Censos sénior 2012
Imagem: RICARDO GRAÇA / LUSA
“Primeiro não tinha receio, mas desde que me assaltaram, fez domingo oito dias, já receio, em chegando a noite”, disse à agência Lusa, no dia em que foi ditando, para o cabo Horácio Ribeiro, os dados que passam a constar da sua ficha na GNR.
À beira dos 83 anos – foi o cabo Ribeiro que lhe disse a idade, que já lhe “foge da cabeça” –, Carolina Caniço está referenciada pela GNR como uma das pessoas idosas que vivem sozinhas e que podem estar em situação de risco.
“Os filhos agora portam-se de uma maneira que eu acho que perdem o amor aos pais”, desabafou Carolina Caniço à Lusa, contando as visitas espaçadas dos familiares e o apoio possível dos vizinhos.
Em 2011, a GNR registou, no distrito de Santarém, 1723 idosos a viverem sozinhos, o número mais elevado do país obtido durante a operação “Censos Sénior”, que este ano voltou ao terreno no passado dia 15 com o objetivo de, até 29 de fevereiro, atualizar esse levantamento.
“Neste momento estamos a identificar, sinalizar e georreferenciar os idosos para atualizar os registos feitos em 2011”, disse à Lusa o capitão do destacamento territorial de Santarém da GNR, capitão Rui Pereira.
A prioridade, sublinhou, é “identificar os idosos que estão isolados, que vivem sozinhos e que possam estar numa situação de risco ou perigo”.
Esses casos são comunicados às instituições que podem prestar o apoio de que esses idosos necessitam, como a Segurança Social, os centros de dia, as autarquias, sublinhou.
Os militares da GNR passam igualmente a incluir esses idosos nas suas rondas, visitando-os sempre que lhes é possível, no âmbito do “policiamento de proximidade”, adiantou.
O objetivo é evitar que se repitam os casos de idosos encontrados mortos em casa, sem que ninguém se tivesse apercebido da sua ausência, nalguns casos durante anos
Os militares aproveitam as visitas aos idosos isolados para os alertarem para situações de risco, prevenindo-os das várias burlas a que podem estar sujeitos e para os perigos que correm ao franquear as portas das suas casas a estranhos.
Uma “lição” que repetem por lares, centros de dia, universidades seniores, chamando a atenção dos idosos para comportamentos que os podem pôr em risco.
Os quatro militares do destacamento (que abrange os concelhos de Santarém, Almeirim, Alpiarça, Cartaxo e Rio Maior) que se dedicam ao programa “Idosos em Segurança”, multiplicam-se ainda por ações em escolas (“Escola Segura”), junto do comércio (“Comércio Seguro”) e nas zonas rurais (“Campo Seguro”).
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Censos sénior 2012
Imagem: RICARDO GRAÇA / LUSA
“Primeiro não tinha receio, mas desde que me assaltaram, fez domingo oito dias, já receio, em chegando a noite”, disse à agência Lusa, no dia em que foi ditando, para o cabo Horácio Ribeiro, os dados que passam a constar da sua ficha na GNR.
À beira dos 83 anos – foi o cabo Ribeiro que lhe disse a idade, que já lhe “foge da cabeça” –, Carolina Caniço está referenciada pela GNR como uma das pessoas idosas que vivem sozinhas e que podem estar em situação de risco.
“Os filhos agora portam-se de uma maneira que eu acho que perdem o amor aos pais”, desabafou Carolina Caniço à Lusa, contando as visitas espaçadas dos familiares e o apoio possível dos vizinhos.
Em 2011, a GNR registou, no distrito de Santarém, 1723 idosos a viverem sozinhos, o número mais elevado do país obtido durante a operação “Censos Sénior”, que este ano voltou ao terreno no passado dia 15 com o objetivo de, até 29 de fevereiro, atualizar esse levantamento.
“Neste momento estamos a identificar, sinalizar e georreferenciar os idosos para atualizar os registos feitos em 2011”, disse à Lusa o capitão do destacamento territorial de Santarém da GNR, capitão Rui Pereira.
A prioridade, sublinhou, é “identificar os idosos que estão isolados, que vivem sozinhos e que possam estar numa situação de risco ou perigo”.
Esses casos são comunicados às instituições que podem prestar o apoio de que esses idosos necessitam, como a Segurança Social, os centros de dia, as autarquias, sublinhou.
Os militares da GNR passam igualmente a incluir esses idosos nas suas rondas, visitando-os sempre que lhes é possível, no âmbito do “policiamento de proximidade”, adiantou.
O objetivo é evitar que se repitam os casos de idosos encontrados mortos em casa, sem que ninguém se tivesse apercebido da sua ausência, nalguns casos durante anos
Os militares aproveitam as visitas aos idosos isolados para os alertarem para situações de risco, prevenindo-os das várias burlas a que podem estar sujeitos e para os perigos que correm ao franquear as portas das suas casas a estranhos.
Uma “lição” que repetem por lares, centros de dia, universidades seniores, chamando a atenção dos idosos para comportamentos que os podem pôr em risco.
Os quatro militares do destacamento (que abrange os concelhos de Santarém, Almeirim, Alpiarça, Cartaxo e Rio Maior) que se dedicam ao programa “Idosos em Segurança”, multiplicam-se ainda por ações em escolas (“Escola Segura”), junto do comércio (“Comércio Seguro”) e nas zonas rurais (“Campo Seguro”).