UTAO aponta para défice de 5,8% do PIB no primeiro semestre

17-09-2020
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A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) da Assembleia da República estima que o défice das administrações públicas se tenha situado entre 6,3% e 5,3% do PIB no primeiro semestre de 2020. O valor central da estimativa divulgada esta quarta-feira aponta para um saldo orçamental negativo em torno dos 5,8% do PIB em contabilidade nacional.

Este défice não é tão grave quanto o previsto para o conjunto do ano pelo ministério das Finanças. “Este resultado do primeiro semestre, a confirmar-se, terá ficado ligeiramente acima da meta de – 6,3% do PIB definido para o conjunto do ano”, lê-se no relatório de apreciação da evolução orçamental que a equipa coordenada por Rui Nuno Baleiras divulga mensalmente.

Recorde-se que, em resultado da emergência da pandemia de COVID-19, o ministério das Finanças reviu significativamente em baixa o objetivo inicial para o saldo em contas nacionais: no Orçamento do Estado para 2020 previa inicialmente um excedente de 0,2% e no Orçamento Suplementar apresentado em junho já apontava para um défice de 6,3%. Na entrevista que deu a semana passada à RTP, o ministro das Finanças, João Leão, apontou para um défice orçamental em torno de 7% do PIB em 2020.

A confirmar-se esta estimativa da UTAO, o saldo orçamental terá evidenciado no primeiro semestre deste ano um agravamento de 4,8 pontos percentuais do PIB face a idêntico período do ano anterior, evolução que reflete a deterioração do saldo ajustado de medidas temporárias ou não-recorrentes.

Na sua apreciação sintética mensal da execução orçamental em contabilidade pública, a UTAO continua a acompanhar os efeitos diretos nos agregados orçamentais causados pela pandemia COVID-19 e pelas medidas de política pública destinadas a mitigar os seus malefícios na saúde e na economia.

A UTAO estima que impacto orçamental acumulado das medidas de política COVID-19 totalizou €2386 milhões até final de julho. Este é o efeito combinado da diminuição da receita cobrada (menos €787 milhões ou 1,8% da receita) e do acréscimo da despesa (mais €1.599 milhões ou 3% da despesa efetiva).

A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) da Assembleia da República estima que o défice das administrações públicas se tenha situado entre 6,3% e 5,3% do PIB no primeiro semestre de 2020. O valor central da estimativa divulgada esta quarta-feira aponta para um saldo orçamental negativo em torno dos 5,8% do PIB em contabilidade nacional.

Este défice não é tão grave quanto o previsto para o conjunto do ano pelo ministério das Finanças. “Este resultado do primeiro semestre, a confirmar-se, terá ficado ligeiramente acima da meta de – 6,3% do PIB definido para o conjunto do ano”, lê-se no relatório de apreciação da evolução orçamental que a equipa coordenada por Rui Nuno Baleiras divulga mensalmente.

Recorde-se que, em resultado da emergência da pandemia de COVID-19, o ministério das Finanças reviu significativamente em baixa o objetivo inicial para o saldo em contas nacionais: no Orçamento do Estado para 2020 previa inicialmente um excedente de 0,2% e no Orçamento Suplementar apresentado em junho já apontava para um défice de 6,3%. Na entrevista que deu a semana passada à RTP, o ministro das Finanças, João Leão, apontou para um défice orçamental em torno de 7% do PIB em 2020.

A confirmar-se esta estimativa da UTAO, o saldo orçamental terá evidenciado no primeiro semestre deste ano um agravamento de 4,8 pontos percentuais do PIB face a idêntico período do ano anterior, evolução que reflete a deterioração do saldo ajustado de medidas temporárias ou não-recorrentes.

Na sua apreciação sintética mensal da execução orçamental em contabilidade pública, a UTAO continua a acompanhar os efeitos diretos nos agregados orçamentais causados pela pandemia COVID-19 e pelas medidas de política pública destinadas a mitigar os seus malefícios na saúde e na economia.

A UTAO estima que impacto orçamental acumulado das medidas de política COVID-19 totalizou €2386 milhões até final de julho. Este é o efeito combinado da diminuição da receita cobrada (menos €787 milhões ou 1,8% da receita) e do acréscimo da despesa (mais €1.599 milhões ou 3% da despesa efetiva).

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