O SOPA morreu em 48h

21-01-2012
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Estes têm sido dias esquizofrénicos nas redes sociais. A campanha contra o SOPA gerida pelos «user-generated websites» tipo Wikipedia ou Google – que iriam ser obrigados a policiar a violação de direitos de autor – conseguiu fazer com que uma larga massa de ferozes pró-regulação do mercado se insurgisse contra uma lei que visa precisamente regulá-lo. Em 48h de intenso marketing, 24h de divulgação de mensagem e outras tantas de blackout, milhões reagiram à mensagem e passaram-na nas redes sociais, fazendo inverter a intenção de voto dos congressistas.

O truque foi hábil e começa a fazer escola em muitas correntes interessadas em tornar a liberdade de mercado popular, furando espessas camadas de tabus económicos e o politicamente correcto.

1. Ignorar o IngSoc. Não dar voz à lei em si – a terminologia usada pelos legisladores funciona como estimulador instantâneo do sentimentalismo pró-regulação. Conceitos presentes na lei como protect, prevent, theft of U.S properrty, endanger public health, foreign infringers, dangerous goods or property, etc, teriam feito disparar o instinto intervencionista da opinião pública.

2. Despolitizar a mensagem. Nunca enquadrar o tema politicamente – referir-se à liberdade do mercado ou fazer oposição aberta ao conceito de «Direito de Autor» ou de «Intellectual Property» correria sérios riscos de criar defesas automáticas contra a argumentação. A wikipedia só referiu o problema dos direitos de autor no fim da campanha.

3. Focar-se nos efeitos da lei. Concentrar toda a perniciosidade da lei nos potenciais efeitos pessoais no opinador, apelando ao sempre eficaz self-interest.

4. Usar bandeiras. É essencial para motivar à divulgação da mensagem introduzir passepartouts que tornem socialmente aceitável a defesa de interesses pessoais – ser um acérrimo defensor da liberdade de expressão contra a censura é sempre consolador.

Estes têm sido dias esquizofrénicos nas redes sociais. A campanha contra o SOPA gerida pelos «user-generated websites» tipo Wikipedia ou Google – que iriam ser obrigados a policiar a violação de direitos de autor – conseguiu fazer com que uma larga massa de ferozes pró-regulação do mercado se insurgisse contra uma lei que visa precisamente regulá-lo. Em 48h de intenso marketing, 24h de divulgação de mensagem e outras tantas de blackout, milhões reagiram à mensagem e passaram-na nas redes sociais, fazendo inverter a intenção de voto dos congressistas.

O truque foi hábil e começa a fazer escola em muitas correntes interessadas em tornar a liberdade de mercado popular, furando espessas camadas de tabus económicos e o politicamente correcto.

1. Ignorar o IngSoc. Não dar voz à lei em si – a terminologia usada pelos legisladores funciona como estimulador instantâneo do sentimentalismo pró-regulação. Conceitos presentes na lei como protect, prevent, theft of U.S properrty, endanger public health, foreign infringers, dangerous goods or property, etc, teriam feito disparar o instinto intervencionista da opinião pública.

2. Despolitizar a mensagem. Nunca enquadrar o tema politicamente – referir-se à liberdade do mercado ou fazer oposição aberta ao conceito de «Direito de Autor» ou de «Intellectual Property» correria sérios riscos de criar defesas automáticas contra a argumentação. A wikipedia só referiu o problema dos direitos de autor no fim da campanha.

3. Focar-se nos efeitos da lei. Concentrar toda a perniciosidade da lei nos potenciais efeitos pessoais no opinador, apelando ao sempre eficaz self-interest.

4. Usar bandeiras. É essencial para motivar à divulgação da mensagem introduzir passepartouts que tornem socialmente aceitável a defesa de interesses pessoais – ser um acérrimo defensor da liberdade de expressão contra a censura é sempre consolador.

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