Com o Verão à porta, vão-se anunciando os artistas e os eventos de primeira classe que compõem os programas de animação de cada uma das principais câmaras municipais algarvias.E como se não bastasse, este ano até o governo da nação quis ajudar o Algarve a ter um programa ainda melhor.Apesar de envolto em polémica, o programa "Allgarve" vai mesmo em frente, com cerca de 50 eventos patrocinados por privados, ficando as despesas de promoção a cargo do Turismo de Portugal. Não arrisco nenhum número em particular mas tudo isto custa, por certo, alguns milhões de euros ao Estado e às autarquias.O paradoxo, para mim, é que nas duas últimas semanas, a Cáritas Diocesana do Algarve procedeu ao levantamento e armazenagem de cerca de 100.000 quilos de alimentos provenientes de excedentes comunitários com o objectivo de os distribuir por mais de 2000 agregados familiares de todo o Algarve.E que, segundo notícias veiculadas esta semana pelos órgãos da comunicação social, haverá na região mais de 50.000 pessoas carenciadas.É paradoxal, mas só não vê quem não quiser ver que algo vai mal e que necessita ser mudado.
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Com o Verão à porta, vão-se anunciando os artistas e os eventos de primeira classe que compõem os programas de animação de cada uma das principais câmaras municipais algarvias.E como se não bastasse, este ano até o governo da nação quis ajudar o Algarve a ter um programa ainda melhor.Apesar de envolto em polémica, o programa "Allgarve" vai mesmo em frente, com cerca de 50 eventos patrocinados por privados, ficando as despesas de promoção a cargo do Turismo de Portugal. Não arrisco nenhum número em particular mas tudo isto custa, por certo, alguns milhões de euros ao Estado e às autarquias.O paradoxo, para mim, é que nas duas últimas semanas, a Cáritas Diocesana do Algarve procedeu ao levantamento e armazenagem de cerca de 100.000 quilos de alimentos provenientes de excedentes comunitários com o objectivo de os distribuir por mais de 2000 agregados familiares de todo o Algarve.E que, segundo notícias veiculadas esta semana pelos órgãos da comunicação social, haverá na região mais de 50.000 pessoas carenciadas.É paradoxal, mas só não vê quem não quiser ver que algo vai mal e que necessita ser mudado.