pescadinha
Segundo o sempre bem informado e clarividente jornal Público, António Costa «clarificou finalmente… a sua posição sobre a necessidade de renegociar a dívida pública portuguesa». E o que diz, então, António Costa neste sobre-humano esforço esclarecedor? Vejamos:
«Ao longo destes meses, sempre recusei que a renegociação da dívida fosse a única e a necessária solução para a quadratura em que nos encontramos».
Ok, muito bem. E, então, como é que se faz para «alcançar esse equilíbrio»? Esclarece Costa:
«Depende de diferentes variáveis».
E quais são elas? As que se seguem:
1º «Pode ser efectivamente por uma redução da dívida»;
2º «do serviço da dívida pela redução das taxas de juro» («Isso o BCE tem assegurado», acrescenta);
3º «Pode ser teoricamente sobre o montante do capital em dívida»;
4º «pode ser também por via do aumento dos recursos de liquidez para investimento seja pelos mecanismos da quantitative easing» (isso o BCE também já assegurou, certo?);
5º «por um reforço das transferências comunitárias» (mais massa? vinda donde? outra vez da troika?);
6º «ou por um outro mecanismo».
Em síntese: 1º redução das taxas de juro (já está); 2º aumento da liquidez na UE (já vem a caminho, ok?); 3º redução do capital em dívida (mas que Costa recusa, não é verdade?); 4º Qualquer outro mecanismo. Confesso a minha preferência por este último.
Notável, não é? Depois, queixem-se.
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Segundo o sempre bem informado e clarividente jornal Público, António Costa «clarificou finalmente… a sua posição sobre a necessidade de renegociar a dívida pública portuguesa». E o que diz, então, António Costa neste sobre-humano esforço esclarecedor? Vejamos:
«Ao longo destes meses, sempre recusei que a renegociação da dívida fosse a única e a necessária solução para a quadratura em que nos encontramos».
Ok, muito bem. E, então, como é que se faz para «alcançar esse equilíbrio»? Esclarece Costa:
«Depende de diferentes variáveis».
E quais são elas? As que se seguem:
1º «Pode ser efectivamente por uma redução da dívida»;
2º «do serviço da dívida pela redução das taxas de juro» («Isso o BCE tem assegurado», acrescenta);
3º «Pode ser teoricamente sobre o montante do capital em dívida»;
4º «pode ser também por via do aumento dos recursos de liquidez para investimento seja pelos mecanismos da quantitative easing» (isso o BCE também já assegurou, certo?);
5º «por um reforço das transferências comunitárias» (mais massa? vinda donde? outra vez da troika?);
6º «ou por um outro mecanismo».
Em síntese: 1º redução das taxas de juro (já está); 2º aumento da liquidez na UE (já vem a caminho, ok?); 3º redução do capital em dívida (mas que Costa recusa, não é verdade?); 4º Qualquer outro mecanismo. Confesso a minha preferência por este último.
Notável, não é? Depois, queixem-se.