agora inferior à proposta pela UnitedHealth: 4,82 euros contra os cinco euros propostos pelo americanos.
A UnitedHealth, que através da Amil controla em Portugal os Hospitais Lusíadas, confirmou na terça-feira que avançou com uma oferta vinculativa para adquirir as acções da ES Saúde detidas pela ESCHI, controlada pela Rioforte, Novo Banco e Espírito Santo Financial Group. A oferta, que é válida até às 17 horas da próxima sexta, prevê o pagamento de cinco euros por acção e o lançamento de uma OPA obrigatória, "e, iguais termos e condições", sobre o restante capital da ES Saúde, caso a primeira oferta tenha sucesso.
A oferta da UnitedHealth termina cerca de hora e meia depois da conclusão da OPA da Fidelidade, cujo o prazo de registo de ordens termina às 15h30 de dia 10 de Outubro. Até lá a seguradora, detida pela Fosun, terá de decidir se avança ou não com um pedido de prorrogação do prazo, o que poderá pressupor uma revisão da oferta. Se a UnitedHealth tivesse avançado com uma OPA concorrente, a Fidelidade estaria obrigada a rever a sua contrapartida para pelo menos 5,10 euros. Admitindo-se como possível que a Fidelidade possa querer perceber primeiro qual irá ser o entendimento da CMVM, que deverá decidir ainda hoje, antes de agir.
No mercado, e enquanto se aguarda uma decisão do regulador, questiona-se não a legalidade da operação da UnitedHealth, que já havia sido apreciada pela CMVM aquando da proposta não vinculativa, mas a moralidade da operação. "Estamos a castigar quem respeita as regras", diz fonte do sector da saúde, questionando sobre a mensagem que se está a passar aos investidores sobre o mercado de capitais português.
Ao contrário do que aconteceu com as propostas da Fidelidade, Ángeles ou José de Mello Saúde, tendo as últimas desistido do processo, a actual proposta não passou pelo crivo da administração da ES Saúde. Em comunicado, a UnitedHealth diz que a fusão da Lusíadas Saúde e da ES Saúde contribuirá "para ajudar a melhorar o sistema de saúde em Portugal". Ainda que se trate de uma integração horizontal, que poderá colocar problemas de concorrência, a UnitedHealth esclarece que "não prevê que seja necessário mudar as condições de trabalho, nem transferir trabalhadores ou reduzir o número de empregados".
A UnitedHealth recebeu ontem autorização do Governo para controlar o Hospital de Loures, gerido pelaES Saúde em regime de parceria público privada.