O presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) admitiu hoje a possibilidade de alargar a todas as escolas os serviços da Fundação que gere o domínio .pt, melhorando a qualidade de internet e reduzindo custos.
Em declarações à Lusa, Manuel Seabra garantiu ainda que o processo de integração na FCT da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) está a decorrer "com a maior tranquilidade", o que "contraria um pouco o ruído em relação a todas as possibilidades catastróficas que poderiam acontecer".
"Depois da demissão do conselho executivo [da FCCN] houve uma reunião do conselho geral e a nomeação de um novo conselho executivo constituído por funcionários seniores da FCCN", liderado por João Nuno Ferreira, para gerir o processo de transição, acrescentou.
"A rede da FCCN é fantástica" e pode dar um contributo para "a tentativa de melhorar a qualidade da internet que existe nas escolas" de todo o país, acrescentou.
A utilização da rede da FCCN também permite "poupar custos" no acesso à internet ao possibilitar que "as escolas não paguem o que pagam neste momento às entidades comerciais" que distribuem este serviço, realçou Miguel Seabra.
A 09 de Janeiro, a direcção da FCCN apresentou a demissão por discordar da decisão do Governo de integrar aquela entidade na FCT, defendendo que punha em causa a sua autonomia.
Apesar de a secretária de Estado da Ciência e Tecnologia, Leonor Parreira, já ter garantido a continuidade das funções da Fundação para a Computação e dos seus técnicos, assim como a sua autonomia, as críticas têm-se sucedido, desde os reitores aos partidos da oposição na Assembleia da República.
Miguel Seabra salientou que "há um projecto para a FCCN que passa pela melhor rentabilização da rede informática científica, pois está subaproveitada, (...) incluindo na rede escolar".
"O objectivo do Ministério [da Educação] é tentar encontrar uma solução de sustentabilidade para a FCCN que passe pela manutenção e expansão das suas actividades e por novas funções", referiu o responsável.
Quanto às preocupações com o destino dos técnicos da Fundação, Miguel Seabra afirmou que "é um grupo de gente de grande qualidade que trabalha na FCCN".
"É um grupo que queremos manter, promover, continuar a respeitar e até expandir", acrescentou.
Por outro lado, disse, "não há qualquer perspectiva de redução do número [de funcionários]", que o presidente da FCT considera adequado.
Lusa/ SOL
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O presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) admitiu hoje a possibilidade de alargar a todas as escolas os serviços da Fundação que gere o domínio .pt, melhorando a qualidade de internet e reduzindo custos.
Em declarações à Lusa, Manuel Seabra garantiu ainda que o processo de integração na FCT da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) está a decorrer "com a maior tranquilidade", o que "contraria um pouco o ruído em relação a todas as possibilidades catastróficas que poderiam acontecer".
"Depois da demissão do conselho executivo [da FCCN] houve uma reunião do conselho geral e a nomeação de um novo conselho executivo constituído por funcionários seniores da FCCN", liderado por João Nuno Ferreira, para gerir o processo de transição, acrescentou.
"A rede da FCCN é fantástica" e pode dar um contributo para "a tentativa de melhorar a qualidade da internet que existe nas escolas" de todo o país, acrescentou.
A utilização da rede da FCCN também permite "poupar custos" no acesso à internet ao possibilitar que "as escolas não paguem o que pagam neste momento às entidades comerciais" que distribuem este serviço, realçou Miguel Seabra.
A 09 de Janeiro, a direcção da FCCN apresentou a demissão por discordar da decisão do Governo de integrar aquela entidade na FCT, defendendo que punha em causa a sua autonomia.
Apesar de a secretária de Estado da Ciência e Tecnologia, Leonor Parreira, já ter garantido a continuidade das funções da Fundação para a Computação e dos seus técnicos, assim como a sua autonomia, as críticas têm-se sucedido, desde os reitores aos partidos da oposição na Assembleia da República.
Miguel Seabra salientou que "há um projecto para a FCCN que passa pela melhor rentabilização da rede informática científica, pois está subaproveitada, (...) incluindo na rede escolar".
"O objectivo do Ministério [da Educação] é tentar encontrar uma solução de sustentabilidade para a FCCN que passe pela manutenção e expansão das suas actividades e por novas funções", referiu o responsável.
Quanto às preocupações com o destino dos técnicos da Fundação, Miguel Seabra afirmou que "é um grupo de gente de grande qualidade que trabalha na FCCN".
"É um grupo que queremos manter, promover, continuar a respeitar e até expandir", acrescentou.
Por outro lado, disse, "não há qualquer perspectiva de redução do número [de funcionários]", que o presidente da FCT considera adequado.
Lusa/ SOL