Quem se lixa é sempre o mexilhão
Num país onde quase um em cada quatro eleitores tem mais de 65 anos, o que é que acontece quando se fala de reformar o sistema de pensões em ano de eleições?
Não acontece nada. Mesmo o que tinha acontecido antes é revertido.
Num país com cada vez menos eleitores jovens e cada vez menor participação eleitoral dos jovens, o que é que acontece quando, para não mudar o sistema de pensões, se aumentam taxas e impostos?
Não acontece nada. A dor, dizem, é “repartida” e, acrescentam, o fardo assim pesa pouco.
É neste ponto que estamos. Ainda não tive tempo de ler o famoso DEO mas já ouvi a conferência de imprensa de Maria Luís Albuquerque e, sobretudo, Pedro Mota Soares. A síntese é simples de fazer: aliviam-se os reformados (e também os funcionários públicos), sacrificam-se os contribuintes, em especial os que estão empregados e descontam para a TSU.
Há sempre uns que se lixam e há sempre outros que vão às televisões queixar-se – os que por lá andam a carpir mágoas há dois anos e agora ainda são capazes de continuar a queixar-se. É esta a triste moral desta história.
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Quem se lixa é sempre o mexilhão
Num país onde quase um em cada quatro eleitores tem mais de 65 anos, o que é que acontece quando se fala de reformar o sistema de pensões em ano de eleições?
Não acontece nada. Mesmo o que tinha acontecido antes é revertido.
Num país com cada vez menos eleitores jovens e cada vez menor participação eleitoral dos jovens, o que é que acontece quando, para não mudar o sistema de pensões, se aumentam taxas e impostos?
Não acontece nada. A dor, dizem, é “repartida” e, acrescentam, o fardo assim pesa pouco.
É neste ponto que estamos. Ainda não tive tempo de ler o famoso DEO mas já ouvi a conferência de imprensa de Maria Luís Albuquerque e, sobretudo, Pedro Mota Soares. A síntese é simples de fazer: aliviam-se os reformados (e também os funcionários públicos), sacrificam-se os contribuintes, em especial os que estão empregados e descontam para a TSU.
Há sempre uns que se lixam e há sempre outros que vão às televisões queixar-se – os que por lá andam a carpir mágoas há dois anos e agora ainda são capazes de continuar a queixar-se. É esta a triste moral desta história.