Num mercado em monopólio, existem muitos clientes para um determinado produto, mas só um fornecedor. Por esta razão, o vendedor terá uma grande liberdade para fixar o preço do produto em questão, sabendo que os clientes não podem optar por comprar esse produto a mais nenhum agente.O monopolista deve ter em atenção a curva da procura, sabendo que quanto mais caro colocar o seu produto, menos produtos venderá. Por outro lado, quanto mais barato colocar o seu produto à venda, menos lucro receberá por cada produto. Para maximizar o lucro, o monopolista procurará o melhor compromisso:A linha a roxo representa o custo marginal de cada unidade para o monoplista, enquanto a linha a vermelho representa a curva da procura. A área a amarelo corresponde ao ganho dos consumidores em comprar os produtos fornecidos pelo monopolista, e a área a verde corresponde ao lucro do monopolista na venda do seu produto. Ele fixou o preço por forma a maximizar esta área.A área a cinzento mostra-nos a ineficiência desta situação. De facto, muitos clientes estão dispostos a dar pelo produto um valor superior aquele que custa ao monopolista produzi-lo, mas não estão dispostos a dar o valor fixado pelo monopolista. Ambas as partes sairiam beneficiadas se transaccionassem o produto a um preço intermédio, mas se isso implicasse que o monopolista tivesse de cobrar o mesmo valor aos restantes clientes, então os seus lucros diminuiriam.Desta forma, a situação que mais beneficia o monopolista é uma na qual são transaccionados menos produtos, e a um preço superior, do que aquele que ocorreria em mercado livre.Já num mercado em oligopólio, existem muitos clientes para um determinado produto, e um número reduzido de vendedores.Cada vendedor pode definir o preço pelo qual quer vender o seu produto, mas sabe que este preço vai alterar a quantidade de clientes que compram o produto em questão nas suas lojas, ao invés de optar por comprar na concorrência. Para maximizar o lucro, e assumindo que não pode confiar nos outros vendedores, cada vendedor colocará um preço que é superior ao custo médio de cada produto produzido, mas inferior ao preço que colocariam se estivessem em situação de monopólio. A quantidade de produtos transaccionada será superior à que ocorre num monopólio, mas inferior à que ocorre em mercado livre.Na verdade, a situação de equilíbrio do oligopólio é um intermédio entre o monoplólio e o mercado livre, mais próxima do mercado livre quanto maior for o número de vendedores envolvidos. Uma estratégia que os vendedores podem utilizar para aumentar os seus lucros é o de estabelecer um cartel. Se todos estes praticarem o mesmo preço, correspondente ao preço que maximizaria os seus lucros caso fossem um único agente monopolista, eles irão diminuir a quantidade de unidades transaccionadas, mas irão aumentar os seus proveitos. É fácil de entender que há muitos casos em que a formação de carteis é prejudicial para a sociedade, e é por isso pouco surpreendente que esta seja proibida na quase totalidade dos países desenvolvidos.Mas, que dizer de um cartel de mão de obra?Aí as coisas podem ser bastante diferentes...
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Num mercado em monopólio, existem muitos clientes para um determinado produto, mas só um fornecedor. Por esta razão, o vendedor terá uma grande liberdade para fixar o preço do produto em questão, sabendo que os clientes não podem optar por comprar esse produto a mais nenhum agente.O monopolista deve ter em atenção a curva da procura, sabendo que quanto mais caro colocar o seu produto, menos produtos venderá. Por outro lado, quanto mais barato colocar o seu produto à venda, menos lucro receberá por cada produto. Para maximizar o lucro, o monopolista procurará o melhor compromisso:A linha a roxo representa o custo marginal de cada unidade para o monoplista, enquanto a linha a vermelho representa a curva da procura. A área a amarelo corresponde ao ganho dos consumidores em comprar os produtos fornecidos pelo monopolista, e a área a verde corresponde ao lucro do monopolista na venda do seu produto. Ele fixou o preço por forma a maximizar esta área.A área a cinzento mostra-nos a ineficiência desta situação. De facto, muitos clientes estão dispostos a dar pelo produto um valor superior aquele que custa ao monopolista produzi-lo, mas não estão dispostos a dar o valor fixado pelo monopolista. Ambas as partes sairiam beneficiadas se transaccionassem o produto a um preço intermédio, mas se isso implicasse que o monopolista tivesse de cobrar o mesmo valor aos restantes clientes, então os seus lucros diminuiriam.Desta forma, a situação que mais beneficia o monopolista é uma na qual são transaccionados menos produtos, e a um preço superior, do que aquele que ocorreria em mercado livre.Já num mercado em oligopólio, existem muitos clientes para um determinado produto, e um número reduzido de vendedores.Cada vendedor pode definir o preço pelo qual quer vender o seu produto, mas sabe que este preço vai alterar a quantidade de clientes que compram o produto em questão nas suas lojas, ao invés de optar por comprar na concorrência. Para maximizar o lucro, e assumindo que não pode confiar nos outros vendedores, cada vendedor colocará um preço que é superior ao custo médio de cada produto produzido, mas inferior ao preço que colocariam se estivessem em situação de monopólio. A quantidade de produtos transaccionada será superior à que ocorre num monopólio, mas inferior à que ocorre em mercado livre.Na verdade, a situação de equilíbrio do oligopólio é um intermédio entre o monoplólio e o mercado livre, mais próxima do mercado livre quanto maior for o número de vendedores envolvidos. Uma estratégia que os vendedores podem utilizar para aumentar os seus lucros é o de estabelecer um cartel. Se todos estes praticarem o mesmo preço, correspondente ao preço que maximizaria os seus lucros caso fossem um único agente monopolista, eles irão diminuir a quantidade de unidades transaccionadas, mas irão aumentar os seus proveitos. É fácil de entender que há muitos casos em que a formação de carteis é prejudicial para a sociedade, e é por isso pouco surpreendente que esta seja proibida na quase totalidade dos países desenvolvidos.Mas, que dizer de um cartel de mão de obra?Aí as coisas podem ser bastante diferentes...