As previsões dos analistas do banco francês são citadas num artigo do "The Wall Street Journal" sobre Espanha que, com a crise no mercado imobiliário e o desemprego perto de 20%, é apontada como o próximo problema para resolver na zona euro.
Um problema, escreve o jornal, de solução bastante mais difícil que a Grécia, dado que a economia espanhola é a quarta mais influente na zona euro.
"Alemanha e França, os pesos-pesados da zona euro, prometeram ajudar a Grécia se necessário. No entanto, qualquer resgate a Espanha - cuja economia quase duplica o valor combinado dos outros parceiros europeus com problemas (Grécia, Portugal e Irlanda) - sairia bem mais caro", lê-se no artigo.
Para sustentar este argumento, o WSJ cita uma análise do BNP Paribas onde é estimado o custo de ajudar cada um destes países que enfrentam graves problemas orçamentais e, na análise de alguns economistas, ameaçam a sustentabilidade da zona euro.
Para Espanha o número é de 200 mil milhões de euros, mais do que toda a riqueza produzida em Portugal no ano passado. A estimativa menor é para Portugal, onde o custo de um eventual empurrão europeu é calculado em 30 mil milhões de euros.
Já para a Grécia e a Irlanda os valores atingem os 50 e os 35 mil milhões de euros, respectivamente.
Uma eventual intervenção externa foi sempre descartada pelo Governo português, que apresenta nos próximos dias o seu Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) em Bruxelas.
Categorias
Entidades
As previsões dos analistas do banco francês são citadas num artigo do "The Wall Street Journal" sobre Espanha que, com a crise no mercado imobiliário e o desemprego perto de 20%, é apontada como o próximo problema para resolver na zona euro.
Um problema, escreve o jornal, de solução bastante mais difícil que a Grécia, dado que a economia espanhola é a quarta mais influente na zona euro.
"Alemanha e França, os pesos-pesados da zona euro, prometeram ajudar a Grécia se necessário. No entanto, qualquer resgate a Espanha - cuja economia quase duplica o valor combinado dos outros parceiros europeus com problemas (Grécia, Portugal e Irlanda) - sairia bem mais caro", lê-se no artigo.
Para sustentar este argumento, o WSJ cita uma análise do BNP Paribas onde é estimado o custo de ajudar cada um destes países que enfrentam graves problemas orçamentais e, na análise de alguns economistas, ameaçam a sustentabilidade da zona euro.
Para Espanha o número é de 200 mil milhões de euros, mais do que toda a riqueza produzida em Portugal no ano passado. A estimativa menor é para Portugal, onde o custo de um eventual empurrão europeu é calculado em 30 mil milhões de euros.
Já para a Grécia e a Irlanda os valores atingem os 50 e os 35 mil milhões de euros, respectivamente.
Uma eventual intervenção externa foi sempre descartada pelo Governo português, que apresenta nos próximos dias o seu Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) em Bruxelas.