Pó dos Livros: Narciso

06-07-2011
marcar artigo


«Quando Narciso morreu, conta Oscar Wilde, todas as flores da margem, desoladas, pediram ao rio algumas gotas de água para chorar.- Ah – disse o rio –, nem que todas a minhas gotas de água fossem lágrimas me bastariam para chorar a morte de Narciso. Porque o amava.- Impossível não o amar! – disseram então as flores –. Era tão belo!- Era belo? – pergunta rio.- Quem melhor do que tu para o saber? – disseram as flores –. Ele todos os dias se debruçava na margem e contemplava nas tuas águas a sua beleza.- Mas não era por isso que eu o amava – disse o rio.- Então porque era?- Porque, quando ele se debruçava, eu podia ver a beleza das minhas águas nos seus olhos.»


«Quando Narciso morreu, conta Oscar Wilde, todas as flores da margem, desoladas, pediram ao rio algumas gotas de água para chorar.- Ah – disse o rio –, nem que todas a minhas gotas de água fossem lágrimas me bastariam para chorar a morte de Narciso. Porque o amava.- Impossível não o amar! – disseram então as flores –. Era tão belo!- Era belo? – pergunta rio.- Quem melhor do que tu para o saber? – disseram as flores –. Ele todos os dias se debruçava na margem e contemplava nas tuas águas a sua beleza.- Mas não era por isso que eu o amava – disse o rio.- Então porque era?- Porque, quando ele se debruçava, eu podia ver a beleza das minhas águas nos seus olhos.»

marcar artigo