Santander Totta aposta no ‘rating’ como arma para ganhar clientes
Maria Ana Barroso
14 Jun 2010
Última campanha do banco centra-se na solidez e assenta no ‘rating’ do grupo, de forma a tirar partido da insegurança quanto à estrutura dos concorrentes.
Sinais dos tempos. Um dos principais bancos no mercado nacional, no caso o Santander Totta, lançou recentemente uma campanha em que não é o melhor preço nem a promoção de um novo produto o tema da referida publicidade. O facto de o seu ‘rating' ser superior ao dos seus mais directos concorrentes é o mote do anúncio televisivo, destacado entre várias vantagens, diz o próprio banco, em termos de solidez financeira.
Pode um maior ou menor ‘rating' condicionar as escolhas não só dos investidores e credores mas também agora de clientes? A resposta pode não ser evidente mas a verdade é que até há bem pouco tempo não se imaginaria que uma instituição bancária utilizasse esta "arma" para se promover no mercado.
Um banco presume-se sólido mas essa condição indispensável neste sector central da economia era tomado como certo até que uma crise no mercado ‘subprime' nos EUA alterou paradigmas e mudou toda a relação dos clientes com as instituições onde estes depositam o seu dinheiro.
A desconfiança dos mercados em relação aos bancos voltou este ano, afectando desta vez sobretudo os bancos dos países colocados no fio da navalha pelas agências de ‘rating'. Depois da Grécia, Portugal é a nova vítima pelos receios, infundados ou não, de fragilidade financeira.
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Santander Totta aposta no ‘rating’ como arma para ganhar clientes
Maria Ana Barroso
14 Jun 2010
Última campanha do banco centra-se na solidez e assenta no ‘rating’ do grupo, de forma a tirar partido da insegurança quanto à estrutura dos concorrentes.
Sinais dos tempos. Um dos principais bancos no mercado nacional, no caso o Santander Totta, lançou recentemente uma campanha em que não é o melhor preço nem a promoção de um novo produto o tema da referida publicidade. O facto de o seu ‘rating' ser superior ao dos seus mais directos concorrentes é o mote do anúncio televisivo, destacado entre várias vantagens, diz o próprio banco, em termos de solidez financeira.
Pode um maior ou menor ‘rating' condicionar as escolhas não só dos investidores e credores mas também agora de clientes? A resposta pode não ser evidente mas a verdade é que até há bem pouco tempo não se imaginaria que uma instituição bancária utilizasse esta "arma" para se promover no mercado.
Um banco presume-se sólido mas essa condição indispensável neste sector central da economia era tomado como certo até que uma crise no mercado ‘subprime' nos EUA alterou paradigmas e mudou toda a relação dos clientes com as instituições onde estes depositam o seu dinheiro.
A desconfiança dos mercados em relação aos bancos voltou este ano, afectando desta vez sobretudo os bancos dos países colocados no fio da navalha pelas agências de ‘rating'. Depois da Grécia, Portugal é a nova vítima pelos receios, infundados ou não, de fragilidade financeira.