As declarações de Teixeira dos Santos ontem no parlamento, ao anunciar o aumento dos impostos como “único” caminho para o país conseguir cumprir as responsabilidades assumidas, e ao perguntar à oposição em tom de desafio sobre onde é que estes achariam que se devia cortar, foram o confirmar pela voz do próprio da má-fé e da reserva mental com que o orçamento deste ano e o PEC II foram negociados pelo governo.
Na altura, este compremetia-se (jurando a pés juntos) e assumia o objectivo de diminuir o défice cortando a despesa, pedindo um aumento de receita para tornar mais efectiva e rápida essa diminuição. Agora, ainda poucos meses volvidos, demonstra que isso nunca foi a sua intenção, e que nunca esteve disposto a assumir qualquer ónus político derivado do corte da despesa. Foram as papas necessária para enganar um quantos tolos e salvar a face de outros tantos.
Agora, passados estes meses, continuamos a ter o governo da segunda derivada, que se gaba publicamente de “diminuir a taxa de crescimento da despesa”, em grande parte pela suspensão e retrocesso nas medidas que aprovou em ano de campanha eleitoral para presentear o seu putativo eleitorado. Continua a desafiar os outros para que lhe digam onde cortar, assumindo estes desse modo as despesas políticas que não tem a coragem nem a vontade de assumir. Simultaneamente, pede novo aumento de impostos para resolver (?) o problema da única maneira como já o demonstrou verdadeiramente querer fazer.
É esta gentinha que se quer levar a sério e ser tomada como um interlocutor responsável à mesa de negociações antecipadas ou não do orçamento para 2011. Não é gente de cheques em branco, sequer. É gente que parte para a negociação aceitando somente discutir a dimensão do gordo cheque que quer receber.
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As declarações de Teixeira dos Santos ontem no parlamento, ao anunciar o aumento dos impostos como “único” caminho para o país conseguir cumprir as responsabilidades assumidas, e ao perguntar à oposição em tom de desafio sobre onde é que estes achariam que se devia cortar, foram o confirmar pela voz do próprio da má-fé e da reserva mental com que o orçamento deste ano e o PEC II foram negociados pelo governo.
Na altura, este compremetia-se (jurando a pés juntos) e assumia o objectivo de diminuir o défice cortando a despesa, pedindo um aumento de receita para tornar mais efectiva e rápida essa diminuição. Agora, ainda poucos meses volvidos, demonstra que isso nunca foi a sua intenção, e que nunca esteve disposto a assumir qualquer ónus político derivado do corte da despesa. Foram as papas necessária para enganar um quantos tolos e salvar a face de outros tantos.
Agora, passados estes meses, continuamos a ter o governo da segunda derivada, que se gaba publicamente de “diminuir a taxa de crescimento da despesa”, em grande parte pela suspensão e retrocesso nas medidas que aprovou em ano de campanha eleitoral para presentear o seu putativo eleitorado. Continua a desafiar os outros para que lhe digam onde cortar, assumindo estes desse modo as despesas políticas que não tem a coragem nem a vontade de assumir. Simultaneamente, pede novo aumento de impostos para resolver (?) o problema da única maneira como já o demonstrou verdadeiramente querer fazer.
É esta gentinha que se quer levar a sério e ser tomada como um interlocutor responsável à mesa de negociações antecipadas ou não do orçamento para 2011. Não é gente de cheques em branco, sequer. É gente que parte para a negociação aceitando somente discutir a dimensão do gordo cheque que quer receber.