Os cerca de 20 movimentos de defesa do "Não" à despenalização do aborto em constituição por todo o país reuniram já mais de 120 mil assinaturas, foi anunciado no Porto."É um número muito significativo que nos faz acreditar que o "Não" irá vencer de novo no referendo de 11 de Fevereiro", disse à Lusa Margarida Neto, da Plataforma Não Obrigada, um dos 19 movimentos cívicos e apartidários que participaram na "Convenção Nacional do Não", realizada no edifício da Alfândega do Porto.No encontro, destinado a concertar estratégias de actuação, Margarida Neto alertou para as consequências da liberalização do aborto, afirmando que "nos países que já o legalizaram, tem havido um aumento progressivo e gradual de casos"."De resto, o termo liberalização significa que é gratuito e que, como tal, os nossos impostos vão para essa prática do aborto a pedido em vez de serem destinados à promoção da maternidade", sublinhou.Segundo Margarida Neto, "quando o aborto a pedido é autorizado, entramos num caminho quer de banalização quer do facilistismo".A porta-voz da Plataforma Não Obrigada alertou também para as consequências físicas e emocionais do aborto.Citando um estudo inglês publicado em Outubro de 2006, Margarida Neto a firmou que "42 por cento das mulheres que abortam têm uma depressão grave nos quatro anos seguintes"."É fundamental alertar para o facto de estarem a cair numa armadilha", disse, sublinhando que "ao contrário do que esperam, 80 por cento das mulheres arrependem-se do que fizeram".Para Margarida Neto, "a legalidade do aborto não lhe retira o facto de ser contranatura e não impede os sintomas traumáticos, depressivos e o risco de suicídio de quem o pratica", acrescentou."Pretendemos demonstrar que o aborto livre não é a solução, nem para as mulheres, nem para os bebés que merecem nascer, nem para a sociedade", disse.Maria Inês Graça, porta-voz do Movimento Norte pela Vida, que organizou a Convenção Nacional do Não, explicou que o objectivo do encontro foi coordenar "uma campanha que pretende ser alegre, serena, pela positiva e, sobretudo, esclarecedora".A lei do referendo determina que podem fazer campanha partidos, coligações partidárias, directamente ou através de grupos de cidadãos, e os movimentos de cidadãos criados para o efeito.Os grupos de cidadãos que queiram participar na campanha do referendo s obre o aborto têm de recolher pelo menos 5.000 assinaturas e inscrever-se na Comissão Nacional de Eleições (CNE) até um mês antes da data da consulta.Segundo as regras para constituir um movimento, consultáveis no "site" da CNE (www.cne.pt), é também necessária a escolha de 25 mandatários.O Tribunal Constitucional (TC) deu luz verde, a 15 de Novembro, à pergunta para o referendo, aprovada pela Assembleia da República a 19 de Outubro, tendo o Presidente da República, Cavaco Silva, anunciado a 29 de Novembro a convocação da consulta popular para 11 de Fevereiro."Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, s e realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento d e saúde legalmente autorizado?" é a pergunta do referendo, exactamente igual à de 1998.
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Os cerca de 20 movimentos de defesa do "Não" à despenalização do aborto em constituição por todo o país reuniram já mais de 120 mil assinaturas, foi anunciado no Porto."É um número muito significativo que nos faz acreditar que o "Não" irá vencer de novo no referendo de 11 de Fevereiro", disse à Lusa Margarida Neto, da Plataforma Não Obrigada, um dos 19 movimentos cívicos e apartidários que participaram na "Convenção Nacional do Não", realizada no edifício da Alfândega do Porto.No encontro, destinado a concertar estratégias de actuação, Margarida Neto alertou para as consequências da liberalização do aborto, afirmando que "nos países que já o legalizaram, tem havido um aumento progressivo e gradual de casos"."De resto, o termo liberalização significa que é gratuito e que, como tal, os nossos impostos vão para essa prática do aborto a pedido em vez de serem destinados à promoção da maternidade", sublinhou.Segundo Margarida Neto, "quando o aborto a pedido é autorizado, entramos num caminho quer de banalização quer do facilistismo".A porta-voz da Plataforma Não Obrigada alertou também para as consequências físicas e emocionais do aborto.Citando um estudo inglês publicado em Outubro de 2006, Margarida Neto a firmou que "42 por cento das mulheres que abortam têm uma depressão grave nos quatro anos seguintes"."É fundamental alertar para o facto de estarem a cair numa armadilha", disse, sublinhando que "ao contrário do que esperam, 80 por cento das mulheres arrependem-se do que fizeram".Para Margarida Neto, "a legalidade do aborto não lhe retira o facto de ser contranatura e não impede os sintomas traumáticos, depressivos e o risco de suicídio de quem o pratica", acrescentou."Pretendemos demonstrar que o aborto livre não é a solução, nem para as mulheres, nem para os bebés que merecem nascer, nem para a sociedade", disse.Maria Inês Graça, porta-voz do Movimento Norte pela Vida, que organizou a Convenção Nacional do Não, explicou que o objectivo do encontro foi coordenar "uma campanha que pretende ser alegre, serena, pela positiva e, sobretudo, esclarecedora".A lei do referendo determina que podem fazer campanha partidos, coligações partidárias, directamente ou através de grupos de cidadãos, e os movimentos de cidadãos criados para o efeito.Os grupos de cidadãos que queiram participar na campanha do referendo s obre o aborto têm de recolher pelo menos 5.000 assinaturas e inscrever-se na Comissão Nacional de Eleições (CNE) até um mês antes da data da consulta.Segundo as regras para constituir um movimento, consultáveis no "site" da CNE (www.cne.pt), é também necessária a escolha de 25 mandatários.O Tribunal Constitucional (TC) deu luz verde, a 15 de Novembro, à pergunta para o referendo, aprovada pela Assembleia da República a 19 de Outubro, tendo o Presidente da República, Cavaco Silva, anunciado a 29 de Novembro a convocação da consulta popular para 11 de Fevereiro."Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, s e realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento d e saúde legalmente autorizado?" é a pergunta do referendo, exactamente igual à de 1998.