Supervisor está a apurar responsabilidade de gestores da Tranquilidade

19-11-2014
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Supervisor está a apurar responsabilidade de gestores da Tranquilidade

Maria Ana Barroso

maria.barroso@economico.pt

Ontem 10:36

José Almaça lembrou hoje no Parlamento que quem tem a responsabilidade de decidir aplicações financeiras da companhia como as que foram feitas em dívida do GES "é a comissão executiva". O trabalho do supervisor ainda não foi concluído.

O presidente do ISP foi questionado pelos deputados sobre a aparente ausência de actuação a propósito do apuramento das responsabilidades pelas aplicações financeiras feitas pela Tranquilidade em dívida do GES. José Almaça explicou que a preocupação principal foi salvaguardar a situação da companhia. E que se está ainda a "averiguar de quem é a responsabilidade do quê, o que ainda não terminámos". Mas clarificou que "quem tem o poder de tomar estas decisões é a comissão executiva", explicou José Almaça. "Em devido tempo vamos tratar desse assunto. Estamos a recolher informações", acrescentou, lembrando que não se pode "cair no erro de ter uma companhia sem accionistas e sem administradores".

O ISP só teve conhecimento em Junho dos investimentos feitos desde Abril, por parte da Tranquilidade, em títulos de várias empresas do GES. A deputada do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, defendeu que Ricardo Salgado utilizou a companhia para fugir ao escrutínio do Banco de Portugal que tinha há muito dado já instruções para se pôr fim ao contágio entre o BES e o GES.

"Fazemos um acompanhamento dos activos detidos nas carteiras das companhias, para verificar se obedecem aos critérios de uma gestão sã e prudente. Com base trimestral", explicou Almaça. " Só soubemos a 6 de Junho porque a administração nos disse em reunião", acrescentou.

Supervisor está a apurar responsabilidade de gestores da Tranquilidade

Maria Ana Barroso

maria.barroso@economico.pt

Ontem 10:36

José Almaça lembrou hoje no Parlamento que quem tem a responsabilidade de decidir aplicações financeiras da companhia como as que foram feitas em dívida do GES "é a comissão executiva". O trabalho do supervisor ainda não foi concluído.

O presidente do ISP foi questionado pelos deputados sobre a aparente ausência de actuação a propósito do apuramento das responsabilidades pelas aplicações financeiras feitas pela Tranquilidade em dívida do GES. José Almaça explicou que a preocupação principal foi salvaguardar a situação da companhia. E que se está ainda a "averiguar de quem é a responsabilidade do quê, o que ainda não terminámos". Mas clarificou que "quem tem o poder de tomar estas decisões é a comissão executiva", explicou José Almaça. "Em devido tempo vamos tratar desse assunto. Estamos a recolher informações", acrescentou, lembrando que não se pode "cair no erro de ter uma companhia sem accionistas e sem administradores".

O ISP só teve conhecimento em Junho dos investimentos feitos desde Abril, por parte da Tranquilidade, em títulos de várias empresas do GES. A deputada do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, defendeu que Ricardo Salgado utilizou a companhia para fugir ao escrutínio do Banco de Portugal que tinha há muito dado já instruções para se pôr fim ao contágio entre o BES e o GES.

"Fazemos um acompanhamento dos activos detidos nas carteiras das companhias, para verificar se obedecem aos critérios de uma gestão sã e prudente. Com base trimestral", explicou Almaça. " Só soubemos a 6 de Junho porque a administração nos disse em reunião", acrescentou.

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