A urgência de uma atitude liberal no Portugal de hoje

09-07-2011
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Não é nova a ideia que advoga que, nos dias que correm, a dicotomia “esquerda-direita” poderá estar ultrapassada. A queda do Muro de Berlim foi a pedra de toque que ajudou a reforçar a falsa sensação de que o modelo liberal-capitalista teria vencido, e que o mundo estaria livre de todos os socialismos.

Nada de mais errado: travestido sob as mais diversas formas, desde o supostamente inócuo “socialismo de mercado” até às lógicas mais radicais, do altermundismo, do ecologismo chic e dos grupos anti-globalização, as retóricas socialistas mantiveram-se presentes; o mundo, em vez de evoluir para sociedades mais liberais, foi-se moldando num compromisso incoerente, numa síntese esquizofrénica que, por um lado, queria os benefícios do mercado e das sociedades livres, mas que por outro não conseguiu abandonar os chavões socialistas mais básicos e as utopias mais inatingíveis.

A presente crise mundial demonstrou bem como as retóricas socialistas se souberam enraizar no sistema político e comunicacional, e como os seus chavões tiveram uma consagração incoerente, mas fatal, no tecido legal. A presente crise mundial mostra-nos ainda como uma atitude liberal faz, hoje, todo o sentido: é que a crise financeira abriu o caminho a um “estatismo acrítico”, que se autolegitima na oposição a um “neoliberalismo” que ninguém defende, e se sustenta numa abordagem “keynesiana” que deve deixar John Maynard Keynes a revirar-se no túmulo, que nos irá sair a nós, meros cidadãos comuns, muito caro.

Uma atitude liberal, de exigência e desconfiança no sistema estatal, que despreza a capacidade dos indivíduos e das redes construídas longe do sistema burocrático, faz hoje mais sentido do que nunca; uma atitude liberal, que denuncie as teias de interesses que se movem em redor do Estado, o desperdício, o compadrio travestido de “Bem Comum”, a oneração irreversível das gerações futuras, é essa a forma de estar que melhor serve os cidadãos comuns, em particular, os mais jovens, menos comprometidos e mais prejudicados com o actual estado das coisas.

O mundo divide-se hoje entre os que procuram pelos seus meios, o seu espaço, e os que esperam, de mão estendida, aquilo que o sistema burocrático tem para lhes dar. A dicotomia política faz-se hoje entre os que permanecem fiéis às raízes liberais, de confiança no indivíduo, na sua capacidade e criatividade, e defendem a sua autonomia e a sua esfera de direitos, e os que projectam no Estado as suas aspirações, limitando na teia legal-burocrática o seu raio de acção.Portugal assiste impávido e crédulo à escalada galopante do Estatismo e à captura de recursos pelas cliques que o rodeiam; a factura a pagar, se persistirmos neste caminho, vai ser elevadíssima, em particular a dos mais jovens e dos mais pobres.

Não é nova a ideia que advoga que, nos dias que correm, a dicotomia “esquerda-direita” poderá estar ultrapassada. A queda do Muro de Berlim foi a pedra de toque que ajudou a reforçar a falsa sensação de que o modelo liberal-capitalista teria vencido, e que o mundo estaria livre de todos os socialismos.

Nada de mais errado: travestido sob as mais diversas formas, desde o supostamente inócuo “socialismo de mercado” até às lógicas mais radicais, do altermundismo, do ecologismo chic e dos grupos anti-globalização, as retóricas socialistas mantiveram-se presentes; o mundo, em vez de evoluir para sociedades mais liberais, foi-se moldando num compromisso incoerente, numa síntese esquizofrénica que, por um lado, queria os benefícios do mercado e das sociedades livres, mas que por outro não conseguiu abandonar os chavões socialistas mais básicos e as utopias mais inatingíveis.

A presente crise mundial demonstrou bem como as retóricas socialistas se souberam enraizar no sistema político e comunicacional, e como os seus chavões tiveram uma consagração incoerente, mas fatal, no tecido legal. A presente crise mundial mostra-nos ainda como uma atitude liberal faz, hoje, todo o sentido: é que a crise financeira abriu o caminho a um “estatismo acrítico”, que se autolegitima na oposição a um “neoliberalismo” que ninguém defende, e se sustenta numa abordagem “keynesiana” que deve deixar John Maynard Keynes a revirar-se no túmulo, que nos irá sair a nós, meros cidadãos comuns, muito caro.

Uma atitude liberal, de exigência e desconfiança no sistema estatal, que despreza a capacidade dos indivíduos e das redes construídas longe do sistema burocrático, faz hoje mais sentido do que nunca; uma atitude liberal, que denuncie as teias de interesses que se movem em redor do Estado, o desperdício, o compadrio travestido de “Bem Comum”, a oneração irreversível das gerações futuras, é essa a forma de estar que melhor serve os cidadãos comuns, em particular, os mais jovens, menos comprometidos e mais prejudicados com o actual estado das coisas.

O mundo divide-se hoje entre os que procuram pelos seus meios, o seu espaço, e os que esperam, de mão estendida, aquilo que o sistema burocrático tem para lhes dar. A dicotomia política faz-se hoje entre os que permanecem fiéis às raízes liberais, de confiança no indivíduo, na sua capacidade e criatividade, e defendem a sua autonomia e a sua esfera de direitos, e os que projectam no Estado as suas aspirações, limitando na teia legal-burocrática o seu raio de acção.Portugal assiste impávido e crédulo à escalada galopante do Estatismo e à captura de recursos pelas cliques que o rodeiam; a factura a pagar, se persistirmos neste caminho, vai ser elevadíssima, em particular a dos mais jovens e dos mais pobres.

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