pelaalexandra@gmail.com: Carta do IAC

26-01-2012
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Boas,Junto passo a transcrever carta que nos foi enviada pelo IAC (Instituto de Apoio à Criança)Muito obrigado.Carta de resposta O Instituto de Apoio à Criança regista com agrado que diversas pessoas têm manifestado desejo de contribuir no sentido de ajudar a pequena Alexandra e agradece desde já os muitos apelos dirigidos ao IAC.Como cremos ser do vosso conhecimento, o IAC afirmou publicamente a sua disponibilidade para apoiar a causa da Alexandra, designadamente através da mediação entre as autoridades portuguesas e russas. Em nosso entender, o superior interesse desta menina passa pela preservação das relações afectivas profundas que desenvolveu no nosso País com a família que a acolheu durante mais de cinco anos, pelo que seria desejável conseguir que esses laços não se quebrassem, devendo ser feitos todos os esforços possíveis com esse objectivo.O Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros mostrou-se também sensibilizado e preocupado com esta situação, pelo que existe aqui uma possibilidade de negociação diplomática.Porém, importa analisar os factos por forma a projectarmos um objectivo viável.Há, pois necessidade de nos situarmos para que os nossos esforços não sejam totalmente inúteis: Assim, tendo presente que houve uma decisão judicial que declarou a mãe titular em pleno das responsabilidades parentais e que esta manifesta, por vezes, intenção de regressar, cremos que seria aconselhável facilitar o regresso da mãe.Para tanto, importará criar condições, não só de apoio financeiro e habitacional, mas sobretudo criar um ambiente favorável de compreensão pelas dificuldades que sentiu.Somos de parecer que, se houver um ambiente hostil, poderemos afastar definitivamente esta mãe, o que não é desejável, pois poderá significar o afastamento da criança do nosso País.Por outro lado, sem apoio, a mãe pode mostrar-se incapaz de cuidar da sua filha, o que poderá ter consequências ainda mais dramáticas, designadamente a sua institucionalização, o que tornará praticamente impossível o desejado regresso da criança.Em síntese, deveremos manter um discurso conciliador, que permita a construção de pontes e não alimentar declarações hostis que só agravam conflitos e que cavam abismos dificilmente reversíveis.Oferecer apoio à mãe é a única via, desde a ajuda financeira à terapia adequada, tudo é importante.A nossa contribuição é importante no sentido de mudar o sentido do discurso culpabilizador a que temos vindo a assistir. Agradecemos a todos quantos se dirigiram ao Instituto de Apoio à Criança não só pelo reconhecimento que esses apelos traduzem, mas sobretudo porque poderemos contactar convosco para nos ajudarem a ajudar.


Boas,Junto passo a transcrever carta que nos foi enviada pelo IAC (Instituto de Apoio à Criança)Muito obrigado.Carta de resposta O Instituto de Apoio à Criança regista com agrado que diversas pessoas têm manifestado desejo de contribuir no sentido de ajudar a pequena Alexandra e agradece desde já os muitos apelos dirigidos ao IAC.Como cremos ser do vosso conhecimento, o IAC afirmou publicamente a sua disponibilidade para apoiar a causa da Alexandra, designadamente através da mediação entre as autoridades portuguesas e russas. Em nosso entender, o superior interesse desta menina passa pela preservação das relações afectivas profundas que desenvolveu no nosso País com a família que a acolheu durante mais de cinco anos, pelo que seria desejável conseguir que esses laços não se quebrassem, devendo ser feitos todos os esforços possíveis com esse objectivo.O Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros mostrou-se também sensibilizado e preocupado com esta situação, pelo que existe aqui uma possibilidade de negociação diplomática.Porém, importa analisar os factos por forma a projectarmos um objectivo viável.Há, pois necessidade de nos situarmos para que os nossos esforços não sejam totalmente inúteis: Assim, tendo presente que houve uma decisão judicial que declarou a mãe titular em pleno das responsabilidades parentais e que esta manifesta, por vezes, intenção de regressar, cremos que seria aconselhável facilitar o regresso da mãe.Para tanto, importará criar condições, não só de apoio financeiro e habitacional, mas sobretudo criar um ambiente favorável de compreensão pelas dificuldades que sentiu.Somos de parecer que, se houver um ambiente hostil, poderemos afastar definitivamente esta mãe, o que não é desejável, pois poderá significar o afastamento da criança do nosso País.Por outro lado, sem apoio, a mãe pode mostrar-se incapaz de cuidar da sua filha, o que poderá ter consequências ainda mais dramáticas, designadamente a sua institucionalização, o que tornará praticamente impossível o desejado regresso da criança.Em síntese, deveremos manter um discurso conciliador, que permita a construção de pontes e não alimentar declarações hostis que só agravam conflitos e que cavam abismos dificilmente reversíveis.Oferecer apoio à mãe é a única via, desde a ajuda financeira à terapia adequada, tudo é importante.A nossa contribuição é importante no sentido de mudar o sentido do discurso culpabilizador a que temos vindo a assistir. Agradecemos a todos quantos se dirigiram ao Instituto de Apoio à Criança não só pelo reconhecimento que esses apelos traduzem, mas sobretudo porque poderemos contactar convosco para nos ajudarem a ajudar.

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