Perdemos 26 anos… and still counting

09-07-2011
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Perdemos 26 anos… and still counting

“Uma política orçamental de redução drástica das despesas e consumos públicos, em especial da despesa corrente do Estado, através, nomeadamente, da extinção de serviços, corte de subsídios e redução do número de efectivos (embora com compensações adequadas), de modo a conseguir uma efectiva e rápida redução do défice orçamental e a contenção e redução da inflação”; “uma política salarial que faça depender os aumentos salariais dos aumentos de produtividade e permita a sua adaptação e negociação às condições de cada empresa em concreto”; “elaboração do Orçamento por objectivos e prioridades políticas e, não como até aqui, como mera previsão de custos”; “Redução da progressividade dos impostos directos que os torna confiscatórios a níveis de rendimento que noutros países estão ainda abaixo da norma de pobreza”; “basear o desenvolvimento na iniciativa privada, na afectação de recursos pelos mecanismos de mercado e na força inovadora e disciplinadora da concorrência, – sempre em conjugação com uma política financeira e fiscal de reconstrução dos grandes equilíbrios macroeconómicos”; “Abandonar as políticas de redistribuição com base nos preços”; “desenvolver a liberdade de ensinar e aprender através, nomeadamente, de liberdade de escolha do estabelecimento de ensino, assegurando assim um maior equilíbrio e igualdade entre ensino público e privado, apoiando financeiramente nessa opção os mais carenciados”; “estabelecer padrões mínimos de qualidade através de valorização dos exames, nomeadamente como via de admissão às diferentes instituições escolares e condição de atribuição de títulos académicos da fiscalização das instituições de ensino e a qualificação dos professores”; etc., etc., etc..

Estas frases constavam do programa eleitoral do CDS em 1985 e resultavam dos trabalhos do grupo de reflexão política que Francisco Lucas Pires congregara em Ofir. Como seria diferente o país se tivesse seguido por este caminho…

Perdemos 26 anos… and still counting

“Uma política orçamental de redução drástica das despesas e consumos públicos, em especial da despesa corrente do Estado, através, nomeadamente, da extinção de serviços, corte de subsídios e redução do número de efectivos (embora com compensações adequadas), de modo a conseguir uma efectiva e rápida redução do défice orçamental e a contenção e redução da inflação”; “uma política salarial que faça depender os aumentos salariais dos aumentos de produtividade e permita a sua adaptação e negociação às condições de cada empresa em concreto”; “elaboração do Orçamento por objectivos e prioridades políticas e, não como até aqui, como mera previsão de custos”; “Redução da progressividade dos impostos directos que os torna confiscatórios a níveis de rendimento que noutros países estão ainda abaixo da norma de pobreza”; “basear o desenvolvimento na iniciativa privada, na afectação de recursos pelos mecanismos de mercado e na força inovadora e disciplinadora da concorrência, – sempre em conjugação com uma política financeira e fiscal de reconstrução dos grandes equilíbrios macroeconómicos”; “Abandonar as políticas de redistribuição com base nos preços”; “desenvolver a liberdade de ensinar e aprender através, nomeadamente, de liberdade de escolha do estabelecimento de ensino, assegurando assim um maior equilíbrio e igualdade entre ensino público e privado, apoiando financeiramente nessa opção os mais carenciados”; “estabelecer padrões mínimos de qualidade através de valorização dos exames, nomeadamente como via de admissão às diferentes instituições escolares e condição de atribuição de títulos académicos da fiscalização das instituições de ensino e a qualificação dos professores”; etc., etc., etc..

Estas frases constavam do programa eleitoral do CDS em 1985 e resultavam dos trabalhos do grupo de reflexão política que Francisco Lucas Pires congregara em Ofir. Como seria diferente o país se tivesse seguido por este caminho…

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